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Cambistas

Uma das “pro­fis­sões” tí­picas aqui de Luanda são as cam­bis­tas, ou kin­gui­las. Digo “as” por­que, curi­o­sa­mente, a maior parte dos envol­vi­dos no mer­cado negro de dinheiro são mulhe­res. Cos­tumo vê-​​las sen­ta­das pela cidade, junto aos mer­ca­dos, perto das lojas, aba­nando vigo­ro­sa­mente os molhos de notas como leques, para afas­tar o calor e atrair cli­en­tes. O seu negó­cio é sim­ples — tro­cam os dóla­res no banco que esti­ver a dar melhor cotaíão, e depois compram-​​nos na rua aos cli­en­tes, com uma cotaíão dois ou três kuan­zas abaixo. Peque­nas mar­gens que, soma­das, lhes dão para sobre­vi­ver. Para pros­pe­rar, já não sei…

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