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Chineses

Angola está cheia de chi­ne­ses, mas pas­sam des­per­ce­bi­dos. Estão cá em vir­tude de uma linha de cré­dito de não sei quan­tos biliões de dóla­res que o governo chi­nês abriu a Angola, tendo como con­tra­par­ti­das a adju­di­caíão de mui­tos tra­ba­lhos na cons­truíão e obras públi­cas a empre­sas chi­ne­sas. Com elas vie­ram mui­tos — não faío ideia quan­tos — téc­ni­cos e tra­ba­lha­do­res chi­ne­ses. É raro vê-​​los nas ruas durante o dia; pro­va­vel­mente esta­rão a tra­ba­lhar, coisa a que sem­pre se dedi­ca­ram com afinco. Tam­bém não apa­re­cem í  noite, nos res­tau­ran­tes e locais de conví­vio; devem esconder-​​se entre os da sua comu­ni­dade, como aliás fazem em todo o mundo. Onde temos uma melhor per­ce­píão da dimen­são rela­tiva da sua pre­se­nía é nos super­mer­ca­dos, ao fim de semana. Ainda ontem de manhã, na Mar­tal, cruzei-​​me com meia dúzia, num esta­be­le­ci­mento rela­ti­va­mente pequeno. Faz-​​me lem­brar aquele velho dito espa­nhol: “Não acre­dito em bru­xas — mas lá que as há, há.

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