Febre Hemorrágica

Quem tenha visto a SIC nos últimos dias deve achar que Angola e Luanda se encontram no meio de uma epidemia incontrolada da febre hemorrágica de Marburg, uma variante do ébola. Não é verdade. A epidemia existe, realmente, mas está restrita í  proví­ncia do Huí­ge e a alguns casos perfeitamente controlados em outras proví­ncias, nomeadamente Luanda.

Não quer isto dizer que nós não estejamos preocupados. Estamos. Mas também estamos a tomar todas as medidas possí­veis para minimizar os riscos. Deixámos de comer fora de casa; estamos a evitar locais públicos e aglomeraíões; diminuí­mos os contactos sociais; deixámos até de ir í  ginástica, com grande pena nossa. Além disso, estamos a acompanhar atentamente as notí­cias e o evoluí­r da situaíão. Um comunicado do Ministério da Saúde, com data de anteontem, refere as medidas que estão a ser tomadas:

>Luanda, – Técnicos do Ministério da Saúde, da OMS, do CDC de Atlanta e dos Médicos em Fronteira de Espanha e da Holanda trabalham intensamente para o controlo da epidemia de febre hemorrágica viral de Marburg cujo foco foi localizado na cidade do Uí­ge, Norte de Angola.

>Dentre as tarefas em curso, menciona-se a implementaíão de medidas de vigilância epidemiológica activa para o controlo de todas as pessoas que tenham tido contacto com doentes; a criaíão das condiíões logí­sticas para o controlo dos focos de infecíão; a formaíão de equipas médicas (médicos e enfermeiros) e de laboratório para maior seguranía no manuseamento de casos; o desenvolvimento de acíões de mobilizaíão social e medidas gerais de coordenaíão.

Este fim de semana vamos ao Lubango (a antiga Sá da Bandeira), cidade onde vivi nos dois anos que passei aqui em crianía. São umas mini-férias que não podiam calhar em melhor altura. Lá no cimo, no planalto, ainda não há notí­cias de febres e epidemias. Vamos poder arejar um pouco a cabeía e olhar tudo com outra perspectiva.

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