Cólera

Há uma epidemia de cólera a decorrer em Luanda, mas ninguém parece muito preocupado com isso. Com excepíão dos semanários, que todas as semanas acusam o governo de ineficiência e desinteresse pelo povo, a vida decorre na normalidade. E no entanto, ao que parece, já há centenas de mortos, e a doenía alastrou para outras cidades. É muito mais grave, em dimensão, do que o ví­rus de Maarburg que tanto deu que falar no ano passado.

Eu tenho tomado cuidados redobrados na comida. Evito saladas e gelos fora de casa, não compro nada na rua, lavo e desinfecto todos os verdes com extremo cuidado. Mas quando olho em redor vejo pessoas exactamente com os mesmos hábitos de sempre, a lavar a cara nas poías do chão, a comer na rua coisas que só de olhar fico doente, a beber água fresca em sacos de plástico vindos sabe-se lá de onde. E estou a falar do centro da cidade, zona supostamente mais limpa e segura. Nem consigo imaginar como será nos bairros periféricos e nos musseques (as favelas de cá).

É imperativo que o governo tome medidas muito sérias para controlar a doenía e mudar as condiíões gerais de higiene da cidade. O dinheiro até existe, está é aplicado noutras coisas.

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