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Katato

No regresso a Luanda pará­mos no Res­tau­rante da Rua 11, um espaço à beira mar, com vista para o Mus­sulo, onde se comem pra­tos típi­cos ango­la­nos, ser­vi­dos em buf­fet self-​​service. Há as muam­bas de gali­nha e de gin­guba, o kalulu de peixe e de carne seca, a muteta e o mufete, tudo acom­pa­nhado com kis­saka, funge e fei­jão de óleo de palma.

E há tam­bém um petisco do Norte de Angola, apa­ren­te­mente muito apre­ci­ado, que eu nunca tinha encon­trado: os kata­tos (espero que se escreva assim, corrijam-​​me por favor). E o que são os kata­tos: em suma, são lagar­tas da gros­sura de um dedo, que vivem nos paus de figo, e pare­cem uns bichos-​​da-​​seda obesos.

katato.jpg

Um katato pronto a sair…

São ser­vi­dos fri­tos, bem secos e esta­la­di­ços. A empre­gada desafiou-​​me a pro­var, assegurando-​​me que eram muito bons. Expe­ri­men­tei dois, e con­fesso que não são maus de todo. Não vou dizer que fiquei fã — não subs­ti­tuem uma boa cara­co­lada — mas é coisa para vol­tar a comer. Nem que seja para ver de novo a cara meio incré­dula, meio eno­jada, das minhas colegas.

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