O mito do marisco

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Uma pergunta recorrente que me fazem quando estou em Portugal é “já deves estar enjoado de tanto marisco lá em Angola ?”.

Vou responder de uma vez por todas: “Não, infelizmente não estou.”

As razões são duas, que se complementam: em primeiro lugar, por que há muito pouco; em segundo, porque o que há é tudo menos barato.

Não me perguntem porque é que o marisco é raro e caro em Luanda; só sei que em tempos não foi assim. Rezam as crónicas que nas cervejarias de Luanda se serviam pires de camarão grátis para acompanhar as imperiais, como hoje algumas raras cervejarias de Portugal ainda fazem com os tremoços.

Hoje, uma lagosta pequena, grelhada, não custa num restaurante de Luanda menos de 1.800 kuanzas (em números muito redondos, 18 euros); um prato com meia dúzia de camarões panados, num restaurante chinês, vai para cima dos dois mil kuanzas; e assim por diante.

O único lugar onde eu me desforrei de marisco foi em Cabo Ledo, no restaurante do Queirós. Com um grupo de amigos comemos um monte de lagostas grelhadas, seguido de um arroz de lagosta de comer e chorar por mais. Só não chorei porque era tanto que acabou por sobrar. Não me lembro de quanto paguei, mas lembro-me de que achei comparativamente muito barato. Faço tenções de voltar lá em breve, para tentar finalmente enjoar-me de marisco.

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Um comentário

  • ferreira 24/04/2015   Deixe uma resposta a →

    onde estao as lagostas? Na minha epoca no farol das lagostas, eram dezenas de enormes gradeados cheios de lagostas. Entre a praia do bispo e praia do sol com mesuas eu pegava muita garoupa e chocos, as garoupas eram grandes e ainda chegavam vivas em minha casa, alem disso pegava muito marisco, nao esquecedo as pescarias de linha que mal caia na agua fisgava de imediato os peixes dependendo de quantos anzois tivesse nessa linha. Pois devem ter sugado tudo os tais russos cubanos e xineses.

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