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Curso #1: Como escrever para cinema e tv

Introdução

Uma das coisas mais fáceis da vida é não escrever; se escrever fosse fácil toda a gente o faria

~William Goldman

Vou começar hoje a alargar o âmbito deste blogue, introduzindo alguns artigos que, aos poucos, irão constituindo uma espécie de curso básico de escrita de guião.

O nome é um pouco pomposo, mas o objectivo desses artigos será muito simples: ajudar quem estiver interessado em escrever um guião para cinema ou televisão a dar os primeiros passos nesse sentido.

As perguntas que se colocam a essas pessoas são muitas: o que é essa coisa que dá pelo nome de argumento, guião ou roteiro? Para que serve? Como se escreve? Que formato tem? Por onde é que começo, se quiser escrever um? E, depois de o escrever, o que é que lhe faço?

Os artigos que eu tenciono escrever tentarão dar, de uma forma muito sucinta e elementar, respostas a essas perguntas. Quem tiver a paciência de os ler não vai tornar-se magicamente num guionista profissional. Mas vai ter algumas noções básicas essenciais, e um melhor entendimento do caminho à sua frente. Se lhes juntar determinação, talento, e um pouco de sorte, pode vir a ter a felicidade de ver o seu nome no grande écrã, no escuro de um cinema perto de si.

O que vai encontrar aqui

Os vários artigos que constituirão este curso básico vão abordar o essencial na escrita de um guião para cinema ou televisão[1].

Começarei por explicar o que é um guião, quem o escreve e quem o usa. Seguidamente abordarei as formas como pode surgir a ideia para um guião, e o seu tema.

Depois irei desenvolver alguns aspectos essenciais como a estrutura, os personagens e diálogos, os enredos e os géneros.

Passarei então a falar de algumas técnicas dramáticas básicas, antes de abordar aspectos mais práticos, como as considerações de produção, o desenvolvimento da história, o formato da escrita, e o processo (por vezes doloroso) da reescrita.

Terminarei dando algumas sugestões para ajudar a vender e produzir um guião já escrito, e apontando livros e outros recursos de informação úteis. Ao longo dos vários capí­tulos tentarei ir dando exemplos e, porque não, propor exercí­cios práticos que possam ajudá-lo a pôr mãos à obra. E, na medida dos possí­veis (tempo, disponibilidade e conhecimento), tentarei ir respondendo a questões que os eventuais leitores destes artigos me queiram colocar.

Recordo uma vez mais que este curso básico não é mais do que uma introdução a temas que são vastí­ssimos por natureza. Mas proponho-me ir enriquecendo sempre o seu conteúdo, conforme tiver tempo e inspiração. No próximo artigo vamos descobrir o que é realmente um guião.

Notas de Rodapé

  1. Ao longo destas páginas vou usar sempre a palavra guião, por ser a minha favorita. Mas o tema ainda é objecto de debate.[?]