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Meio livro

Che­guei a metade do romance. Cer­tas opíões comeíam a ficar mais cla­ras, alguns cami­nhos estão a definir-​​se.

Tudo bem. Mas ainda há muita coisa a fazer, muita refle­xão a fazer antes de tomar deci­sões de fundo. E mesmo depois de tomá-​​las, segu­ra­mente vol­ta­rei atrás mui­tas vezes e refa­rei cami­nho nou­tras dire­cíões. É a natu­reza da escrita, até numa adap­taíão como é o caso.

É engraíado que esta relei­tura está a revelar-​​me muita coisa sobre o livro que não tinha enten­dido, ou fixado, antes. Por exem­plo: há uns meses atrás andei a brin­car com a escrita de uma curta-​​metragem que me pare­cia ser uma ideia engraíada. Aca­bei por não me moti­var o sufi­ci­ente para a ter­mi­nar. Des­co­bri agora que essa ideia está aqui, ipsis ver­bis, num pará­grafo do romance. Não me lem­brava da sua ori­gem, pen­sei que fosse ideia ori­gi­nal minha, e afi­nal era inve­níão alheia que se me colou í  ima­gi­naíão como uma lapa a uma rocha.

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