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O software de Quentin Tarantino

tarantino1.jpg Quen­tin Taran­tino escreve os seus guiões, incluindo o mais recente, “Grindhouse”, usando uma das mais anti­gas com­bi­na­ções de hard­waresoft­ware conhe­ci­das: cane­tas e um bloco de papel. Numa entre­vista recente o gui­o­nista e rea­li­za­dor des­cre­veu o iní­cio do seu método de trabalho:

Eu não sou supers­ti­ci­oso na minha vida diá­ria, mas fico assim quando se trata da escrita, ape­sar de saber que isso tudo são tre­tas. (…) O meu ritual é nunca usar uma máquina de escre­ver ou com­pu­ta­dor. Escrevo tudo à mão. É como uma ceri­mó­nia. Vou a uma loja de mate­ri­ais de escri­tó­rio e com­pro um bloco de notas — um e não dez. Com­pro só um e encho-​​o até ao fim. Depois com­pro uma pilha de cane­tas de fel­tro ver­me­lhas e uma pilha de cane­tas de fel­tro pre­tas, e digo para mim mesmo, “Estas são as cane­tas com que vou escre­ver “Grindhouse”.

Pro­va­vel­mente QT tem depois um assis­tente para con­ver­ter o seu guião manus­crito ao for­mato con­ven­ci­o­nal, mas isto serve para nos recor­dar que, no fundo, no fundo, o que inte­ressa é o resul­tado final; o método para lá che­gar será sem­pre secundário.

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  1. Muda­nía de software
  2. Update Pro­jecto Z
  3. Resul­tado do debate
  4. Deci­são

Acerca de João Nunes

João Nunes é um autor, guionista, publicitário e diretor português residente em Manaus, Brasil. Conta com mais de 3000 páginas de guiões produzidas sob a forma de longas metragens, telefilmes, e dezenas de episódios de séries de televisão.

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2 Trackbacks

  1. […] Para o gui­o­nista que, ins­pi­rado por estes exem­plos, queira sol­tar a sua cri­a­ti­vi­dade, sugiro a lei­tura de um artigo inte­res­sante da Sci­en­ti­fic Ame­ri­can. Ao qual se poderá seguir, por exem­plo, a esco­lha do soft­ware certo para escre­ver o seu guião (ou da caneta certa, para os que pre­fi­ram os méto­dos ana­ló­gi­cos, à seme­lhança de Quen­tin Tarantino). […]

  2. […] Lean­dro, há outros argu­men­tis­tas que tam­bém escre­vem ini­ci­al­mente em manus­crito, como é o caso do Quen­tin Taran­tino, para citar ape­nas o mais famoso. […]

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