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Perguntas & Respostas: guionistas favoritos

Há algum(s) guionista(s) que admire par­ti­cu­lar­mente, para além de Taran­tino, que men­ci­o­nou há pouco tempo? Se sim, qual, e onde pode­rei con­sul­tar algum dos seus guiões? — Berni

Berni, há mui­tos e de mui­tas épocas e esti­los dife­ren­tes — Wil­liam Gold­man, Robert Towne, Paul Tho­mas Ander­son, Came­ron Crowe, Richard Cur­tis, Frank Dara­bont, David Mamet… e tan­tos mais. Faz bem em lê-​​los a todos para ficar com uma ideia da diver­si­dade das suas manei­ras de escre­ver, apren­der dife­ren­tes solu­ções nar­ra­ti­vas, téc­ni­cas e esti­lís­ti­cas, e para se ins­pi­rar. Como regra geral, se um filme foi bom o guião tam­bém deve ter sido, e por isso terá todas as van­ta­gens em lê-​​lo.

Pode encon­trar cen­te­nas de guiões na net, fazendo uma busca no Goo­gle ou na Inter­net Movi­eS­cripts Data­base. No entanto, tenha cui­dado quando pro­cu­rar guiões na net — alguns não são as ver­sões dos auto­res ori­gi­nais, mas sim trans­cri­ções do filme fei­tas por fãs bem inten­ci­o­na­dos mas que aca­bam por pres­tar um mau ser­viço. Uma trans­cri­ção reflecte ape­nas a mon­ta­gem e diá­lo­gos finais do filme, que mui­tas vezes são dife­ren­tes da estó­ria que o gui­o­nista escre­veu. E, prin­ci­pal­mente, não têm o cunho pró­prio do autor, o “sabor” e visão que este imprime ao guião com a sua pró­pria forma de escrever.

Como já referi ante­ri­or­mente, antes de ser um ins­tru­mento de tra­ba­lho, o guião é um ins­tru­mento de sedu­ção e, para isso, o estilo de escrita de cada gui­o­nista conta muito. A forma clás­sica e ele­gante como Robert Towne escreve, por exem­plo, é com­ple­ta­mente dis­tinta do estilo sin­co­pado e ner­voso de Wil­liam Goldman.

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Acerca de João Nunes

João Nunes é um autor, guionista, publicitário e diretor português residente em Manaus, Brasil. Conta com mais de 3000 páginas de guiões produzidas sob a forma de longas metragens, telefilmes, e dezenas de episódios de séries de televisão.

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Um Comentário

  1. Ricardo Mantas
    Publicado 27/09/2007 às 17:23 | Link

    A série da sic,“o Espí­rito da lei”, foi na minha opinião,um dos melho­res tra­ba­lhos tele­vi­si­vos aqui em Por­tu­gal. Recordo cenas e inter­pre­ta­ções, como a da Susana Arrais, ou a par­te­ci­pa­ção da Susana Bor­ges. Do Ins­pec­tor Max, foi um pra­zer ver a Fátima Belo,uma exce­lente atriz muito mal aproveitada.Gostava de ter mais “base” e “noção” de como se escreve uma tele­no­vela, pois cinema, tenho um primo gui­o­nista e rea­li­za­dor e tenho “acom­pa­nhado” o processo.Gostaria de saber quando vol­tam a fazer cur­sos. Na lista dos gran­des auto­res bra­si­lei­ros falta refe­rir Síl­vio de Abreu, res­pon­sá­vel por exi­tos como a “Guerra dos Sexos”, “A pró­xima vítima” e “Belíssima”.Abraço , Ricardo Mantas

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