≡ Menu
Uma senhora massagem ao ego
Capa revista Premiere

Um tele­fo­nema de um amigo alertou-​​me esta tarde para a novi­dade: a revista Pre­mi­ere de Novem­bro traz uma valente mas­sa­gem ao meu ego dorido de gui­o­nista por­tu­guês. Obvi­a­mente ten­tei fingir-​​me desin­te­res­sado e man­ter uma ati­tude “cool” mas, logo que pude, corri para a banca de jor­nais mais pró­xima, pro­cu­rei uma capa com Daniel Craig (que outra pode­ria ser?) e abri a boca, estar­re­cido com a cha­mada de capa: “Espe­cial 13 argu­men­tis­tas de peso”.

Capa revista Premiere

É certo que o meu são 86 qui­los, mas isso não me deixa mini­ma­mente pre­pa­rado para o que encon­trei no inte­rior: o meu nome enta­lado no meio de lumi­ná­rias como Joe Esz­terhas (o autor do meu filme favo­rito de todos os tem­pos em que a Sha­ron Stone cruza as per­nas, “Taxi Dri­ver” “Basic Ins­tinct”), Char­lie Kauf­man (“Being John Mal­ko­vitch”, entre tan­tos outros) e Guil­lermo Arri­aga (“Amo­res per­ros” e “Babel”, é pre­ciso dizer mais?), sob o título “13 men­tes brilhantes”.

É óbvio que o exa­gero desta pro­xi­mi­dade com os gran­des da pro­fis­são nasce da von­tade de colo­car um gui­o­nista por­tu­guês no artigo, mas, mesmo assim, esta mas­sa­gem ao ego, assi­nada pelo José Vieira Men­des, com quem, fique bem claro, só falei uma vez[1] soube-​​me melhor do que seria cor­recto admitir.

Desta forma, e por­que acre­dito que não vai afec­tar as ven­das da Pre­mi­ere, a quem desejo muita sorte e, sobre­tudo, que con­ti­nue a dar des­ta­que ao tra­ba­lho dos gui­o­nis­tas, não resisto a publi­car aqui o recorte da parte rele­vante do artigo.

artigo da revista Premiere

Notas de Rodapé

  1. a pro­pó­sito de algu­mas foto­gra­fias minhas da roda­gem de “A Selva” que a Pre­mi­ere  publi­cou há uns anos atrás[]

Acerca do autor: João Nunes é um autor, guionista e publicitário que divide o seu tempo entre Angola, Brasil e Portugal. Conta com mais de 3000 páginas de guiões produzidas sob a forma de longas metragens, telefilmes, e dezenas de episódios de séries de televisão.

Artigo Seguinte:

Artigo Anterior:

6 comentários… add one

  • Will Gama 12/11/2008, 23:30

    Parabéns meu!!!!!!!! Tu mereces e vê se deixas a modéstia de lado porque estás a fazer por merecer, já sabe que ganhar festivais e fazer o filme “perfeito” são apenas detalhes, o importante é continuar a trabalhar no que tens paixão e o aprimoramento vem com o tempo. SORTE e siga em frente.

  • Luis A. 13/11/2008, 2:30

    Muitos parabens pela distinção João. Sou um grande fã do teu blogue e visito-o regularmente em busca da nova técnica que tens para ensinar. Continua com o bom trabalho.

    PS – desculpa o reparo mas o autor do guião de Taxi Driver é Paul Schrader e não Joe Eszterhas:)

  • João Nunes 13/11/2008, 9:24

    Will,
    obrigado, mas tu és suspeito nesses cumprimentos e parabéns. Amigos e família só contam a 50%…;-)
    *********
    Luis,
    obrigado. Saber que há pessoas que apreciam o resultado de muitas noites fora de horas passadas aqui à frente do computador é a melhor recompensa.
    Quanto ao Taxi Driver, tens toda a razão. Acho que o abalo de ler o artigo foi maior do que imaginei ;-) Mas já está corrigido…

  • Jorge Vaz Nande 13/11/2008, 11:31

    João, acho é que não resististe a criar um mito só comparável ao do Ferrari vermelho na corrida de quadrigas do Ben-Hur: a partir de hoje, vai andar tudo a perscrutar o Taxi Driver à procura do cruzar de pernas da Sharon Stone ;-)

    Um abraço e parabéns!

  • Luna 13/11/2008, 18:18

    À algum tempo sigo o seu site como uma sebenta. Tenho três ideias para três filmes, garanto-lhe, nunca sairão do caldeirão. Alegro-me quando alguém materializa a fantasia à escala guião:filme e vive as cenas vivas do protagonista, aplaudido no projecto real.
    Encontramo-nos na tela. Continue a investir na obra.
    Não tenha medo de ser uma estrela a decorar o silêncio.
    Felicidades para os cargos que ocupa.
    Merece o reconhecimento, ainda se torna mais responsavel se vier de colegas de profissão.
    Peço-lhe, continue a partilhar com esta escuridão sem rosto, fãs da seu ofício.

  • Gué 15/11/2008, 13:40

    Ora aí está. Mais nada.
    Mas também não acho q seja nada assim de tão surpreendente, ou simplesmente justo ou normal de se falar numa revista de cinema em Portugal… mas enfim. Estamos em… Portugal e estas coisas não são assim tão lineares. Para se ser notado e falado tem q se ser mesmo bom – por isso, muitos parabém Janzé!
    Até q dá direito a uma churrascada de picanha num destes dias, não? :)
    Grande abraço

Deixe o seu comentário