Como surgiu a ideia para “Avatar”

James Cameron dá uma excelente entrevista à revista Vanity Fair a propósito de “Avatar”, um dos filmes mais aguardados dos últimos tempos. Nela fala, entre outras coisas, da génese da ideia e da escrita do guião.

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Dessa entrevista destaco, por exemplo, o seguinte excerto:

How did the concept of Avatar occur to you?

How you decide to make a film is different for each one. For Terminator, for example, I thought, ‘Ok, what kind of movie can I make as a first-time director? Should it involve effects? Because I know effects and I can sell that. But it’s got to be shot in the streets of L.A. on the cheap, so that’s my setting. So how do I get effects into that setting? Well something comes from space or it comes from the future. Well space has been done so let’s do the future …’ So you know I have these very mercenary things that drove me to a story, then I came up with a story that fit those parameters.

Reparem como ele diz ter construído a estória do primeiro “Terminator” a partir de uma série de pressupostos e limitações auto-impostas: ter efeitos especiais, ser situada em L.A., ser de baixo orçamento, incluir viagens no tempo, etc. Cameron considera essa abordagem um pouco “mercenária”, provavelmente por deixar essas considerações imporem-se à estória, e não o contrário.

Pessoalmente não acho que isso seja mais mercenário do que 99% dos trabalhos que um guionista faz.

Há sempre limitações.

Auto-impostas ou forçadas por terceiros, fazem parte da realidade do nosso trabalho. Questões de orçamento, de duração do filme, de meios disponíveis, de número de atores, etc. vão sempre condicionar a estória que escrevemos.

O importante é que, algures no processo, o guionista se apaixone pelo material que tem nas mãos. As limitações passam então a ser dados adquiridos e o coração volta a ser o motor da estória. E paixão, como se pode ver na entrevista, é o que não falta a James Cameron.

Ler a entrevista completa aqui

Trailer de “Avatar”

Reportagem de produção

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