Saiu o Final Draft 8

O Final Draft foi o pri­meiro pro­grama espe­ci­a­li­zado na escrita de guiões que eu adquiri, quando ainda estava na ver­são 4 ou 5, já não recordo. Fui fazendo o upgrade até à ver­são 7 (sem­pre a pagar) com a qual me zan­guei, por duas razões: por­que quando foi lan­çada era o pro­grama mais cheio de bugs com que tra­ba­lhei; e por­que, mesmo depois de resol­vi­dos esses bugs, con­ti­nu­ava a ser muito tem­pe­ra­men­tal — a qual­quer altura, e por razões inex­pli­ca­das, fechava e fazia-​​me per­der pági­nas de escrita.

Aqui há tem­pos explicaram-​​me um tru­que para evi­tar esse com­por­ta­mento errá­tico, e a par­tir daí apaixonei-​​me de novo pelo pro­grama. O último pro­jecto que ter­mi­nei foi todo escrito no Final Draft 7 e só não o estou a usar neste momento por­que tive de come­çar a escre­ver este novo guião num por­tá­til onde não está ins­ta­lado. Estou a usar o CeltX, de que tam­bém gosto, mas tenho sau­da­des de mui­tas coi­sas do FD.

Ontem saiu a ver­são 8 do Final Draft, com um monte de ino­va­ções e outros tan­tos aper­fei­ço­a­men­tos. Além disso, ao que dizem, vem com um com­por­ta­mento muito mais “à Macin­tosh”, o que é sem­pre bom para um “machead” como eu.

Além das novas opções para o pla­ne­a­mento das his­tó­rias, que me pare­cem bas­tante fun­ci­o­nais (ainda não as expe­ri­men­tei), traz duas novi­da­des ape­te­cí­veis: um novo for­mato de expor­ta­ção e impor­ta­ção (.xml) que pode resol­ver alguns pro­ble­mas na pas­sa­gem para outros softwa­res; e a pos­si­bi­li­dade de acres­cen­tar uma segunda lín­gua ao cor­re­tor orto­grá­fico — e espero que o por­tu­guês seja uma das opções.

FD8

A nova cara do Final Draft 8

Com esta notí­cia começa a pres­são psi­co­ló­gica para fazer o upgrade. Por um lado, tenho escrito mui­tos guiões com a ver­são que tenho, e pode­rei con­ti­nuar a fazê-​​lo por muito tempo, se qui­ser; por outro lado… há… uma… ver­são… nova. E essa ten­ta­ção é nor­mal­mente irresistível.

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{ 7 comentários… leia-os agora ou acrescente um }

Chantal 30/4/2009 ás 20:05

Oi João,

que­ria te per­gun­tar uma coisa: em ter­mos de roteiro, como é que se estrutura/​escreve um curta? Estou lendo “How to Build a Great Scre­en­play: A Mas­ter Class in Story­tel­ling for Film” — David Howard — e me sinto per­dida pen­sando em como estru­tu­rar um filme, que no meu caso, pre­cisa durar no máximo 7 minutos.

Devo dizer que é meu pri­meiro roteiro.

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João Nunes 9/5/2009 ás 11:28

A dife­rença, basi­ca­mente, é que não temos tempo para expli­car muito deta­lha­da­mente o mundo e as ori­gens dos nos­sos pro­ta­go­nis­tas. Temos de pas­sar quase de ime­di­ato à his­tó­ria, que por sua vez tem de ser tam­bém mais sim­ples, com uma ideia forte. Mas a estru­tura é muito seme­lhante: um inci­ting inci­dent, ou deto­na­dor, que põe a his­tó­ria em movi­mento; um desen­vol­vi­mento, com obs­tá­cu­los e com­pli­ca­ções; e uma con­clu­são. Tem é de ser tudo mais rápido, mais sim­ples e mais eco­nó­mico. Nor­mal­mente tam­bém haverá menos per­so­na­gens, menos decors, etc. Mas o objec­tivo é sem­pre o mesmo: man­ter o espec­ta­dor inte­res­sado sobre o que vem a seguir, e surpreendê-​​lo com um final que seja lógico e ine­vi­tá­vel, mas tam­bém sur­pre­en­dente. Espero que ajude.

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Roger Lopes 9/5/2009 ás 6:07

Então ele é melhor que o CeltX?

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João Nunes 9/5/2009 ás 11:25

Para escre­ver pro­fis­si­o­nal­mente, eu acho melhor. Mas tem um custo rela­ti­va­mente ele­vado, enquanto o CeltX é grá­tis e faz essen­ci­al­mente a mesma coisa, embora por vezes de uma forma um pou­qui­nho menos ele­gante ou prá­tica. Se é um amador/​iniciante, expe­ri­mente o CeltX. Quando come­çar a ganhar dinheiro com a sua pro­fis­são, invista no FinalDraft.

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David Andrade 23/5/2009 ás 14:58

Devo dizer que já adquiri o FD8 e têm um dicionarío/​corrector em por­tu­guês (bra­zil e europeu)…

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David Andrade 12/9/2009 ás 12:01

Tenho uma duvida: O Final Draft 8 é com­pa­ti­vel com Linux?

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João Nunes 14/9/2009 ás 17:31

Sugiro que veja na página deles. Mas, se bem me lem­bro, não é com­pa­tí­vel; há ape­nas ver­sões para Win­dows e Mac.
Para Linux, sugiro o Celtx, um soft­ware seme­lhante que tem pra­ti­ca­mente todas as fun­ci­o­na­li­da­des que inte­res­sam para a escrita, e é gra­tuito. A ver­são Linux é total­mente com­pa­tí­vel com as ver­sões Mac e Win­dows.
Boas escritas.

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