A minha primeira claquete

O Dez: O Presente

3 comments

A curta metra­gem “O Pre­sente” é mais um dos epi­só­dios do pro­jeto “O Dez”. Neste caso acu­mu­lei a rea­li­za­ção com a escrita do guião, como já expli­quei aqui há algum tempo atrás.

Todos os méri­tos que virem nesta curta metra­gem podem ser, direta ou indi­re­ta­mente, impu­ta­dos ao fan­tás­tico grupo de gente talen­tosa com que tive a honra de tra­ba­lhar; os demé­ri­tos, obvi­a­mente, assumo-​​os por completo.

Estou muito curi­oso de ouvir as opi­niões dos lei­to­res do blo­gue. Sirvam-​​se dos comen­tá­rios no fim deste artigo para dei­xa­rem o vosso vere­dito, tanto quanto à estó­ria como quanto ao tra­ba­lho de rea­li­za­ção. Não pre­ci­sam ser sim­pá­ti­cos; basta serem honestos.

Se qui­se­rem com­pa­rar o guião ori­gi­nal com o resul­tado final fil­mado podem baixá-​​lo aqui, ou na página de Recur­sos: O Dez: O Pre­sente (192).

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1 Ana Brütt Março 15, 2010 às 22:49

Olá! Encontrei este site porque procurava sites com opiniões sobre as 10 curtas d’ O dez e tinha memorizado o teu nome porque gostei muito do argumento d’ O Presente.

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2 Cícero Soares Março 16, 2010 às 5:16

Passo uns meses sem freqüentar o blog e… tudo mudado de novo, João? Um insatisfeito como sempre, não? rs. Ah, mas sem drama, também tenho comigo que isso é bom, mudar é bom. Mesmo eu, quando não posso nem preciso, também quero sempre mudar e…

Bom, já que deu justamente de eu voltar no post de sua primeira realização, posso opinar honestamente mesmo, a respeito do realizado? Porque… Olha, João, porque, como primeira impressão, fiquei meio encafifado com o fim. Adorei o clímax, mas acho que ele não poderia ter sido tão abrupto. Ou não ao mesmo tempo para o espectador e para o protagonista. Quer dizer, senti falta de dois tempos nesse final, um rápido para nós, que logo matamos a charada (de qualquer forma acho que isso não teria como contornar), e um outro tempo, de “descoberta”, para o Edgar, um tempo um pouco mais prolongada, crescente, num desespero crescente. P.e., ele não teria documentos que provam que ele é Edgar e não o Pedro? Foi assim que, sem pensar, eu logo pensei nisso, um pensamento automático, de espectador que pensa sem pensar, sabe? rs. Então repensei: e se o Edgar antes de dormir visse um porta-retrato com uma foto do Pedro, e quando acordasse a foto seria dele mesmo, de Edgar? E aí é o estopim, Edgar não compreende, e sua incompreensão vai se tornando desespero, e aí chega o médico, e etc. etc. (Hum, pensando de novo: ou o médico já estivesse no quarto, e antes dele aplicar o sossega-leão, ele até argumentasse com o Edgar que ele é Pedro, mostrando o porta-retratos, e Pedro contra-argumentasse mostrando os documentos e… e os documentos seriam de Pedro! Etc. etc.) Hum, mas é primeira impressão.

Então antes de me prolongar mais, vou aceitar o sugerido e cotejar o curta com o guião (o que também vai me ajudar como “legenda”, pois freqüentemente me perco com a inflexão lusitana, essas coisas da diversidade do parentesco da língua.) Volto depois então. Também pra falar do que não me encafifou, né? Até mais.

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3 Nélia Março 28, 2010 às 15:00

Só agora tive oportunidade de finalmente ver os restantes episódios do Dez. Em relação a este, devo dizer que achei o guião mais misterioso que a curta em si, mas o que me deixou mais essa marca foi o papel do pai e do cast secundário, que não me pareceram tão excitantes como no guião original.
Adorei a ideia do quarto com presentes e devo dizer que sei que estou perante um grande argumentista quando, por exemplo na cena em que bebem chá, apanhamos o diálogo a meio mas conseguimos perceber como é que a conversa chegou ali. É uma das coisas mais irritantes para mim, e na série Os Simpsons já foi alvo de sátira inúmeras vezes, quando entramos numa cena a meio mas é absolutamente ridículo que alguém estivesse a falar assim numa conversa normal. Parece que alguém disse “acção” antes de as personagens começarem a falar…
Devo também elogiar a maneira como em poucos segundos compreendemos a solidão do protagonista numa cena de poucos segundos em que corre pela rampa em frente aos edifícios. Vou guardar em memória para referências futuras ;)
Em relação a pontos negativos tenho apenas de concordar com o comentador que considera o final o ponto mais fraco da história, mas por motivos diferentes. Não achei precipitado nem sem sentido: pelo contrário. Assim que a personagem entrou no quarto eu vi imediatamente o que se ia passar pela maneira como olhava para os objectos. Não sei se foi deliberado, mas quando chegaram os médicos não foi surpresa para mim a revelação. Se foi propositado, então excelente trabalho :) Se não foi, não teve sabor a “major plot twist”.
Dicas de futuro para o guionista: precisamos de mais guionistas assim.
Dicas de futuro para o realizador: mais cuidado com o casting de actores.

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