O Dez: O Presente

A curta metragem “O Presente” é mais um dos episódios do projeto “O Dez”. Neste caso acumulei a realização com a escrita do guião, como já expliquei aqui há algum tempo atrás.

Todos os méritos que virem nesta curta metragem podem ser, direta ou indiretamente, imputados ao fantástico grupo de gente talentosa com que tive a honra de trabalhar; os deméritos, obviamente, assumo-os por completo.

Estou muito curioso de ouvir as opiniões dos leitores do blogue. Sirvam-se dos comentários no fim deste artigo para deixarem o vosso veredito, tanto quanto à estória como quanto ao trabalho de realização. Não precisam ser simpáticos; basta serem honestos.

Se quiserem comparar o guião original com o resultado final filmado podem baixá-lo aqui, ou na página de Recursos: O Dez: O Presente (2981).

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3 comentários

  • Ana Brütt 15/03/2010   Deixe uma resposta a →

    Olá! Encontrei este site porque procurava sites com opiniões sobre as 10 curtas d’ O dez e tinha memorizado o teu nome porque gostei muito do argumento d’ O Presente.

  • Cícero Soares 16/03/2010   Deixe uma resposta a →

    Passo uns meses sem freqüentar o blog e… tudo mudado de novo, João? Um insatisfeito como sempre, não? rs. Ah, mas sem drama, também tenho comigo que isso é bom, mudar é bom. Mesmo eu, quando não posso nem preciso, também quero sempre mudar e…

    Bom, já que deu justamente de eu voltar no post de sua primeira realização, posso opinar honestamente mesmo, a respeito do realizado? Porque… Olha, João, porque, como primeira impressão, fiquei meio encafifado com o fim. Adorei o clímax, mas acho que ele não poderia ter sido tão abrupto. Ou não ao mesmo tempo para o espectador e para o protagonista. Quer dizer, senti falta de dois tempos nesse final, um rápido para nós, que logo matamos a charada (de qualquer forma acho que isso não teria como contornar), e um outro tempo, de “descoberta”, para o Edgar, um tempo um pouco mais prolongada, crescente, num desespero crescente. P.e., ele não teria documentos que provam que ele é Edgar e não o Pedro? Foi assim que, sem pensar, eu logo pensei nisso, um pensamento automático, de espectador que pensa sem pensar, sabe? rs. Então repensei: e se o Edgar antes de dormir visse um porta-retrato com uma foto do Pedro, e quando acordasse a foto seria dele mesmo, de Edgar? E aí é o estopim, Edgar não compreende, e sua incompreensão vai se tornando desespero, e aí chega o médico, e etc. etc. (Hum, pensando de novo: ou o médico já estivesse no quarto, e antes dele aplicar o sossega-leão, ele até argumentasse com o Edgar que ele é Pedro, mostrando o porta-retratos, e Pedro contra-argumentasse mostrando os documentos e… e os documentos seriam de Pedro! Etc. etc.) Hum, mas é primeira impressão.

    Então antes de me prolongar mais, vou aceitar o sugerido e cotejar o curta com o guião (o que também vai me ajudar como “legenda”, pois freqüentemente me perco com a inflexão lusitana, essas coisas da diversidade do parentesco da língua.) Volto depois então. Também pra falar do que não me encafifou, né? Até mais.

  • Nélia 28/03/2010   Deixe uma resposta a →

    Só agora tive oportunidade de finalmente ver os restantes episódios do Dez. Em relação a este, devo dizer que achei o guião mais misterioso que a curta em si, mas o que me deixou mais essa marca foi o papel do pai e do cast secundário, que não me pareceram tão excitantes como no guião original.
    Adorei a ideia do quarto com presentes e devo dizer que sei que estou perante um grande argumentista quando, por exemplo na cena em que bebem chá, apanhamos o diálogo a meio mas conseguimos perceber como é que a conversa chegou ali. É uma das coisas mais irritantes para mim, e na série Os Simpsons já foi alvo de sátira inúmeras vezes, quando entramos numa cena a meio mas é absolutamente ridículo que alguém estivesse a falar assim numa conversa normal. Parece que alguém disse “acção” antes de as personagens começarem a falar…
    Devo também elogiar a maneira como em poucos segundos compreendemos a solidão do protagonista numa cena de poucos segundos em que corre pela rampa em frente aos edifícios. Vou guardar em memória para referências futuras ;)
    Em relação a pontos negativos tenho apenas de concordar com o comentador que considera o final o ponto mais fraco da história, mas por motivos diferentes. Não achei precipitado nem sem sentido: pelo contrário. Assim que a personagem entrou no quarto eu vi imediatamente o que se ia passar pela maneira como olhava para os objectos. Não sei se foi deliberado, mas quando chegaram os médicos não foi surpresa para mim a revelação. Se foi propositado, então excelente trabalho :) Se não foi, não teve sabor a “major plot twist”.
    Dicas de futuro para o guionista: precisamos de mais guionistas assim.
    Dicas de futuro para o realizador: mais cuidado com o casting de actores.

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