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O Dez: O Presente

A curta metra­gem “O Pre­sente” é mais um dos epi­só­dios do pro­jeto “O Dez”. Neste caso acu­mu­lei a rea­li­za­ção com a escrita do guião, como já expli­quei aqui há algum tempo atrás.

Todos os méri­tos que virem nesta curta metra­gem podem ser, direta ou indi­re­ta­mente, impu­ta­dos ao fan­tás­tico grupo de gente talen­tosa com que tive a honra de tra­ba­lhar; os demé­ri­tos, obvi­a­mente, assumo-​​os por completo.

Estou muito curi­oso de ouvir as opi­niões dos lei­to­res do blo­gue. Sirvam-​​se dos comen­tá­rios no fim deste artigo para dei­xa­rem o vosso vere­dito, tanto quanto à estó­ria como quanto ao tra­ba­lho de rea­li­za­ção. Não pre­ci­sam ser sim­pá­ti­cos; basta serem honestos.

Se qui­se­rem com­pa­rar o guião ori­gi­nal com o resul­tado final fil­mado podem baixá-​​lo aqui, ou na página de Recur­sos: O Dez: O Pre­sente (727).

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Acerca de João Nunes

João Nunes é um autor, guionista, publicitário e diretor português residente em Manaus, Brasil. Conta com mais de 3000 páginas de guiões produzidas sob a forma de longas metragens, telefilmes, e dezenas de episódios de séries de televisão.

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3 Comentários

  1. Ana Brütt
    Publicado 15/03/2010 às 22:49 | Link

    Olá! Encon­trei este site por­que pro­cu­rava sites com opi­niões sobre as 10 cur­tas d’ O dez e tinha memo­ri­zado o teu nome por­que gos­tei muito do argu­mento d’ O Presente.

  2. Cícero Soares
    Publicado 16/03/2010 às 5:16 | Link

    Passo uns meses sem freqüen­tar o blog e… tudo mudado de novo, João? Um insa­tis­feito como sem­pre, não? rs. Ah, mas sem drama, tam­bém tenho comigo que isso é bom, mudar é bom. Mesmo eu, quando não posso nem pre­ciso, tam­bém quero sem­pre mudar e…

    Bom, já que deu jus­ta­mente de eu vol­tar no post de sua pri­meira rea­li­za­ção, posso opi­nar hones­ta­mente mesmo, a res­peito do rea­li­zado? Por­que… Olha, João, por­que, como pri­meira impres­são, fiquei meio enca­fi­fado com o fim. Ado­rei o clí­max, mas acho que ele não pode­ria ter sido tão abrupto. Ou não ao mesmo tempo para o espec­ta­dor e para o pro­ta­go­nista. Quer dizer, senti falta de dois tem­pos nesse final, um rápido para nós, que logo mata­mos a cha­rada (de qual­quer forma acho que isso não teria como con­tor­nar), e um outro tempo, de “des­co­berta”, para o Edgar, um tempo um pouco mais pro­lon­gada, cres­cente, num deses­pero cres­cente. P.e., ele não teria docu­men­tos que pro­vam que ele é Edgar e não o Pedro? Foi assim que, sem pen­sar, eu logo pen­sei nisso, um pen­sa­mento auto­má­tico, de espec­ta­dor que pensa sem pen­sar, sabe? rs. Então repen­sei: e se o Edgar antes de dor­mir visse um porta-​​retrato com uma foto do Pedro, e quando acor­dasse a foto seria dele mesmo, de Edgar? E aí é o esto­pim, Edgar não com­pre­ende, e sua incom­pre­en­são vai se tor­nando deses­pero, e aí chega o médico, e etc. etc. (Hum, pen­sando de novo: ou o médico já esti­vesse no quarto, e antes dele apli­car o sossega-​​leão, ele até argu­men­tasse com o Edgar que ele é Pedro, mos­trando o porta-​​retratos, e Pedro contra-​​argumentasse mos­trando os docu­men­tos e… e os docu­men­tos seriam de Pedro! Etc. etc.) Hum, mas é pri­meira impressão.

    Então antes de me pro­lon­gar mais, vou acei­tar o suge­rido e cote­jar o curta com o guião (o que tam­bém vai me aju­dar como “legenda”, pois freqüen­te­mente me perco com a infle­xão lusi­tana, essas coi­sas da diver­si­dade do paren­tesco da lín­gua.) Volto depois então. Tam­bém pra falar do que não me enca­fi­fou, né? Até mais.

  3. Nélia
    Publicado 28/03/2010 às 15:00 | Link

    Só agora tive opor­tu­ni­dade de final­mente ver os res­tan­tes epi­só­dios do Dez. Em rela­ção a este, devo dizer que achei o guião mais mis­te­ri­oso que a curta em si, mas o que me dei­xou mais essa marca foi o papel do pai e do cast secun­dá­rio, que não me pare­ce­ram tão exci­tan­tes como no guião ori­gi­nal.
    Ado­rei a ideia do quarto com pre­sen­tes e devo dizer que sei que estou perante um grande argu­men­tista quando, por exem­plo na cena em que bebem chá, apa­nha­mos o diá­logo a meio mas con­se­gui­mos per­ce­ber como é que a con­versa che­gou ali. É uma das coi­sas mais irri­tan­tes para mim, e na série Os Simp­sons já foi alvo de sátira inú­me­ras vezes, quando entra­mos numa cena a meio mas é abso­lu­ta­mente ridí­culo que alguém esti­vesse a falar assim numa con­versa nor­mal. Parece que alguém disse “acção” antes de as per­so­na­gens come­ça­rem a falar…
    Devo tam­bém elo­giar a maneira como em pou­cos segun­dos com­pre­en­de­mos a soli­dão do pro­ta­go­nista numa cena de pou­cos segun­dos em que corre pela rampa em frente aos edi­fí­cios. Vou guar­dar em memó­ria para refe­rên­cias futu­ras ;)
    Em rela­ção a pon­tos nega­ti­vos tenho ape­nas de con­cor­dar com o comen­ta­dor que con­si­dera o final o ponto mais fraco da his­tó­ria, mas por moti­vos dife­ren­tes. Não achei pre­ci­pi­tado nem sem sen­tido: pelo con­trá­rio. Assim que a per­so­na­gem entrou no quarto eu vi ime­di­a­ta­mente o que se ia pas­sar pela maneira como olhava para os objec­tos. Não sei se foi deli­be­rado, mas quando che­ga­ram os médi­cos não foi sur­presa para mim a reve­la­ção. Se foi pro­po­si­tado, então exce­lente tra­ba­lho :) Se não foi, não teve sabor a “major plot twist”.
    Dicas de futuro para o gui­o­nista: pre­ci­sa­mos de mais gui­o­nis­tas assim.
    Dicas de futuro para o rea­li­za­dor: mais cui­dado com o cas­ting de actores.

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