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	<title>Comentários em: Perguntas e Respostas: cabe&#231;alhos principais e secund&#225;rios</title>
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	<description>escritas, filmes &#38; outras coisas da vida</description>
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		<title>Por: João Nunes</title>
		<link>http://joaonunes.com/2010/guionismo/perguntas-e-respostas-cabealhos-principais-e-secundrios/#comment-2139</link>
		<dc:creator>João Nunes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 03:16:16 +0000</pubDate>
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		<description>Não é preciso indicar a transição. A tendência atual é considerar que as transições só devem ser indicadas em situações muito especiais. Especialmente o CUT TO: que é a transição por &quot;default&quot;. O William Goldman tinha essa mania, mas isso fazia parte do seu estilo próprio. Em guiões mais recentes é muito raro encontrar este tipo de escrita.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não é preciso indicar a transição. A tendência atual é considerar que as transições só devem ser indicadas em situações muito especiais. Especialmente o CUT TO: que é a transição por “default”. O William Goldman tinha essa mania, mas isso fazia parte do seu estilo próprio. Em guiões mais recentes é muito raro encontrar este tipo de escrita.</p>
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	<item>
		<title>Por: berni ferreira</title>
		<link>http://joaonunes.com/2010/guionismo/perguntas-e-respostas-cabealhos-principais-e-secundrios/#comment-2137</link>
		<dc:creator>berni ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 01:39:35 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado, João!

Devo confessar que aguardava este artigo com mais interesse do que é habitual. Ele responde a tudo o que queria saber, deixando-me, contudo, com uma nova dúvida:

Precisamos de indicar a transição (no caso de Goldman, os &quot;CUT TO:&quot;) sempre que utilizamos um cabeçalho secundario, ou, pelo contrário, podemos omiti-la? 
Acho que já sei a resposta, mas aproveito para acabar de vez com as dúvidas.

Obrigado outra vez! Abraço para todos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado, João!</p>
<p>Devo confessar que aguardava este artigo com mais interesse do que é habitual. Ele responde a tudo o que queria saber, deixando-me, contudo, com uma nova dúvida:</p>
<p>Precisamos de indicar a transição (no caso de Goldman, os “CUT TO:”) sempre que utilizamos um cabeçalho secundario, ou, pelo contrário, podemos omiti-la?<br />
Acho que já sei a resposta, mas aproveito para acabar de vez com as dúvidas.</p>
<p>Obrigado outra vez! Abraço para todos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Nunes</title>
		<link>http://joaonunes.com/2010/guionismo/perguntas-e-respostas-cabealhos-principais-e-secundrios/#comment-2132</link>
		<dc:creator>João Nunes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 14:23:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://joaonunes.com/?p=1893#comment-2132</guid>
		<description>O meu critério é que se mude de cena mestra de cada vez que há uma mudança significativa de local ou de tempo. Por isso, mesmo que se mantenha o mesmo local e a mesma luz, se tiver havido uma passagem de tempo substancial deve ser feita uma nova cena. Caso contrário não há como dar a entender que houve passagem de tempo. Podemos, no guião, acrescentar algo como MAIS TARDE. Caberá ao realizador encontrar depois uma maneira de dar a entender essa passagem de tempo (se nós não lhe dermos uma ajuda colocando o proverbial relógio na cena ;).
Nesse caso ficará algo como se segue:

EXT./INT. RUA DAS FLORES - SALA DOS SILVA - DIA
Bla bla bla bla.
Lauro acende um cigarro, resig­nado, e olha em redor.

EXT./INT. RUA DAS FLORES - SALA DOS SILVA - DIA - MAIS TARDE
O pé de Lauro esmaga um cigarro. Já são várias as beatas pisadas no chão.
O homem espera, paciente, encostado à parede. Olha o relógio.
A janela da casa dos Silva abre-se de novo e Maria espreita, curiosa.
Maria blá blá bla, e por aí adiante.

Para o leitor do guião, e espetador do filme, fica claro que houve uma passagem de tempo entre as duas cenas, apesar de ambas terem o mesmo local, luz do dia e personagens.
À produção do filme caberá decidir se as duas cenas são filmadas de seguida, em ordem inversa, ou até em dias diferentes, tendo em conta outros fatores de produção (por exemplo, a utilização de um determinado equipamento, como uma steady cam, ou a presença de outro ator na cena, etc).
O importante para o guionista é escrever respeitando as convenções aceites no seu mercado, de forma a deixar bem claras as suas intenções narrativas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O meu critério é que se mude de cena mestra de cada vez que há uma mudança significativa de local ou de tempo. Por isso, mesmo que se mantenha o mesmo local e a mesma luz, se tiver havido uma passagem de tempo substancial deve ser feita uma nova cena. Caso contrário não há como dar a entender que houve passagem de tempo. Podemos, no guião, acrescentar algo como MAIS TARDE. Caberá ao realizador encontrar depois uma maneira de dar a entender essa passagem de tempo (se nós não lhe dermos uma ajuda colocando o proverbial relógio na cena ;).<br />
Nesse caso ficará algo como se segue:</p>
<p>EXT./INT. RUA DAS FLORES — SALA DOS SILVA — DIA<br />
Bla bla bla bla.<br />
Lauro acende um cigarro, resig­nado, e olha em redor.</p>
<p>EXT./INT. RUA DAS FLORES — SALA DOS SILVA — DIA — MAIS TARDE<br />
O pé de Lauro esmaga um cigarro. Já são várias as beatas pisadas no chão.<br />
O homem espera, paciente, encostado à parede. Olha o relógio.<br />
A janela da casa dos Silva abre-se de novo e Maria espreita, curiosa.<br />
Maria blá blá bla, e por aí adiante.</p>
<p>Para o leitor do guião, e espetador do filme, fica claro que houve uma passagem de tempo entre as duas cenas, apesar de ambas terem o mesmo local, luz do dia e personagens.<br />
À produção do filme caberá decidir se as duas cenas são filmadas de seguida, em ordem inversa, ou até em dias diferentes, tendo em conta outros fatores de produção (por exemplo, a utilização de um determinado equipamento, como uma steady cam, ou a presença de outro ator na cena, etc).<br />
O importante para o guionista é escrever respeitando as convenções aceites no seu mercado, de forma a deixar bem claras as suas intenções narrativas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ivana Rowena</title>
		<link>http://joaonunes.com/2010/guionismo/perguntas-e-respostas-cabealhos-principais-e-secundrios/#comment-2131</link>
		<dc:creator>Ivana Rowena</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 13:26:23 +0000</pubDate>
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		<description>Wow! Agora entendí! E hoje poderei finalmente escrever a cena que estou evitando há dias porque não sabia como formatá-la. Nos filmes &quot;Velozes e furiosos&quot; (The fast and the furious) e &quot;Velocidade máxima&quot; (Speed) muitas  cenas acontecem de forma simultanea, IN e EXT, com carros nas ruas. Procurei os roteiros para me orientar mas não os encontrei na internet, of course ; )
Uma última pergunta: da forma que você exemplificou na resposta, posso então concluir que o que decide o cabeçalho é o cenário, depois a luz. Mas se o cenário for o mesmo (a estrada, por exemplo) mas a luz for diferente (NOITE, DIA, AMANHECER, etc...) já seria outro cabeçalho (não secundário)? Acho que sim, até porque supõe que o Figurino e Maquiagem precisarão modificar alguma coisa nos atores se for uma corrida de carros que dure 24h, por exemplo.  Agora pensando no trabalho da Pré-produção que não podemos ignorar: ao decuparem o roteiro, as cenas externas são as mais complicadas para a Produção por causa da burocracia exigida (licenças, etc...). Mas a luz, a iluminação externa, é determinante para organizarem o Plano de filmagem. 
Então... o que determina o cabeçalho da cena para o roteirista é o cenário, desde que a luz não mude?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Wow! Agora entendí! E hoje poderei finalmente escrever a cena que estou evitando há dias porque não sabia como formatá-la. Nos filmes “Velozes e furiosos” (The fast and the furious) e “Velocidade máxima” (Speed) muitas  cenas acontecem de forma simultanea, IN e EXT, com carros nas ruas. Procurei os roteiros para me orientar mas não os encontrei na internet, of course ; )<br />
Uma última pergunta: da forma que você exemplificou na resposta, posso então concluir que o que decide o cabeçalho é o cenário, depois a luz. Mas se o cenário for o mesmo (a estrada, por exemplo) mas a luz for diferente (NOITE, DIA, AMANHECER, etc…) já seria outro cabeçalho (não secundário)? Acho que sim, até porque supõe que o Figurino e Maquiagem precisarão modificar alguma coisa nos atores se for uma corrida de carros que dure 24h, por exemplo.  Agora pensando no trabalho da Pré-produção que não podemos ignorar: ao decuparem o roteiro, as cenas externas são as mais complicadas para a Produção por causa da burocracia exigida (licenças, etc…). Mas a luz, a iluminação externa, é determinante para organizarem o Plano de filmagem.<br />
Então… o que determina o cabeçalho da cena para o roteirista é o cenário, desde que a luz não mude?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Nunes</title>
		<link>http://joaonunes.com/2010/guionismo/perguntas-e-respostas-cabealhos-principais-e-secundrios/#comment-2129</link>
		<dc:creator>João Nunes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 11:28:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://joaonunes.com/?p=1893#comment-2129</guid>
		<description>Cada caso é um caso, e guionismo não é ciência exata. Mas no caso que refere - dois carros numa autoestrada - se a acção fora dos carros também for importante eu talvez escrevesse assim:

EXT./INT. AUTOESTRADA - CARRO DE RUI - DIA
O trânsito intenso faz os carros parar.
Dentro do carro Rui olha em redor, bla bla bla
                                         INTERCALA COM:

INT. CARRO DE SOFIA - AO MESMO TEMPO
Sofia olha para a confusão à sua volta, nervosa. Fala com os filhos no banco de trás, bla bla ...

EXT./INT. AUTOESTRADA - CARRO DE RUI
Rui está nervoso. Abre a porta e sai do carro, para ver o que se passa.
Avança alguns metros e pára ao lado do carro de Sofia. Esta abre a janela, bla bla bla...

E por aí a diante.

Já quanto ao exemplo da cena tripartida entre rua, janela e interior, a forma como eu sugeri escrevê-la é precisamente para prever situações em que não nos limitamos a ouvir a voz da mãe no interior, em (O.S.), mas vemos acções dela - agarra num copo e bebe uma pinga, liga a câmara de vídeo para filmar o  namoro, etc. :)

Teríamos assim qualquer coisa como:

EXT./INT. RUA DAS FLORES - SALA DOS SILVA - DIA
Lauro aproxima-se de Maria, que está à janela.
Os dois conversam, bla bla bla.
Dentro da sala, Susete levanta o olhar, curiosa.
Lauro bla bla bla.
Maria bla bla bla
Susete não aguenta mais e levanta-se. Liga a televisão e procura um programa da manhã.
Susete (para Maria) bla bla bla.
Maria bla bla bla e fecha a janela.
Lauro acende um cigarro, resignado, e terminamos.

Imaginando que duas cabeças diferentes pudessem imaginar exatamente a mesma cena, o mais certo é que cada uma delas iria descrevê-la de uma forma diferente no guião. Fazer estas escolhas e opções faz parte da arte do guionista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cada caso é um caso, e guionismo não é ciência exata. Mas no caso que refere — dois carros numa autoestrada — se a acção fora dos carros também for importante eu talvez escrevesse assim:</p>
<p>EXT./INT. AUTOESTRADA — CARRO DE RUI — DIA<br />
O trânsito intenso faz os carros parar.<br />
Dentro do carro Rui olha em redor, bla bla bla<br />
                                         INTERCALA COM:</p>
<p>INT. CARRO DE SOFIA — AO MESMO TEMPO<br />
Sofia olha para a confusão à sua volta, nervosa. Fala com os filhos no banco de trás, bla bla …</p>
<p>EXT./INT. AUTOESTRADA — CARRO DE RUI<br />
Rui está nervoso. Abre a porta e sai do carro, para ver o que se passa.<br />
Avança alguns metros e pára ao lado do carro de Sofia. Esta abre a janela, bla bla bla…</p>
<p>E por aí a diante.</p>
<p>Já quanto ao exemplo da cena tripartida entre rua, janela e interior, a forma como eu sugeri escrevê-la é precisamente para prever situações em que não nos limitamos a ouvir a voz da mãe no interior, em (O.S.), mas vemos acções dela — agarra num copo e bebe uma pinga, liga a câmara de vídeo para filmar o  namoro, etc. :)</p>
<p>Teríamos assim qualquer coisa como:</p>
<p>EXT./INT. RUA DAS FLORES — SALA DOS SILVA — DIA<br />
Lauro aproxima-se de Maria, que está à janela.<br />
Os dois conversam, bla bla bla.<br />
Dentro da sala, Susete levanta o olhar, curiosa.<br />
Lauro bla bla bla.<br />
Maria bla bla bla<br />
Susete não aguenta mais e levanta-se. Liga a televisão e procura um programa da manhã.<br />
Susete (para Maria) bla bla bla.<br />
Maria bla bla bla e fecha a janela.<br />
Lauro acende um cigarro, resignado, e terminamos.</p>
<p>Imaginando que duas cabeças diferentes pudessem imaginar exatamente a mesma cena, o mais certo é que cada uma delas iria descrevê-la de uma forma diferente no guião. Fazer estas escolhas e opções faz parte da arte do guionista.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ivana Rowena</title>
		<link>http://joaonunes.com/2010/guionismo/perguntas-e-respostas-cabealhos-principais-e-secundrios/#comment-2120</link>
		<dc:creator>Ivana Rowena</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 22:26:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://joaonunes.com/?p=1893#comment-2120</guid>
		<description>No seu primeiro exemplo não sei se fica muito clara a diferença de POV, sigla que usamos muito = Ponto de Vista. Se personagens interagem dentro de  carros diferentes numa estrada, não sei como escrever o cabeçalho: há o POV dos personagens de dentro de um dos carros vendo os outros em outro carro + o diálogo entre eles (aqui entra o POV dos personagens do segundo carro) + os diálogos dentro de cada carro.  Aí já não seria outro cabeçalho, já que estamos no interior de cada carro?
 Tive que refazer os cabeçalhos de um roteiro porque o produtor e o diretor acharam confuso eu não ter discriminado as cenas que aconteciam entre personagens diferentes em carros diferentes, alternadamente num engarrafamento. Havia um outro personagem que os observava, parado de pé no acostamento da estrada que gritou algo para eles e passou logo à ação.  
Eu tinha feito cabeçalhos secundários para dividir tantos POVs mas não adiantou e tive que discriminar tudo, aumentando muito o volume de págs...
No segundo exemplo fazemos parecido, aqui no Brasil mas há uma convenção: somente na primeira vez fazemos o cabeçalho por inteiro, assim: EXT. CASA DOS SILVA - SALA - DIA. Porque na lista de locações, o roteirista já discriminou os lugares das ações e devemos apenas escrevê-las sempre da mesma forma. Depois da 1a vez, daí em diante, não precisamos citar CASA DOS SILVA, está implícito e basta nos referirmos a determinado ambiente: EXT. SALA DOS SILVA - DIA. No exemplo que você deu, logo abaixo do cabeçalho, podemos detalhar: MARIA à janela, conversa com LAURO que está na calçada. Se for este cabeçalho, como é que caracterizo cada POV? Poderia ser também: EXT. RUA DA CASA DOS SILVA - DIA com base em que a ação é determinada por um dos personagens, o Lauro? Se Maria vai apenas responder ao chamado de Lauro é o segundo cabeçalho que prevalesce? E se a mãe da Maria ainda resolve se meter na conversa, rsrsrrs... aí não seria:  INT. SALA DOS SILVA - VOZ EM OFF - DIA? Somente Maria a ouve?
Tenho muitas dúvidas porque o que aprendemos não é o que nos pedem na realidade, talvez alguns produtores e diretores tivessem que ler um pouco mais, rsrsrs.. Tenho vários livros dos mestres no métier: Doc Comparato, Robert McKee, Gabriel G. Márques e outros tantos autores, leio e os consulto várias vezes, além de ler vários roteiros clássicos ou não. Mas para essas dúvidas não encontrei respostas diretas ainda...    
O terceiro exemplo que você deu, com cabeçalhos secundários, se aproxima mais da minha forma de escrever. Mas mantenho um formato mais compacto sem tantos espaços e somente com os nomes dos personagens em caixa alta, além da sigla POV de LAURO, por exemplo. 
No quarto exemplo, em inglês, os nomes dos personagens estão à esquerda em caixa alta, mostrando que não há uma só formato de escrever roteiro. Neste caso, acho que apenas precisamos observar e nos adequar à demanda do mercado. Mas não responde às minhas dúvidas quanto ao como descrever diferentes pontos de vista de personagens que agem na mesma cena, alguns internamente e outros externamente....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>No seu primeiro exemplo não sei se fica muito clara a diferença de POV, sigla que usamos muito = Ponto de Vista. Se personagens interagem dentro de  carros diferentes numa estrada, não sei como escrever o cabeçalho: há o POV dos personagens de dentro de um dos carros vendo os outros em outro carro + o diálogo entre eles (aqui entra o POV dos personagens do segundo carro) + os diálogos dentro de cada carro.  Aí já não seria outro cabeçalho, já que estamos no interior de cada carro?<br />
 Tive que refazer os cabeçalhos de um roteiro porque o produtor e o diretor acharam confuso eu não ter discriminado as cenas que aconteciam entre personagens diferentes em carros diferentes, alternadamente num engarrafamento. Havia um outro personagem que os observava, parado de pé no acostamento da estrada que gritou algo para eles e passou logo à ação.<br />
Eu tinha feito cabeçalhos secundários para dividir tantos POVs mas não adiantou e tive que discriminar tudo, aumentando muito o volume de págs…<br />
No segundo exemplo fazemos parecido, aqui no Brasil mas há uma convenção: somente na primeira vez fazemos o cabeçalho por inteiro, assim: EXT. CASA DOS SILVA — SALA — DIA. Porque na lista de locações, o roteirista já discriminou os lugares das ações e devemos apenas escrevê-las sempre da mesma forma. Depois da 1a vez, daí em diante, não precisamos citar CASA DOS SILVA, está implícito e basta nos referirmos a determinado ambiente: EXT. SALA DOS SILVA — DIA. No exemplo que você deu, logo abaixo do cabeçalho, podemos detalhar: MARIA à janela, conversa com LAURO que está na calçada. Se for este cabeçalho, como é que caracterizo cada POV? Poderia ser também: EXT. RUA DA CASA DOS SILVA — DIA com base em que a ação é determinada por um dos personagens, o Lauro? Se Maria vai apenas responder ao chamado de Lauro é o segundo cabeçalho que prevalesce? E se a mãe da Maria ainda resolve se meter na conversa, rsrsrrs… aí não seria:  INT. SALA DOS SILVA — VOZ EM OFF — DIA? Somente Maria a ouve?<br />
Tenho muitas dúvidas porque o que aprendemos não é o que nos pedem na realidade, talvez alguns produtores e diretores tivessem que ler um pouco mais, rsrsrs.. Tenho vários livros dos mestres no métier: Doc Comparato, Robert McKee, Gabriel G. Márques e outros tantos autores, leio e os consulto várias vezes, além de ler vários roteiros clássicos ou não. Mas para essas dúvidas não encontrei respostas diretas ainda…<br />
O terceiro exemplo que você deu, com cabeçalhos secundários, se aproxima mais da minha forma de escrever. Mas mantenho um formato mais compacto sem tantos espaços e somente com os nomes dos personagens em caixa alta, além da sigla POV de LAURO, por exemplo.<br />
No quarto exemplo, em inglês, os nomes dos personagens estão à esquerda em caixa alta, mostrando que não há uma só formato de escrever roteiro. Neste caso, acho que apenas precisamos observar e nos adequar à demanda do mercado. Mas não responde às minhas dúvidas quanto ao como descrever diferentes pontos de vista de personagens que agem na mesma cena, alguns internamente e outros externamente.…</p>
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