Um desafio para este ano

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Os fes­te­jos de pas­sa­gem de ano já fica­ram para trás e a vida reto­mou o seu curso nor­mal. Não sei quan­tos dos meus lei­to­res toma­ram as tra­di­ci­o­nais deci­sões de ano novo, e fize­ram pla­nos para este 2010 que agora começou.

Eu fiz os meus pla­nos. Entre eles, escre­ver seis­cen­tas pági­nas de fic­ção audiovisual.

Pode pare­cer muito, mas não chega a duas pági­nas por dia. E eu sou gui­o­nista pro­fis­si­o­nal; se não escre­ver um volume grande de pági­nas (vendendo-​​as, obvi­a­mente) não con­sigo viver.

Mas estes são os meus pla­nos de escrita, e são pro­blema meu.

E os seus? O que é que vai escre­ver este ano?

Para aju­dar, lembrei-​​me de lan­çar um desa­fio a todos os lei­to­res do blogue.

Escre­vam pelo menos um guião de cinema este ano. Basta um.

Esta­mos a falar de cem pági­nas, e mal pre­en­chi­das. Tirando os fins-​​de-​​semana, dá uma página a cada dois dias e meio. Duas pági­nas por semana. Não parece tão difí­cil, pois não?

Abram a vossa gaveta das ideias, o vosso livro de notas, o vosso álbum de recor­tes. Mer­gu­lhem na vossa memó­ria, espre­mam a vossa ima­gi­na­ção. Façam brains­tor­ming, medi­ta­ção, pes­quisa. Desen­ter­rem a ideia que vos per­se­gue à tanto tempo; des­cu­bram a que vos vai obce­car nos pró­xi­mos meses.

E escre­vam um guião.

O cinema em por­tu­guês pre­cisa de bons guiões como pão para a boca. E há lugar para eles, não tenham medo.

Pelo meu lado, comprometo-​​me a divul­gar esses guiões aqui no blo­gue. Se os escre­ve­rem, se mos envi­a­rem, cri­a­rei uma sec­ção espe­cial para os apresentar.

Do que é que estão à espera?

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Rui Cláudio Dias 13/1/2010 ás 16:55

Acho que é um bom desa­fio… Acho que vou tentar…

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Gonçalo Lopes 13/1/2010 ás 17:02

Belo desa­fio!
Espero que este ano con­siga ter­mi­nar um guião, e se fosse pro­du­zido melhor ainda.
Bom ano a todos os gui­o­nis­tas e as todas pes­soas.
Espero no dia 31/​12/​2010 con­se­guir dizer
Con­se­gui escre­ver, melhor ainda vai ser pro­du­zido.
Temos que enca­rar a vida com opti­mismo.
Abraço

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Jose Agripino 13/1/2010 ás 17:59

Desa­fio Aceito.

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Luis Campos 13/1/2010 ás 20:23

Sem dúvida! Exce­lente desa­fio!
Con­ti­nua a ele­var a exce­lên­cia do seu blog. Um espaço incon­tor­ná­vel para todo e qual­quer pre­tenso gui­o­nista de lín­gua por­tu­guesa.
Eu defini o meu desa­fio de ter­mi­nar dois guiões de longa-​​metragem, cujo pro­cesso de escrita ini­ciei no ano tran­sacto. É mais sim­ples que o seu, mas não menos ambi­ci­oso.
Con­si­de­ra­rei a sua opi­nião quando esti­ve­rem con­cluí­dos.
Um abraço,
Con­ti­nu­a­ção de exce­lente tra­ba­lho.
Sem dúvida que Por­tu­gal pre­cisa de bons guiões!

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Nélia 13/1/2010 ás 22:01

Con­tem comigo! Estive em pausa por umas sema­nas e já tenho a cabeça a fer­vi­lhar de ideias. E um desa­fio é mesmo o que vinha a calhar ;)

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Pedro Cadeira 14/1/2010 ás 1:44

Óptimo desa­fio. Já ando a adiar a escrita das minhas ideias há tanto tempo, vou apro­vei­tar o desa­fio. Assim que aca­bar os exa­mes ataco com força.
E obri­gado pela divul­ga­ção dos nos­sos futu­ros guiões.

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berni ferreira 14/1/2010 ás 7:21

Achno que tam­bém entro.

Já pla­ne­ava escre­ver três (rees­cre­ver um já ter­mi­nado e escre­ver outros dois
que já ini­ciei mas se encon­tram num ponto de desen­vol­vi­mento caó­tico) por­que pre­ciso de os escre­ver (e de os mos­trar, para ver o que valem). Mas é claro que o desa­fio acres­centa entu­si­asmo a esta neces­si­dade. No mínimo, depois de o acei­tar, vou ter que ter­mi­nar um deles para depois não ter de engo­lir este acto de impulso. Já lá dizia o Orwell dos seus moti­vos para escre­ver: vai­dade… Quem sabe se este não será um bom empur­rão para dei­xar de “procrastinar”…

A sec­ção nova de que falou parece-​​me mais uma exce­lente novi­dade para este ano. Obri­gado, João. Vamos espe­rar que haja subs­tân­cia para a pre­en­cher da melhor forma.

Abra­ços para todos

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Rui Cláudio Dias 14/1/2010 ás 10:30

Mas não sei se vou “ati­nar” com um guião para cinema. Não cos­tumo escre­ver guiões… Já escrevi (está em cons­tru­ção com um grupo) de um guião para tele­no­vela, mas cinema… ui… será que isto vai lá… Aqui no site tem tópi­cos para ajuda? :-P

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Citizen Pete 14/1/2010 ás 12:38

Não sou gui­o­nista mas aceito o desa­fio, res­pon­dendo com a humilde pro­messa de pelo menos tentar.

Vou para o “film noir”. Ou melhor, ‘neo-​​noir’. Caso venha a ter­mi­nar, agra­deço desde já a pro­messa de publi­ca­ção por aqui… mas só aceito se for con­si­de­rado decente!

Já vamos 13 dias atra­sa­dos!
Boa sorte a todos e — sobre­tudo — que se divirtam!

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João Nunes 14/1/2010 ás 12:48

Pedro, e todos os outros par­ti­ci­pan­tes,
tenho que dei­xar aqui bem claro uma coisa. A divul­ga­ção dos vos­sos guiões, que me com­pro­meto a fazer no blo­gue, não quer dizer que eu os vá ler e, ainda menos, pro­nun­ciar sobre eles. Isso é uma tarefa muito morosa e de grande res­pon­sa­bi­li­dade, e não seria sequer justo para vocês que eu a fizesse de ânimo leve. E para fazê-​​la como deve ser, receio não ter tempo, prin­ci­pal­mente em vista do número de ade­sões a este desa­fio.
Mas que isso não seja impe­di­tivo de os escre­ve­rem; o impor­tante é que acei­tem o desa­fio e se sin­tam satis­fei­tos com o que escre­ve­rem.
Boas escritas

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Firmino Bernardo 14/1/2010 ás 12:39

Desa­fio aceite. Já comecei.

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Citizen Pete 14/1/2010 ás 12:58

Sim, sim, suben­tendi isso mesmo. Vejo mais a coisa assim: posso impri­mir um guião de alguém que (como eu) andou a escre­ver ao longo de meses, “para ler no com­boio” — e se alguém fizer o mesmo com o que escrevo e comen­tar, só tenho a ganhar com isto. Se nin­guém ler, bom — diverti-​​me.

I.e., longe de mim exi­gir o que for (ou par­tir do pres­su­posto de que há com­pro­misso do seu lado), e se o dei a enten­der então lamento e assim fica esclarecido!

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Rui Cláudio Dias 14/1/2010 ás 13:49

E onde posso tirar dicas para escrita de guião? Os pas­sos, pois não será de uma forma qual­quer certo? Terá de exis­tir uma sinopse, lista de per­so­na­gesn entre mui­tas e mui­tas coi­sas… Cor­recto?
Seré que mereço res­posta? É que ouve quem dei­xasse men­sa­gem depois de mim e já a teve… Obrigado

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João Nunes 14/1/2010 ás 14:17

Caro Rui,
como deve ima­gi­nar, eu não con­sigo res­pon­der a todos os comen­tá­rios.
Além disso, pen­sei que estava a brin­car ao per­gun­tar se o site tem tópi­cos para ajuda. Quer dizer, além do Curso de Gui­o­nismo e das deze­nas de arti­gos que já escrevi sobre o tema?
Não se deixe assus­tar pelo desa­fio. Com talento, tempo e dedi­ca­ção, vai con­se­guir com cer­teza che­gar ao fim. Boas escritas.

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Rui Cláudio Dias 14/1/2010 ás 14:48

Ok, Obri­gado.

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berni ferreira 14/1/2010 ás 20:07

Parece-​​me que o Citi­zen Pete dei­xou aqui uma ideia muito inte­res­sante. É uma das coi­sas que me fal­tam quase sem­pre: inter­lo­cu­to­res que tam­bém sai­bam pelo menos o básico de gui­o­nismo. Quem sabe se não pode­mos for­mar gru­pos de lei­tura a par­tir daqui, ou mesmo duplas de gui­o­nis­tas para pro­jec­tos espe­cí­fi­cos que neces­si­tem de uma maior quan­ti­dade e diver­si­dade de pon­tos de vista… Era uma coin­ci­dên­cia feliz se a génese de gru­pos deste tipo ocor­resse por aqui.

Abraço para todos

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João Nunes 14/1/2010 ás 22:35

Bom, a coisa parece estar a tomar algum balanço, por isso vou pen­sar mais a sério qual o for­mato que poderá ter esta sec­ção de divul­ga­ção de guiões.
Entre­tanto, não se esque­çam do básico: 2 pági­nas por semana.

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Rui Cláudio Dias 14/1/2010 ás 22:49

Não per­cebi a ideia de Citi­zen Pet!!!!!

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citizen pete 14/1/2010 ás 23:41

Rui,

O “Citi­zen PETE”, sem per­ce­ber tão-​​pouco o que o Rui não per­ce­beu, resume! Com a pri­meira men­sa­gem posso ter dado a enten­der erra­da­mente que assu­mia que o autor do blog iria ler os tra­ba­lhos, quando na ver­dade ape­nas será de espe­rar que ele receba os tex­tos e con­fira os docu­men­tos mini­ma­mente (vírus, se de facto escre­ve­mos, etc.).

Depois expli­quei o meu ponto de vista sobre a van­ta­gem do desa­fio, na medida em que pode­mos ler os tra­ba­lhos uns dos outros. E tal como con­cor­dou o Berni Fer­reira, a van­ta­gem é o facto de um leigo (como eu) poder ter algum “feed­back” de outros que sabem mais sobre isto — não neces­sa­ri­a­mente o João Nunes, uma vez que nin­guém lhe está a pagar para tal pro­eza, e por­que deve ter coi­sas mais úteis às quais dedicar-​​se.

Resu­mindo e con­cluindo, a par­ti­lha de tra­ba­lhos e a comu­ni­ca­ção entre os auto­res das sub­mis­sões dos mes­mos pode ser uma óptima pla­ta­forma de apren­di­za­gem sobre [pelo menos alguns aspec­tos do] guionismo.

@Berni: a parte dos gru­pos parece boa ideia, tam­bém para não “encher” o blog ou esta sec­ção de comen­tá­rios. No entanto, a res­posta do João Nunes parece indi­car que ele estará a pen­sar nal­guma solução…?

Já ins­ta­lei o soft­ware Celtx e parece ser bem útil.
Kudos!

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Fernando 15/1/2010 ás 1:29

Desa­fio aceito! Já tenho um filme na cabeça que pre­ciso escre­ver, mesmo… Então ‘bora escrever!

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Rui Cláudio Dias 15/1/2010 ás 8:46

Ok ok, e então vai-​​se expor o tra­ba­lho de cada um na inte­gra?
E se alguém te “saca” o tra­ba­lho…
E diz: fui eu que fiz.
Des­cul­pem ser tão pormenorizado.

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João Nunes 15/1/2010 ás 12:27

Rui Cláu­dio,
é para isso que serve o ser­viço de registo de guiões do IGAC. Uma das regras desta divul­ga­ção vai ser, pre­ci­sa­mente, os guiões esta­rem regis­ta­dos no IGAC ou no seu equi­va­lente no Bra­sil, ou nos outros paí­ses de lín­gua por­tu­guesa.
Além disso, estou a pen­sar que quem qui­ser divul­gar ape­nas as pági­nas ini­ci­ais do guião (as pri­mei­ras dez ou vinte, por exem­plo) tam­bém poderá fazê-​​lo, desde que me garanta que o guião está com­pleto.
E, final­mente, quem não qui­ser apro­vei­tar esta opor­tu­ni­dade, tem uma solu­ção muito sim­ples: é não enviar o guião. Não está nin­guém a apontar-​​lhe uma pis­tola à cabeça, pois não?

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djgavva 15/1/2010 ás 11:39

Caro João
Será que em Por­tu­gal as pro­du­to­ras pre­ci­sam de novos guiões? Se for­mos ver os gui­o­nis­tas que escre­vem guiões em Por­tu­gal são sem­pre os mes­mos, é raro alguém dar opor­tu­ni­dade para os mais novos. É assim na tele­vi­são, no cinema.
Ah e ainda ten­tam pas­sar a perna aos que con­fiam nas pro­du­to­ras, assim as pro­du­to­ras ficam só com os lucros para eles.
É um bom desafio…Tou ten­tado a par­ti­ci­par, depende do tempo que eu tiver para escre­ver.
Abraço

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João Nunes 15/1/2010 ás 12:42

djgavva,
em pri­meiro lugar, este desa­fio não se des­tina ape­nas a lei­to­res por­tu­gue­ses. O blo­gue é lido por uma grande quan­ti­dade de pes­soas dos dois lados do Atlân­tico, e até de outras para­gens bem mais lon­gín­quas (olá Aus­trá­lia). O único ele­mento comum é mesmo a lín­gua por­tu­guesa. Por isso não posso pen­sar ape­nas no nosso mer­cado, mesmo que ele fosse como você pensa que é.
Mas a rea­li­dade é que o mer­cado tam­bém não é assim tão fechado. Não é ver­dade que os gui­o­nis­tas que escre­vem guiões em Por­tu­gal sejam sem­pre os mes­mos. Há dois ou três anos atrás nin­guém conhe­cia o Tiago San­tos, um jovem gui­o­nista, e agora ele já escre­veu vários fil­mes, incluindo dois para o António-​​Pedro Vas­con­ce­los. O que é que ele tem de espe­cial? Talento.
Posso garantir-​​lhe que as pro­du­to­ras pro­cu­ram bons guiões, e que se eles forem assi­na­dos por nomes des­co­nhe­ci­dos, isso não faz dife­rença nenhuma. Os gui­o­nis­tas por­tu­gue­ses não são exac­ta­mente uns “rocks­tars” com nomes tão conhe­ci­dos que arra­sam tudo à pas­sa­gem.
Por outro lado, um bom guião de cinema, mesmo que não seja pro­du­zido, pode ser­vir de car­tão de visita para enco­men­das de tra­ba­lhos, ou para arran­jar um lugar numa equipa de escrita de tele­vi­são. E é a tele­vi­são que dá tra­ba­lho à maior parte dos gui­o­nis­tas pro­fis­si­o­nais em Por­tu­gal.
Final­mente, não pense assim tão mal das pro­du­to­ras. Em todo o tempo que tra­ba­lhei neste mer­cado nunca senti que me ten­tas­sem rou­bar fosse o que fosse. Temos de tomar as pre­cau­ções nor­mais, regis­tando os guiões, etc., mas não me parece que isso seja um drama.
E quanto a ter tempo para escre­ver, recordo o que disse no artigo — para com­ple­tar um guião num ano basta escre­ver duas pági­nas por semana. Se não con­se­guir tempo para isso, é por­que esta não é a sua voca­ção.
Boas escritas.

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Rui Cláudio Dias 15/1/2010 ás 12:38

Não fique tão inco­mo­dado com a minha ques­tão. Sendo eu novo nesta maté­ria é nor­mal sur­gi­rem mui­tas ques­tões… Quem melhor para ques­ti­o­nar que o autor da idéia? Foi o que fiz… Mas já vi que não fui bem inter­pre­tado… É que como sabe hoje em dia meio mundo engana a outra metade, (não digo que seja o seu caso), mas que­ria per­ce­ber como tudo fun­ci­ona, Pois já tive uma situ­a­ção em que me pas­sarm a perna com uma coisa seme­lhante e eu fiquei a ver “navios”, por não saber como tudo funcionava…

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João Nunes 15/1/2010 ás 12:54

Ainda bem que não diz que seja o meu caso. Fico muito ali­vi­ado com isso.

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Rui Cláudio Dias 15/1/2010 ás 13:25

Não iria dizer mal de quem nunca me fez mal… Ai ai… Boa sorte para todos…

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Pedro Costa 19/1/2010 ás 23:44

Acho um desa­fio muito inte­res­sante, prin­ci­pal­mente a nivel indi­vu­dual, ten­tar pôr as suas ideias no papel e, quem sabe, pos­tar o seu tra­ba­lho aqui…

Por acaso, uma das minhas “reso­lu­ções de ano novo” é real­mente escre­ver pelo menos um guião.

Mesmo que o Sr. João Nunes não tenha tempo para ler o que nós faze­mos, ele já faz bas­tante ao dar a infor­ma­ção neces­sá­ria para escre­ver uma his­tó­ria e, inclu­sive, um tuto­rial do CeltX, que vos reco­mendo real­mente a lerem se qui­se­rem fazer um guião com a for­ma­ta­ção cor­recta…
e trocar-​​mos guiões entre nós pode ser real­mente van­ta­joso, pode­mos encon­tar erros uns dos outros, cri­ti­car o tra­ba­lho e até dar sugestões…

Boa sorte aos lei­to­res, espero que con­si­gam sur­pre­en­der alguém

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José Leite 21/1/2010 ás 23:15

Muito bom desa­fio!
Cum­pri­men­tos a todos…

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Citizen Pete 2/2/2010 ás 9:44

Bons dias a todos, este­jam onde esti­ve­rem; em jeito de ponto de situ­a­ção, e uma vez que é a pri­meira vez que tento um guião, aqui deixo uma des­cri­ção das coi­sas até agora, até para alguém (caso tenha inte­resse) me cor­ri­gir nal­gum vício ou aler­tar para algum pro­ce­di­mento que possa levar a um beco sem saída.

A nível do guião pro­pri­a­mente dito, escrevi pouco (apro­xi­ma­da­mente 6 pági­nas no Celtx). A minha pre­o­cu­pa­ção até agora tem sido a ideia em si. Ora eu já a tinha, sobre­tudo o final (caso con­trá­rio nem vale­ria a pena acei­tar o desa­fio) mas come­cei a ques­ti­o­nar a “logline”, i.e., que­rer saber os “porquês”, “comos”, etc. “Por que é que aquele tipo não se vai embora?”, “O que o prende àquela situ­a­ção?” Etc. Com­pa­rada à ini­cial, a ideia actual é mais rica, estou bas­tante satis­feito tendo em conta os cur­sos online do João e — fora um ou outro deta­lhe — tudo se enca­mi­nha para o “grand finale”…espero! Foi muito útil mos­trar a ideia a um amigo meu inglês (e que curi­o­sa­mente já tinha estu­dado gui­o­nismo no tempo livre!), que me obri­gou a puxar pela ima­gi­na­ção e deu uma ou outra suges­tão engraçada.

Ou seja, a minha estra­té­gia é: limar a ideia (que são vários pará­gra­fos de prosa, com alguns diá­lo­gos já pre­pa­ra­dos para inse­rir no guião), depois “fechar a tor­neira” de cri­a­ti­vi­dade e dedicar-​​me inten­si­va­mente à escrita do guião. Feedback?

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João Nunes 2/2/2010 ás 12:07

Só um comen­tá­rio: o “fechar a tor­neira” da cri­a­ti­vi­dade, de que fala, só mesmo entre mui­tas aspas. Quando esti­ver a escre­ver o guião pre­ci­sará de tanta, se não mesmo mais, cri­a­ti­vi­dade do que na fase da con­ce­ção da ideia. É, evi­den­te­mente, uma cri­a­ti­vi­dade ‘dife­rente’, mas tão exi­gente quanto a outra.
Sobre­tudo nunca pense na escrita do guião como uma tarefa ‘mecâ­nica’ de unir os pon­tos. No fim de con­tas, nós somos ‘escri­to­res’, não ‘ide­a­li­za­do­res’. Escre­ver é a essên­cia da nossa profissão.

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Citizen Pete 3/2/2010 ás 14:46

Tem razão; a cri­a­ti­vi­dade não ter­mina. Real­mente é um tipo dife­rente de cri­a­ti­vi­dade, não obs­tante é, e que tal­vez não ter­mine a não ser no “Fim” :) obri­gado pela resposta.

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jorge arada 6/3/2010 ás 20:55

Nesta acti­vi­dade o sucesso não está adqui­rido, no entanto se fizer um guião que seja bem suce­dido não vejo se valerá muito a pena estar a fazer por “obri­ga­ção”. A quan­ti­dade não é sinó­nimo de qualidade.Além disso as ideias não sur­gem quando queremos.

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João Nunes 6/3/2010 ás 21:04

Jorge, nin­guém vai escre­ver ‘por obri­ga­ção’. Quem acei­tar este desa­fio fa-​​lo-​​á por sua exclu­siva von­tade.
Eu limito-​​me a for­ne­cer um pouco de moti­va­ção extra. SE você não entende isso, ou não quer ser ‘obri­gado’, tem uma solu­ção muito sim­ples: é não escrever.

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