A Rede Social: um forte concorrente

O prêmio mais aclamado do cinema mundial revelou seus indicados nesta terça-feira (25), e as apostas já estão rolando para ver quem leva a estatueta para casa. Um dos filmes bem cotado e que já vem ganhando vários prêmios é A Rede Social , com roteiro adaptado de Aaron Sorkin e realização de David Fincher.

A Rede Social concorre em oito categorias: melhor Filme, diretor (David Fincher ), roteiro adaptado (Aaron Sorkin), Ator (Jesse Eisenberg), fotografia (Jeff Cronenweth), trilha sonora, mixagem de som e edição.

O filme conta a história de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook , site de relacionamentos com mais de 500 milhões de usuários pelo mundo e um faturamento na casa dos bilhões de dólares. Mas o filme vai além e faz um retrato da geração das redes sociais.

O roteiro é baseado no livro de Ben Mezrich (The Accidental Billionaires), com destaque para os diálogos rápidos e o fluxo de pensamento de Mark Zuckerberg e seus amigos, capazes de fazer a cena de uma pessoa em frente ao computador se tornar eletrizante. Aaron Sorkin disse à Reuters que, embora “o filme seja baseado no livro”, ele fez suas próprias pesquisas. Alguns jornais divulgaram que a atriz Natalie Portman deu uma espécie de consultoria contando algumas histórias passadas na Universidade de Harvad, já que foi aluna de lá. Sorkin agradeceu a atriz fazendo uma menção a ela nos créditos.

Aaron Sorkin tem 7 filmes no currículo, incluindo Jogos do Poder e Meu Querido Presidente, mas o destaque vai para as séries The West Wing e Studio 60. Com A Rede Social, já levou o prêmio de melhor roteiro no Globo de Ouro, que para especialistas é mais um bom indicativo para o Oscar.

Para quem gostou do filme e quer dar uma conferida no roteiro, ele está disponível na rede.

Agora é esperar dia 27 de fevereiro, entrega do Oscar, e ver se as previsões se confirmarão.

Estes artigos talvez lhe interessem

6 comentários

  • Cícero Soares 27/01/2011   Deixe uma resposta a →

    No lançamento desse filme (e no do Inception), li por aí duas comparações que de pronto me escandalizaram: que Inception era obra felliniana e a Rede Social, o novo Rashomon. Claro, depois acho que entendi: jogada de marketing. Pra, digamos, agregar valor histórico e cinematográfico a blockbuster. Quer dizer…

    Olha, até gosto do Nolan e do Fincher, eles têm lá seu valor, e o Sorkin também (vi bastante West Wing, o Gilmore Girls político-institucional). Só que querer tais equivalências aí já é querer demais.

    Mas mesmo assim, falando em estruturas de roteiro, a do Rede Social acabou, hum, me intrigando (a estrutura do Inception a gente logo mata, depois a gente “acorda”, remonta a coisa e logo vê o quanto é uma esquemática fechada e quadradona.) No guião da Rede, por outro lado, teve vezes, que não foram poucas, que me causou uma baita duma confusão o tal fluxo e rapidez, NÃO de diálogos ou pensamento, MAS no referenciado: nas idas e vindas das seqüências dos depoimentos e do acontecido: quem processava quem, quem era testemunha do processo de quem, que versão era de quem, etc.

    E aí me perguntei: “Se se organizasse melhor esse jogo de pontos de vista, se fosse como no Inception, fachado e quadradão, não ficaria mais interessante?” (Ou, dependendo do público-alvo, talvez menos, né?)

    • Grace I. Barbosa 28/01/2011   Deixe uma resposta a →

      Para continuar o debate, concordo que o fluxo dos diálogos em A Rede Social pode se tornar confuso, mas por outro lado remete imediatamente a um estilo de leitura ou conversa comum na internet: dialogar com várias pessoas e sobre vários assuntos ao mesmo tempo. Enquanto assistia a algumas cenas sentia a referência a essa geração de internautas compulsivos. O que não é necessariamente algo bom ou ruim, mas um estilo de diálogo que, a meu ver, cai bem ao contexto.

      • Cícero Soares 28/01/2011  

        Pois é, a questão é essa mesma, de referenciar uma geração. Acho que na verdade quis dizer isso com público-alvo: o passado-presente movendo-se compulsivamente de lá pra cá é como o click compulsivo da geração do hiperlink.

        Aliás, o Fincher tem essa mania de casar conteúdo e estrutura, não é mesmo? Por exemplo, naquele jeitão arrastado do Zodiac, muito provavelmente pensado pra, hum, refletir na audiência a teimosia frustrada da investigação.

Deixe a sua opinião ou comentário:

%d bloggers like this: