O Discurso do Rei: campeão de indicações

Nesse Oscar 2011, o campeão de indicações concorrendo em 12 categorias é o filme O Discurso do Rei, dirigido por Tom Hooper e escrito por David Seidler. Entre as categorias que ele pode levar a estatueta está a de melhor roteiro original e melhor filme tendo como maior oponente o filme A Rede Social .

O roteiro de David Seidler, que conta a história do rei George VI e seus problemas de fala, se passa em um momento histórico tenso para a família real britânica: véspera da II Guerra Mundial e em meio a uma crise de sucessão ao trono. O roteiro explora muito bem os vários níveis de conflito que um personagem pode estar envolvido. O mesmo rei que precisa conduzir sua nação a mais uma guerra mundial, também precisa lidar com seus traumas internos e as pressões familiares. Além, é claro, de ser o Rei e isso por si só é um enorme conflito para ele.

O grande desafio é um discurso feito na rádio para toda a nação, anunciando a entrada na Guerra. Mas para superar todos os obstáculos conta com seu médico e amigo Lionel Logue. O roteiro incorporou citações originais tiradas dos diários de Logue, que foram descobertos nove semanas antes do início das filmagens pelo neto Mark Logue e que posteriormente viraram livro.

O filme, que mostra a rainha Elizabeth II ainda menina, foi assistido pela monarca e, segundo a agência de notícias EFE, ela se emocionou com a história: “Faz você se sentir muito humilde”.

"Esta história foi escrita e filmada com grande amor, admiração e respeito com o pai de Sua Majestade. O fato de ela ter respondido favoravelmente é algo incrivelmente gratificante", concluiu Seidler.

Uma curiosidade: David Seidler também era gago quando criança. A frase comum nos livros de roteirismo “escreva sobre algo que conheça” faz algum sentido nessa história, não é?

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5 comentários

  • Cícero Soares 08/02/2011   Deixe uma resposta a →

    Meus deuses… Agora entendi o porque desse The King’s Speech dar essa estupenda corrida por fora, agora sim: é de uma simplicidade e elegância… estupendas! E não só de produção e direção, o desenvolvimento da ação, desde o texto, não fica atrás, não mesmo.

    Olha, posso estar mal informado, mas me admirou muito não se ter investido antes em contar-se cinematograficamente o encontro desses dois, hum, personagens: o “nível de conflito” nessa específica encruzilhada plebeu-nobre dá um baita pano pra manga! Isso sem falar daquele outro pano, o pano de fundo histórico: a crescente importância das comunicações de massa (rádio, cinema), que informam sobre e mobilizam os conflitos mundiais modernos, tornam as coisas muito, mas muito mais dramáticas, não?

    Aliás, tem uma, hum, pequena impropriedade no meio do seu post, Grace. Mas que acho que deve continuar assim, provisoriamente imprópria. No mínimo porque seria sacanagem corrigi-la, já que é um ponto de (quase) inflexão na estória – e não menos na história – absolutamente necessária, que estragaria a surpresa a quem ainda não viu o filme ou desconhece a trivia desses fatos.

    • João Nunes 08/02/2011   Deixe uma resposta a →

      Cícero, obrigado pelo comentário e pela prova de consideração com os outros leitores, não estragando o prazer de ver o filme com “spoilers”. Mas daqui a uns tempos espero que possa acrescentar aqui qual a correção, para quem ainda não a tenha percebido.

  • bnm 11/02/2011   Deixe uma resposta a →

    olha, bom saber. Vou ler esse post depois de ver o filme. =P

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