O Discurso do Rei e A Rede Social levam os prêmios de roteiro

Sem surpresas, o Oscar de 2010 de melhor roteiro original ficou com O Discurso do Rei, de David Seidler, e o prêmio de melhor roteiro adaptado foi para A Rede Social, de Aaron Sorkin. Era a previsão feita pela maioria dos especialistas em Oscar.

Na cerimônia, sem momentos emocionantes, o filme O Discurso do Rei foi o grande vencedor levando outras três estatuetas: de melhor filme, ator e direção. A Rede Social também ganhou mais dois prêmios, trilha sonora e montagem.

David Seidler subiu ao palco do Teatro Kodak para receber seu primeiro Oscar aos 74 anos. No seu discurso de agradecimento disse que possivelmente é o roteirista mais velho a ganhar a estatueta e finalizou dizendo que espera ter conseguido dar voz aos gagos através do filme. Seidler era gago quando criança.

Uma curiosidade revelada pelo diretor de O Discurso do Rei, Tom Hooper, em seu discurso de agradecimento, é que foi a sua mãe que primeiramente entrou em contato com a história. Segundo Hooper, ela voltou para casa após uma leitura dramática e anunciou-lhe: "Tom, tenho o seu próximo filme"

Aaron Sorkin levou a estatueta adaptando a obra de Ben Mezrich. Nos agradecimentos disse que o filme será fonte de inspiração para o resto da sua vida e agradeceu ao diretor, David Fincher, que acabou não levando o prêmio de melhor direção.

Os roteiros premiados O Discurso do Rei e A Rede Social estão disponíveis na net, em inglês.

Então, o que acharam dos vencedores do Oscar 2010 nas categorias de roteiro?

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Um comentário

  • Fernando Martins 02/03/2011   Deixe uma resposta a →

    “Então, o que acharam dos vencedores do Oscar 2010 nas categorias de roteiro?”
    Bom, eu acho que tanto os resultados dos Óscares quanto dos Globos de Ouro, BAFTA e outros festivais de renome, só vêem reiterar a qualidade, importância e know-how de grande parte dos nossos críticos de Cinema. Não todos, claro, mas bastantes. Particularmente no espaço de cinema do “Público” há uma personagem intitulada de “Vasco Câmara” que não dá para acreditar na maioria das coisas que escreve!
    E digo “personagem” pois acredito ser uma criação, um “avatar” criado de forma a suscitar a polémica. Talvez uma forma que o “Público” arranjou para ter mais visitas nas páginas, pois bem se sabe que quanto maior for a polémica, mais visitantes se tem.
    É que o dito “avatar” dá “bolas negras” e “uma estrela” a praticamente todos os que são considerados bons filmes. E não são considerados bons filmes apenas por jovens adolescentes que pouca coisa viram na vida, ou por uma massa de fãs de determinado estilo, não… são considerados bons filmes pelo público em geral, pela crítica mundial (que sabe do que fala), por quem gosta de cinema nos seus vários estilos e, acima de tudo, pela evolução da linguagem cinematográfica em todas as suas formas.
    E para que fique bem documentado eis alguns dos filmes que, enquanto para mim me fizeram exclamar “Epá, tenho de ver isto outra vez!”, ou mesmo “Tenho de comprar isto para a minha colecção!”, são galardoados com “bolas negras” e “uma estrela solitária”. Destes, acho que nem um leva “três estrelas” e só um ou dois leva “duas estrelas”:
    O Discurso do Rei
    Shutter Island
    The Fighter – Último Round
    O Escritor-Fantasma
    A Origem
    O Labirinto do Fauno
    Distrito 9
    O Estranho Caso de Benjamin Button
    Os Filhos do Homem
    O Cavaleiro das Trevas
    Tendo em conta que todos estes filmes foram considerados sensacionais por uma razão ou outra (normalmente por várias), que receberam variadíssimos prémios e que “caíram no goto” do público, só posso crer que “Vasco Câmara” seja uma personagem “do contra”, criada para gerar discussão.
    Caso seja realmente uma pessoa real a ganhar dinheiro a escrever em colunas de jornal, então só pode ser alguém cuja matemática é extremamente deficiente ou não percebeu que a cotação dos filmes vai até 5 (cinco) estrelas e não 3. Mas o mais certo é que faz isto a contragosto… este senhor NÃO gosta de Cinema; é um sacrifício de cada vez que tem de estar parado durante duas horas às escuras sentado numa sala de cinema e, é claro, não gostando de cinema é normal que não goste de nenhum filme. O melhor seria nem comentar em voz alta a sua opinião, que é irrelevante, quanto mais escrever de forma a ficar gravado para a posteridade!
    Eu, que não gosto de esparguete, não me posso pronunciar quando vou jantar a casa de algum amigo e me servem esparguete, pois pode ser o melhor esparguete jamais servido à face da terra, cozinhado com esmero pelo melhor cozinheiro, descendente directo do inventor do mesmo (que parece que viveu algures no Século XIII), e mesmo os conhecedores e apreciadores de esparguete podem derreter-se perante as magníficas sensações.
    E tal como a minha opinião é irrelevante acerca de qualquer tipo de esparguete, assim é o que se passa com muitos dos nossos “críticos”, em especial a criação “Vasco Câmara”.

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