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Entrevista com David Mamet, um dos mestres da arte de escrever um filme
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Encon­trei no site Scre­en­wri­ters Uto­pia uma entre­vista muito boa com o dra­ma­turgo, argu­men­tista e rea­li­za­dor David Mamet (em inglês).

Já tem uns anos – é da época do lan­ça­mento do seu filme Spar­tan – mas como tudo o que Mamet escreve ou diz acerca da escrita e cinema, está cheia de pérolas.

Uma das fra­ses da entre­vista tem muito a ver com as Duas Coi­sas ((O jogo das Duas Coi­sas parte do prin­cí­pio de que em cada ati­vi­dade humana há ape­nas duas coi­sas essen­ci­ais; todas as outras coi­sas ou são apli­ca­ções des­tas duas, ou são irre­le­van­tes)) acerca de escre­ver um filme que iden­ti­fi­quei (meio a sério, meio a brin­car) num artigo recente.

A certa altura Mamet refere-​​se às ques­tões que os espec­ta­do­res colo­cam quando assis­tem ao filme Spar­tan: “O que está a acon­te­cer aqui? Quem é este tipo? Que crime foi come­tido? Quem foi levado? Por­que é que ela é impor­tante? Por­que é que andam por aqui todos estes agen­tes do Governo? E como é que ele a vai tra­zer de volta? Eles que­rem saber o que ele vai fazer a seguir.

Os des­ta­ques são meus: Quem é este tipo? O que ele vai fazer a seguir? São quase exa­ta­mente as Duas Coi­sas acerca de escre­ver um filme que eu selec­ci­o­nei no artigo a que me refiro acima.

Nota: eu não tinha lido ainda esta entre­vista quando escrevi o artigo. Mas já li mui­tas coi­sas do Mamet, em que ele bate sem­pre nes­tas mes­mas teclas. É defi­ni­ti­va­mente um dos argu­men­tis­tas que mais admiro e uma das minhas mai­o­res influências.

Acerca do autor: João Nunes é um autor, guionista e publicitário que divide o seu tempo entre Angola, Brasil e Portugal. Conta com mais de 3000 páginas de guiões produzidas sob a forma de longas metragens, telefilmes, e dezenas de episódios de séries de televisão.

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