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Mês das Perguntas: Que software de escrita de guião devo usar?
software de guião destaque

Qual o software de escrita de guião atual que recomendas para escrita de roteiros de cinema em português? Como e onde adquirir o mesmo? — Olympio

Olympio, já abordei este assunto num artigo do blogue, mas como não era de Perguntas & Respostas, vou aproveitar uma parte desse artigo para lhe responder.

Além disso, passou algum tempo desde a publicação, e a minha resposta foi entretanto adaptada com novas sugestões.

O que não faltam são opções de escolha para um software de escrita de guião, em todas as plataformas.

Vão desde os programas de desktop mais tradicionais até às web apps baseadas na nuvem, passando por uma miríade de aplicações para as plataformas móveis, telemóveis e tablets.

Muitos destes programas estão disponíveis nos diferentes sistemas operativos – Mac OS, Windows, Unix, iOS e Android. A dificuldade está apenas na escolha.

Já experimentei uma boa parte destas opções, comprei algumas delas, e li sobre quase todas as outras.

Depois de todos esses testes a minha seleção acaba por ser bastante tradicional, resumindo-??se a cinco recomendações: Final Draft, CeltX, Scrivener, o jovem Slugline e o ainda mais recente WriterDuet.

Outros programas poderiam fazer parte desta lista, como o clássico MovieMagic Screenwriter, o recente Fade In, o minimalista Highland ou o gratuito Trelby. Mas esta seleção corresponde aos programas que uso com mais frequência.

Passo a seguir a explicar porquê, destacando as suas principais funcionalidades e aquelas que são, na minha perspetiva, as suas vantagens e defeitos.

Final Draft – o profissional

O Final Draft apresenta-??se nos seus anúncios como “o padrão da indústria” e, de fato, acaba por sê-??lo. Praticamente todos os guionistas profissionais têm uma cópia no seu computador e usam-??no para grande (se não a maior) parte dos trabalhos.

Está atualmente na versão 9, acabada de lançar, mas que não trouxe grandes novidades. Na realidade, é um programa que começa a acusar a idade, pelo menos enquanto não chegam as prometidas novidades para as plataformas móveis.

Seja como for, é um programa fácil de usar, robusto e estável, com um conjunto muito completo das funcionalidades necessárias nas três fases: planeamento, escrita e reescrita.

  • Formatação transparente à medida que escrevemos.
  • Dezenas de modelos para tv, teatro e cinema.
  • Um tipo de letra especial, o Courier Final Draft (que pode também ser usado com outros programas).
  • Uso das teclas de parágrafo e tabulação para simplificar a escrita.
  • Introdução rápida de elementos repetitivos (nomes de personagens, locais, etc.).
  • Introdução automática de (More’s) e (Continued’s) (não é muito útil em Portugal).
  • Função de planejamento por escaleta ou cartões.
  • Divisão do ecrã em painéis, permitindo ver o guião e a escaleta ou cartões em paralelo.
  • Janela de navegação rápida entre cenas.
  • Notas de escrita.
  • Modo de revisão.
  • Um assistente de formatação, que detecta erros de formato antes da impressão.
  • Página de capa.
  • Funcionalidades de produção, como bloqueio de páginas e de cenas.
  • Criação automática de relatórios de guião (por exemplo, com o número e tamanho das cenas em cada local, ou para cada personagem). Esta capacidade foi muito desenvolvida na versão 9.
  • Exportação perfeita para .pdf

Depois de aprender a usar o Final Draft (o que é relativamente fácil e rápido) é uma delícia trabalhar com ele. A escrita sai com fluidez e naturalidade, e o guionista pode concentrar-??se apenas no conteúdo, esquecendo completamente as preocupações com a forma.

Em suma: na maior parte dos casos ninguém ficará mal por decidir escrever um guião com o Final Draft.

Isso não quer dizer que ele não tenha alguns inconvenientes.

O primeiro é, obviamente, o seu preço. Para dar $200 USD por uma cópia é preciso pensar duas vezes. Só quem esteja a trabalhar regularmente como guionista se pode dar a esse luxo.

O Final Draft ganharia também muito com uma revisão das suas ferramentas de planeamento da escrita, que não são tão práticas e completas como poderiam ser. A sua utilização dos cartões não é muito intuitiva e a visão em escaleta tem grandes limitações.

Mas o pior defeito do Final Draft é a exportação para um formato compatível com o Word, o .rtf. É uma perfeita desgraça. O resultado é tão mau que eu tive de comprar um outro programa, o Fade In, só para esse efeito.

O Final Draft exporta perfeitamente para .pdf (mal seria se não o fizesse) e razoavelmente para “texto com formato”. Mas se o seu método de trabalho implica a entrega de uma versão final em Word, como acontece ainda (infelizmente) com muitas produtoras portugueses, é melhor escolher outro programa.

CeltX – o concorrente (quase) gratuito

O CeltX apareceu e ganhou uma grande base de adeptos apresentando-??se como a alternativa gratuita ao Final Draft.

Hoje em dia continua a ter uma versão gratuita, mas vale a pena gastar um pouco mais (que em certas promoções pode ser tão pouco quanto $9 USD) para ter acesso ao que chamam de “PowerPack” que inclui algumas funcionalidades extra.

O CeltX mima a maior parte das funções e método de utilização do Final Draft, acrescentando-??lhe algumas novidades e cortando em outras. Já escrevi um tutorial sobre o uso do CeltX, que continua a ser um dos artigos mais populares do blogue.

Na sua versão mais recente está a notar-??se uma tentativa de centralizar o uso do CeltX na nuvem, com uma versão online e funcionalidades de arquivo distante. Não é o que mais me interessa, mas admito que em certos trabalhos em equipa essa funcionalidade possa ser útil.

Vejamos então as principais características do CeltX (usando o PowerPack como referência).

  • Disponível em 34 línguas e nas plataformas Windows, Mac, Linux.
  • Modelos para cinema, teatro, guiões audiovisuais (AV), rádio, banda desenhada e ficção em geral.
  • Formatação automática.
  • Gravação local e na nunvem.
  • Sicronização de guiões entre
  • Método de escrita rápida semelhante ao FD.
  • Bloqueio de cenas e de páginas para produção.
  • Adaptação automática de um modelo para outro (de banda desenhada para cinema, por exemplo).
  • Formulários para desenvolvimento de personagens, locais, etc.
  • Cartões de notas com diferentes modos de visualização.
  • Modo de painel de cortiça para ver os cartões de notas.
  • Escrita em ecrã inteiro.
  • Cronómetro e relatórios de progresso.
  • Criação de blocos de notas com imagens, vídeos e documentos, para referências de pesquisa.
  • Criação de* storyboards* e sua visualização animada.
  • Criação de esquemas de filmagem.
  • Clip art para colocar nos storyboards .
  • Relatórios de produção, como cronogramas, folhas de serviço e relatórios de filmagem.

O CeltX é, como se pode ver, um programa completo e versátil, que tem tudo o que é necessário para planear, escrever e apresentar um guião.

Será sempre uma boa opção de escrita, especialmente atendendo ao seu baixo preço.

Não posso, no entanto, deixar de referir alguns dos seus inconvenientes, começando pelo interface, que não é muito intuitivo. Certas funções deveriam ser acessíveis de uma forma mais prática e imediata.

Uma das coisas que contribui para esta complicação é o excesso de funções de utilidade duvidosa para um guionista (como os storyboards ou os relatórios de produção). O Final Draft também tem muitas opções que raramente usamos, mas estão normalmente associadas ao guião.

As opções do CeltX, contudo, tentam torná-??lo uma espécie de “canivete suíço” da produção. Talvez isso o torne útil para algumas empresas e situações (embora nunca o tenha encontrado na prática), mas torna-??o mais complicado para quem queira apenas escrever com ele.

O principal defeito do CeltX, contudo, tem também a ver com a exportação dos ficheiros. Se a saída em .pdf também funciona bem (fundamental), é praticamente impossível arrancar dele um ficheiro que possa ser usado funcionalmente noutro programa.

Essa é a principal razão porque não uso o CeltX com tanta frequência como os outros dois programas da minha seleção principal.

Se o seu método de trabalho termina num .pdf use o CeltX com confiança. Se passa por outros tipos de ficheiros, esqueça.

Scrivener – a alternativa todo-o-terreno

O Scrivener é o programa que comecei a usar mais recentemente para escrever um filme ou episódio de televisão. Mas é também, neste momento, o meu favorito.

É um verdadeiro cavalo de batalha, usado por escritores de todos os tipos, desde autores de ficção a universitários. A sua principal vantagem é a versatilidade, que permite compor e estruturar documentos longos e complexos.

Tem uma enorme gama de ferramentas que podem torná-??lo um pouco intimidante à primeira vista. Exige também uma curva de aprendizagem um pouco mais longa do que os outros programas. Mas depois de ultrapassadas estas barreiras iniciais, é um prazer trabalhar com ele.

E não é porque seja um programa extraordinariamente rico de funções específicas para guionistas. As funcionalidades do modo de escrita de guião são limitadas ao mínimo: modo rápido de mudança de estilos, introdução automática de elementos, e formatação perfeita.

Não tem também quaisquer das funções “profissionais” de bloqueio de páginas e cenas.

Onde o Scrivener brilha é na planificação do guião. Não só é extraordinariamente versátil, como é simples, intuitiva e prática. De todos os programas que já usei foi o único que substituiu com vantagem o lápis e papel nas fases iniciais, mais soltas, do planeamento das estórias.

A sua funcionalidade torna-??o extremamente útil para a planificação de projetos longos e complexos.

Por exemplo, um trabalho que escrevi recentemente incluia oito guiões completos de televisão mais versões alternativas de alguns desses guiões. No total são mais de trezentas e cinquenta cenas organizadas num único documento e acessíveis a qualquer momento.

Além disso, suporta praticamente tudo o que queiramos introduzir-??lhe, sem que se notem diferenças de tempo de resposta. O documento de trabalho que refiro acima inclui ainda sinopses, tratamentos, notas com alterações, apanhados de sites, documentos e fotos de pesquisa, e ainda todos os rascunhos e cenas apagadas.

O Scrivener tem ainda uma funcionalidade exclusiva que adoro. É possível seleccionar em simultâneo cenas soltas, não sequenciais, e editá-??las como um documento único.

Isso permite, por exemplo, ver ao mesmo tempo e editar todas as cenas de uma trama secundária, ou as que incluem um determinado personagem. Só essa possibilidade coloca o Scrivener numa categoria à parte.

Tão importante quanto isso, podemos exportar os guiões a qualquer momento, em conjunto ou individualmente, e até cena cena, para uma enormidade de formatos. Além do obrigatório .pdf, é possível exportar para .rtf, várias versões de .doc e .docx, .html, .xml, para o Final Draft (.fdx), e até para os vários formatos de ebook.

O Scrivener só tem versões para Mac e Windows, e ainda não tem equivalente nas plataformas móveis (embora estejam prometidos para este ano). É um programa pago mas não é muito caro – $45 USD – e vale cada centavo que custa.

Segue um resumo das suas principais características.

  • Modo de escrita de guião
  • Método de escrita rápida.
  • Autopreenchimento de elementos.
  • Formatação perfeita e flexível.
  • Exportação perfeita para grande variedade de formatos.
  • Gestão de projetos complexos e diversificados.
  • Flexibilidade completa na organização do trabalho.
  • Arquivo de elementos de pesquisa.
  • Gestão de versões.
  • Modo de escrita em ecrã inteiro.
  • Notas de documento e de cena.
  • Modo “scrivenings” que permite combinar temporariamente cenas não contíguas.
  • O melhor modo de escaleta de entre todos estes programas.
  • O melhor modo de cartões de notas, com um “quadro de cortiça” prático e flexível.
  • Possibilidade de tirar “instantâneos” do trabalho a qualquer momento, e regressar a eles mais tarde, se nos arrependermos.
  • Possibilidade de criar “coleções” de cenas segundo uma enorme variedade de critérios.
  • Modo de revisão.
  • Comentários e notas de rodapé.
  • Backups automáticos.
  • E mais tanta coisa, que é melho parar por aqui…

Tudo indica que o Scrivener se vai tornar o meu programa de escrita por defeito. A planificação das estórias é uma fase muito importante do meu processo de trabalho, e nenhum outro programa que eu tenha encontrado me dá as mesmas vantagens.

O Scrivener pode ser tão complexo ou tão simples quanto eu queira, e isso é o ideal. O modo de escrita de guião tem tudo o que eu preciso no dia a dia.

Mas se necessitar de funções mais avançadas como o bloqueio de páginas ou de cenas, a importação e exportação para o formato do Final Draft funciona perfeitamente.

Por uma questão de equilíbrio, devo apontar também as desvantagens do Scrivener.

A primeira, que já referi, é que pode ser um pouco intimidante a princípio. Mas tem um tutorial interativo muito completo (em inglês) que ajuda a ultrapassar a confusão inicial.

O preço, apesar de razoável, também pode afastar algumas pessoas. A minha recomendação é que baixem a versão gratuita limitada e experimentem. Estou certo de que verão que o investimento é justificado.

Por fim, a única coisa que me incomoda no dia a dia. Quando estamos a escrever no modo de guião e introduzimos uma nova cena ele automaticamente passa ao modo normal.

Supostamente isto é uma vantagem, pois permite combinar cenas ainda em tratamento com outras já definitivas (e fazer, por exemplo, os _scriptments_ que caraterizam as primeiras versões dos guiões de James Cameron). Mas é uma vantagem que eu dispensava, pois vai contra o meu método de trabalho. É provável que haja uma forma de contornar isto, mas ainda não a descobri.

Em suma, se não conhece ainda o Scrivener, experimente-??o. A sua vida de escritor/?guionista nunca mais será a mesma.

Slugline – a abordagem minimalista

O Slugline é um programa exclusivo para o Mac, que usa a linguagem Fountain. Esta é uma sintaxe desenvolvida pelo guionista americano John August, um dos mais conhecidos e respeitados guionistas americanos no ativo, e alguns colaboradores, com o objectivo de escrever guiões corretamente formatados usando apenas ficheiros de texto simples, tipo .txt. Mais tarde, quando é preciso imprimir ou exportar o ficheiro, essa sintaxe é automaticamente filtrada e convertida no formato correto.

Esta linguagem é muito intuitiva, e Slugline torna-a ainda mais simples, pois converte em tempo real as instruções para o formato correcto, de modo que vemos o guião na página tal como ele será impresso ou exportado.

A linguagem Fountain parece mais complicada do que é, especialmente se usarmos o Slugline. Já escrevi um tutorial](http://joaonunes.com/2013/guionismo/tutorial-como-escrever-um-guiao-em-fountain-primeira-parte/) sobre o uso de Fountain e com um pouco de prática o processo acaba por ser bastante fluido e transparente. Quem está habituado aos métodos de escrita rápida do Final Draft, CeltX ou Scrivener pode contudo estranhar.

A vantagem desta abordagem é que os ficheiros, gravados como texto simples, podem ser editados por qualquer programa, em qualquer plataforma. Podemos assim começar um guião no telemóvel, escrevê-??lo no portátil, apresentá-??lo e editá-??lo num tablet e arquivá-??lo na nuvem, sempre com o mesmo documento.

Os ficheiros são também muito leves e à “‘prova de tempo”. Por muitos programas que nasçam e morram nas próximas décadas, é provável que seja sempre possível abrir, ler e editar um documento de texto simples. O mesmo não pode ser garantido, por exemplo, em relação ao Final Draft ou CeltX, ou mesmo o Scrivener.

Cada pessoa fará a sua avaliação da validade deste argumento. Não é suficientemente forte para eu adotar o Slugline (ou o Highland) no dia a dia, mas talvez me convença a guardar uma versão de arquivo dos guiões finalizados no formato .fountain, como precaução para o futuro.

Os inconvenientes do Slugline, por outro lado, são óbvios. Não inclui quaisquer ferramentas para a planificação dos guiões, ou sua reescrita. E o uso duma sintaxe própria torna-??o diferente dos concorrentes, obrigando a mais uma aprendizagem.

Mas estes “defeitos” são exatamente o que pode tornar atrativo o Slugline, ou o Highland, aos olhos de um guionista de pendor mais minimalista.

A opção webapp – WriterDuet

O WriterDuet é um programa que corre no browser, mas é tão bem feito que a sensação é de estarmos a escrever num aplicativo normal do computador. A grande vantagem, obviamente, é que podemos aceder aos nossos guiões a partir de qualquer computador ou em qualquer parte do mundo. Reciprocamente, a desvantagem é que temos de estar online para escrever.

WriterDuet tem as capacidades básicas encontradas nos programas mais simples desta lista, como formatação automática do guião, e atalhos para simplificar a escrita. Mas acrescenta uma mais valia só possível devido à sua localização na nuvem: a colaboração. Com o WriterDuet é muito simples escrever em parceria à distância, ou submeter uma versão do nosso guião para receber notas ou revisões de colaboradores colocados no outro lado do mundo.

Além disso, por segurança, podemos a qualquer momento exportar o que escrevemos em diversos formatos, como .pdf ou Fountain. Nunca corremos o risco de ficar presos num formato proprietário inútil.

Veredito final

Cada um destes programas tem vantagens e desvantagens.

O Final Draft, completo, robusto mas caro, continuará a ser durante algum tempo o mais usado pelos guionistas profissionais em todo o mundo, principalmente se receber em breve uma versão para tablet, e uma atualização mais profunda do que veio com a versão 9. Mas os competidores vão morder-lhe os calcanhares muito em breve.

O CeltX, por outro lado, deverá manter-??se como o favorito dos estudantes de cinema e guião, e dos projetos de baixo orçamento. Os seus defeitos são rapidamente esquecidos quando comparados com o seu preço incrível.

O Scrivener, que neste momento é o meu programa favorito, está condenado a ser descoberto pouco a pouco por muitos escritores e autores de estilos diversos, incluindo guionistas. Se um dia vier a ter um modo de escrita um pouco mais robusto, poderá ser o melhor candidato para destronar o Final Draft.

O Slugline será sempre uma alternativa de nicho, mas estou certo de que os seus adeptos, como frequentemente acontece nos produtos de nicho, serão os mais fiéis de todos.

Finalmente, o WriterDuet tem também um preço imbatível – é grátis – e a vantagem de poder ser usado em qualquer lado… desde que estejamos online. E para quem precise da opção de colaboração e escrita à distância, não tem concorrência.

Quer uma recomendação final? Invista $45 USD e algumas horas de estudo no Scrivener. Não se vai arrepender.

Acerca do autor: João Nunes é um autor, guionista e publicitário que divide o seu tempo entre Angola, Brasil e Portugal. Conta com mais de 3000 páginas de guiões produzidas sob a forma de longas metragens, telefilmes, e dezenas de episódios de séries de televisão.

6 comentários… add one
  • Vicente 13/02/2014, 20:32

    Aproveito o tópico para deixar uma questão relativamente ao final draft. Atuantente uso o Trelby, não só pela maior facilidade e liberdade na formatação, mas também pelo facto de admitir todos os caracteres especiais. No final draft, por exemplo, não é possível introduzir palavras maiúsculas com acento, que são imprescindíveis para guiões em português, sobretudo para cabeçalhos de cena e de diálogo. Gostaria de saber a sua opinião e se possível alguma solução. Obrigado.

    • João Nunes 14/02/2014, 11:55

      Que versão do Final Draft está a usar? Já há muitos anos que o programa não tem essas limitações, pelo menos em ambiente Mac. Talvez seja apenas o caso de o actualizar para uma versão mais recente.
      Quanto ao Trelby, qual é a sua opinião? Pelas descrições parece bastante bom, mas como não há versão para Mac não o pude experimentar.

      • Vicente 14/02/2014, 19:05

        Experimentei a versão 9 do final draft, para o Windows. Aparentemente o problema é partilhado por outras pessoas, já que li algumas queixas semelhantes em fóruns.
        Quanto ao Trelby, neste momento não o trocaria por nenhum outro. Basta definir os parâmetros que desejamos e podemos ter qualquer tipo de padrão de formatação. É intuitivo e extremamente leve e prático, e é capaz de exportar para vários ficheiros de final draft, celtx, entre outros, caso seja necessário.

      • João Nunes 16/03/2014, 14:52

        Obrigado pelo comentário. Vou tentar avaliar o Trelby quando tiver acesso a um PC com Windows. Mas fico satisfeito com a sua opinião positiva, pois é mais uma opção gratuita à disposição dos autores.

  • PR 14/02/2014, 10:00

    Como estruturar uma série para TV do tipo 01 historia diferente por episodio? Como ter certeza que aquele grupo de personagens criados poderão gerar inúmeros episódios diferentes? Os livros só ensinam como escrever uma historia, mas não fala sobre como criar um universo de personagens que funcionará para inúmeras histórias por diferentes roteiristas.

  • Rosa 12/03/2014, 22:48

    Como sempre excelente dicas e ensinamentos. Tenho o Celtx há bastante
    tempo, versão 2.9. Saberia dizer se há alguma atualização para esta versão?

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