Como escrever sobre temas complexos – os segredos da exposição em “A Queda de Wall Street”

O guião do filme A Queda de Wall Street (The Big Short), escrito por Charles Randolph e Adam McKay com base no livro de Michael Lewis, e realizado por Adam McKay, é um excelente exemplo de como escrever sobre temas complexos. Pega num assunto complicado e que não interessa à maior parte das pessoas e transforma-o numa experiência envolvente, por vezes emocionante e, surpresa, até divertida.

Ao longo do filme acompanhamos três núcleos de investidores que conseguiram prever a crise imobiliária de 2008 e, usando os mecanismos do próprio sistema financeiro, apostaram nela para fazer uma fortuna.

É uma estória sobre a inconsciência e falta de ética do sistema financeiro, com um final irónico e amargo em que a vitória dos nossos heróis – o big short do título original do filme – é conseguida à custa de um cataclismo económico que levou milhões de pessoas ao desemprego e a viver na rua.

Como escrever sobre temas complexos como estes, em que os personagens lidam com SWAPS, subprimes, CDOS sintéticos e outros conceitos financeiros tão complicados que nem eles os entendem completamente? Foi este o desafio que os guionistas tiveram de enfrentar.

O problema da exposição

De cada vez que um guionista precisa de passar ao espectador informação necessária para o entendimento da estória, chama-se a isso exposição.

Podem ser coisas tão simples como quem é parente de quem, num filme sobre uma família (Little Miss Sunshine), ou tão complexas como o circuito do dinheiro nos casinos de Las Vegas (Casino).

O perigo que corremos com a exposição, e que aumenta exponencialmente conforme os temas são mais complexos e distantes da audiência, é a quebra do fio da narrativa com a consequente perda da atenção dos espectadores.

Num artigo que escrevi para o curso de guião falei um pouco sobre a exposição enquanto ferramenta dramática. Mais tarde voltei a abordar o tema, dessa vez com o foco no contexto histórico dos filmes.

Em ambos os casos referi algumas regras básicas para lidar com a exposição:

  • Quanto menos melhor – limitar a informação ao estritamente necessário;
  • Justificá-la – arranjar situações em que a informação seja passada de forma natural;
  • Dividi-la – em vez de dar muita informação de uma só vez, fazê-lo em várias partes;
  • Encontrar formas interessantes – procurar situações interessantes para dourar a pílula da informação;
  • Confiar na suspensão da descrença – contar com a vontade do espectador em aceitar como verdade o que lhe mostramos.

A Queda de Wall Street dá-me agora a oportunidade de mostrar como se usam estas regras na prática. É uma grande obra de escrita que aplica todos estes preceitos de maneiras diferentes, explora alguns deles com grande mestria, e quebra outros de forma absolutamente fantástica.

Os segredos da exposição em A Queda de Wall Street

A leitura do guião de A Queda de Wall Street é uma verdadeira enciclopédia de técnicas para lidar com a exposição de formas interessantes, vívidas e memoráveis. Vejamos algumas.

Exposição directa

Ao longo do filme há vários personagens que descobrem dados sobre o mercado financeiro que mais ninguém conhece. Quando os explicam a outros personagens, essas situações, perfeitamente naturais, são uma oportunidade para dar as mesmas explicações ao espectador.

Michael Burry, o personagem interpretado por Christian Bale, é um invulgar gestor de fundos privados (tem um olho de vidro, anda descalço e toca bateria no escritório) que prevê e aposta contra a bolha imobiliária que se está a formar. Essa aposta é explicada numa cena em que ele fala com o seu principal investidor (e futuro antagonista).

INT. MICHAEL’S OFFICE – THE NEXT AFTERNOON

Michael is on the phone. He clearly hasn’t slept and his clothes are rumpled. There are water bottles everywhere. Michael brushes his teeth over a garbage can with water.

MICHAEL BURRY

Lawrence. I found something really interesting.

LAWRENCE FIELDS (V.O.)

Great Michael. Whenever you find something interesting we all tend to make money. What stock are you valuing?

MICHAEL BURRY

No stocks. I want to short the housing market.

INT. METRO CAPITAL – LAWRENCE FIELDS’S OFFICE – SAME TIME

LAWRENCE FIELDS’S office is the opposite of Michael’s. It’s lavish with Manhattan views as is he.

LAWRENCE FIELDS

Haha! Really? But the housing market is rock solid. Greenspan just said bubbles are regional, defaults are rare.

FIELDS motions to his assistant through the open door.

LAWRENCE FIELDS (CONT’D)

Tell them I’ll be there in a minute...

MICHAEL BURRY

Greenspan’s wrong.

LAWRENCE FIELDS

I don’t think you mean to do it but sometimes you sound very dismissive and superior Michael. Alan Greenspan is the greatest Fed Chairman in history.

MICHAEL BURRY

It’s a fact. Greenspan’s wrong. He’s too focused on being right to realize he’s wrong. I don’t know how else you want me to say it.

Burry spits out his coffee gargle into the garbage.

O essencial a reter nesta cena é que Michael Burry está a explicar a sua descoberta a alguém que, tal como nós, não tem essa informação nem entende a sua dimensão e importância. A exposição surge assim de forma natural. O facto de Michael estar todo amarrotado e a lavar os dentes enquanto telefona torna a cena ainda mais real e interessante.

Voice Over (V.O.)

Todo o filme é narrado em Voice Over (V.O.) – voz sobreposta – por um personagem primeiro identificado como Modern trader” e, mais tarde como *Jared. A primeira vez que o ouvimos falar, logo no início do filme, é para nos explicar como surgiram os primeiros fundos imobiliários.

The voice that walks us through this is smart, too the point and slick. We’ll meet him later.

MODERN TRADER (V.O.)

In the late seventies banking was not a job you went into to make large sums of money. It was a good stable profession like selling insurance or accounting. And if banking was boring then the bond department at a bank was downright comatose. We all know about bonds, give em to your nephew when he turns 16 and then we he’s thirty he makes a hundred dollars. Yawn. Bonds were for losers. That is, until Lewis Ranieri came on the scene at Solomon Brothers...

Além da voice over de alguém que ainda não conhecemos, o que torna interessante esta longa e potencialmente maçadora exposição (a cena é muito maior do que o excerto que copiei) é que a imagem que a acompanha vai completamente contra os estereótipos dos yuppies de Wall Street que tantos filmes (com Wall Street à cabeça) ajudaram a criar. Os banqueiros da Solomon Brothers que vemos na imagem são feios, gordos, mal vestidos e boçais.

O facto do filme estar no início também dá alguma folga aos guionistas. O espectador ainda se está a adaptar à estória (a ajeitar-se no seu lugar, por assim dizer) e por isso mais disponível para aceitar o que lhe seja apresentado sem quebrar a sua suspensão de descrença.

A quebra da 4ª parede

Mas os guionistas vão ainda mais longe na exploração desta voz narrativa. Quando Jared, o personagem interpretado por Ryan Gosling, é finalmente apresentado, ele fala directamente para o espectador, à la House of Cards, fazendo o que se designa por quebrar a 4ª parede.

TRADER

Hey Jared! Did you hear about the deal Randall did with some fund manager?

For the first time we see the Modern Trader, JARED VENNETT, 32. He’s smart, a bit slick with a slight Jheri curl and wears a sharp suit. HE’S OUR NARRATOR.

JARED VENNETT

Randall’s a foot soldier. It must be a shit deal.

GRAPHIC: JARED VENNETT

TRADER

No, it’s for real.

Jared LOOKS AT CAMERA.

JARED VENNETT

I told you I’d come in later.

TRADER

Apparently this guy wanted 200 mill in credit default swaps on mortgage bonds! Randall made the sale. Can you believe it?!

JARED VENNETT

Someone shorted 200 mill worth of mortgage bonds?

Este recurso vai permitir que, em várias situações durante o filme, Jared nos passe informação importante de uma forma mais interessante.

É uma técnica perigosa, como refiro no artigo mencionado acima, mas que depois de ser aceite pelo espectador passa a fazer parte da natureza intrínseca deste filme e a ser aceite de forma natural.

Situações especiais

Outra forma de apresentar exposição é explorando situações interessantes que, de forma natural, se prestem à passagem de informação.

A certa altura da estória alguns personagens embarcam numa viagem pelos Estados Unidos, para avaliar pessoalmente a fragilidade do mercado imobiliário. Durante o périplo vão ouvindo, directamente do peixe miúdo envolvido – os donos das hipotecas, os pequenos vendedores imobiliários, os intermediários dos empréstimos, etc. -, a descrição das peças de um puzzle que se vai montando debaixo dos seus (e nossos) olhos.

Por exemplo, numa das cenas visitam uma urbanização em que todas as casas estão vazias e abandonados. Numa das casas encontram cartas de avisos de pagamentos de hipotecas em atraso. É uma apresentação visual de informação que poupa muita exposição verbal.

Nessa mesma sequência encontram um inquilino, um homem tatuado, que fica preocupado quando sabe que o senhorio tem pagamentos em atraso mesmo ele estando com a renda em dia. A cena cria uma forte base emocional e ajuda-nos a entender o impacto potencial do que está a acontecer.

EXT. FRONT PORCH – YET ANOTHER RANCH HOUSE – DAY

Danny peers in a front window. This time, the door OPENS. A sleepy MAN WITH A TATTOOED NECK rubs his eyes.

DANNY

Oh. Hello. I’m surveying mortgage owners who are over 90 days delinquent. I’m looking for a... Harvey Humpsey?

TATTOOED NECK

You want my landlord’s dog?

DANNY

Your landlord filled out his mortgage using his dog’s name?

TATTOOED NECK

I guess so. Hold up, has that asshole not been paying his mortgage? Cause I’m paying my rent.

DANNY

He is 90 days late on his payments, yes.

TATTOOED NECK

Seriously, am I going to have to leave?

There’s fear in his eyes, the last thing Danny expected. A CHILD now appears between the big man’s legs.

TATTOOED NECK (CONT’D)

Cause my kid just got settled in the school.

DANNY

Um. I don’t know. You should talk to your landlord. Sorry. Have a good day!

The man stays at the door as Danny hurries away.

Mais tarde, no fim do filme, no meio de uma montagem de cenas que ilustra a catástrofe social que a crise imobiliária representou para o cidadão comum, vamos encontrar esse mesmo inquilino – o homem tatuado – a viver num carro com a sua família. Uma vez mais, é uma poderosa imagem que poupa a necessidade de muita exposição sobre o tema.

EXT. CONVENIENCE STORE – DAY

The Man with the Tattooed Head comes out of the store and hurries to his CAR, carrying food. When he gets in, we see his child, wife and their stuff. They now live in the car.

Os exemplos do aproveitamento de situações invulgares para passar informação sucedem-se ao longo do guião.

Noutra cena memorável uma stripteaser explica ao personagem interpretado por Steve Carrell, Mark Baum, a facilidade com que obteve empréstimos bancários para comprar cinco casas e um apartamento. A cena decorre durante uma sessão de dança privativa que Mark tolera para obter a informação.

INT. ALCOVE – VIP ROOM – STRIP CLUB – NIGHT

MUSIC: A sexy pop song like SEXYBACK by JUSTIN TIMBERLAKE

DANCER

I always get option-pay adjustables. I’m a private contractor. I need flexibility.

A DANCER does rote gyrations. Mark’s indifferent to the lap dance, unashamed, occupied by his agenda.

MARK

You tell the mortgage company what you do?

DANCER

I write therapist.

(and then)

You can touch me.

MARK

Always?

DANCER

Only in the VIP.

MARK

No, you said you always do adjustables. You have more than one

loan on a property?

DANCER

Everybody does. At least down here. That way you only put down like 5 percent.

O que torna fascinante esta cena? Em primeiro lugar, o local e os participantes – uma sala VIP num clube de striptease, onde uma stripper dança para o protagonista enquanto ele a interroga.

Em segundo lugar, a atitude de Mark Baum, que funciona como nosso avatar na cena, ouvindo com incredulidade o processo que a dançarina lhe explica.

E, por fim, a mestria dos diálogos, que introduzem pequenos toques de humor para manter o interesse do espectador.

Tensão

O mesmo Mark Baum é protagonista de uma das cenas mais fortes do filme. Ao participar numa convenção de negociantes em Las Vegas, janta com um gestor de fundos, Mr. Chau, que lhe explica com a maior naturalidade e sem qualquer vergonha que os produtos bancários que explora são lixo absoluto.

FLASH CUT: Mark sits at a table. His dining partner is MR. CHAU (50), Chinese-American, an expensive suit.

MR. CHAU

I’m a CDO manager. At Harding Advisors.

MARK

I didn’t know there was anything to manage.

MR. CHAU

We select the securities that go into the CDO portfolio, and monitor the assets. I do most of Merrill Lynch’s CDOs.

Mark glances through hibachi steam to see Jared... raising his beer. Meet your counter-party. Meet the sucker.

MARK

And you represent investors or the bank?

MR. CHAU

The investors.

MARK

But Merrill’s only going to send you buyers if you put Merrill’s bonds in your CDOs.

MR. CHAU

Let’s just say Merrill and I have a good relationship.

Mark can’t tell if Mr. Chau is being naive or just arch.

MARK

Are you worried about rising default rates?

MR. CHAU

I assume no risk for these products myself.

O que torna esta cena fascinante é que Mark nos foi apresentado desde o início do filme como detentor de um mau feitio épico. É uma pessoa que se irrita à menor provocação e que praticamente não tem filtros entre o coração e a boca.

Passamos pois toda a cena à espera da sua explosão que, face ao absoluto descaramento de Mr. Chau, imaginamos ser de nível atómico. O engraçado é que nunca chega a acontecer – Mark fica em choque com as informações que recebe.

Adereços

Outro truque que os autores usam para passar uma peça específica de informação de forma simples mas impactante é um quadro branco em que o gestor de fundos Michael Burry vai escrevendo, para os seus funcionários, o valor do seu fundo de investimentos Scion.

A aposta que ele faz contra o mercado imobiliário demora a dar frutos, pois os grandes bancos recusam-se a admitir a crise imobiliária mesmo depois dela estar escancarada nas notícias. Isto faz com que o fundo se vá desvalorizando progressivamente, conforme o quadro nos vai mostrando ao longo do filme.

A big white board shows the quarterly profits from Scion: +38%

(...)

We pan past Scion’s office which is now littered with empty desks and land on the WHITE BOARD showing last quarter’s returns: -9.3%.

(...)

Michael Burry writes on the big white board the quarterly returns: -11.3%.

(...)

Mike comes out and goes to the company white board. He writes the latest quarterly returns...-19.3%.

Mas quando finalmente se dá a bolha imobiliária (para desgraça de milhões de pessoas) a recompensa da teimosia de Michael é espectacularmente destacada no mesmo quadro branco.

It’s the night Mike erased the WHITE BOARD in the empty office.

This time, we watch him write his fund’s growth...+489%.

Participações especiais

Deixei para o fim a técnica mais espectacular que os autores inventaram para apresentar exposição: os convidados especiais.

Em três momentos do filme, em que os conceitos a explicar são tão complexos que as regras tradicionais – pouco, dividido e de forma natural – não são suficientes, os autores optam por apostar todas as fichas num formato inovador: convidam figuras públicas para pequenos cameos em que elas apresentam, olhos nos olhos com o espectador, as informações necessárias.

The scene freezes.

MODERN TRADER (V.O.)

Mortgage backed securities, subprime loans, tranches... Pretty confusing right? Does it make you feel bored? Or stupid? Well, it’s supposed to. Wall Street loves to use confusing terms to make you think only they can do what they do. Or even better, for you to leave them the fuck alone. So here’s Scarlett Johansson under a water falls to explain...

Infelizmente a cena que foi filmada não incluiu Scarlett Johansson debaixo de uma queda de água, como o guião previa, mas Margot Robbie, numa banheira, faz um efeito muito semelhante.

No entanto o convidado especial que mais me divertiu foi o cozinheiro-pop star Anthony Bourdain, explicando com a ajuda de algum peixe fora de prazo o que é uma CDO (Collateralized Debt Obligation).

JARED (V.O.)

The Collateralized debt obligation. It’s important to understand because it’s what allowed a housing crisis to become a nation wide economic disaster. So here is world famous chef Anthony Bourdain to explain.

INT. CHEF’S KITCHEN – DAY

In a high end professional kitchen ANTHONY BOURDAIN opens a fridge with a bunch of fish in it.

ANTHONY BOURDAIN

Okay, I’m a chef on a Sunday afternoon setting the night’s menu at a big restaurant. I ordered my fish on Friday which is the mortgage bond that Michael Burry shorted. But some of the fresh fish doesn’t sell. I don’t know why, maybe it just came out halibut has the intelligence of a dolphin. So what am I going to do, throw all this unsold old fish, which is the BBB level of the bond, in the garbage and take the loss?

Bourdain chops up the old fish and pushes it into the big pot of “SEAFOOD STEW.”

ANTHONY BOURDAIN (CONT’D)

No way. Being the crafty and morally onerous chef that I am, whatever crappy levels of the bond I don’t sell I throw into a “sea food stew.” See, it’s not old fish. It’s a whole new thing! And no one knows they’re eating three day old halibut. That is a CDO.

Estão a ver, já não é peixe fora de prazo. É um prato completamente novo!” – explica Anthony Bourdain. E nós ficamos a perceber como os bancos americanos combinaram um monte de hipotecas de alto risco (lixo) sob um nome pomposo e as venderam a fundos de investimento com muito dinheiro e pouca ética, afundando dessa forma a economia mundial.

Conclusão

E com isto chegamos a uma das últimas cenas do filme, e ao fim deste artigo.

Dois dos personagens mais engraçados do filme são um par de jovens investidores, Charlie Geller e Jamie Shipley, que gerem um pequeno fundo com dinheiro familiar.

A pequena dimensão do seu negócio faz com que sejam desprezados pelos grandes bancos. Na realidade, sempre que os vemos num banco, mesmo a assinar contratos, é nos sofás da recepção – nunca conseguem passar daí e entrar na zona dos grown ups, dos crescidos.

Mas com o apoio de Ben Rickert, um investidor reformado interpretado por Brad Pitt, os dois jovens apostam no colapso financeiro. E quando este ocorre, além de ganharem uma fortuna, conseguem finalmente entrar num banco, o Lehman Brothers, no dia em que este está a ser evacuado, fazendo-se passar por empregados.

INT. LEHMAN ELEVATOR BANKS – DAY

A DIMINUTIVE EXEC is in the flow of departing Employees.

DIMINUTIVE EXEC

Go straight to your transportation! Do not talk to the press! Go straight to your transportation! Do not talk to the press!

Jamie holds up the pass for a Guard, who hurriedly waves he and Charlie through the turnstile, like two diplomats slipping back in the embassy as Saigon falls.

INT. TRADING FLOOR – LEHMAN BROTHERS – DAY

Abandoned. A few EMPLOYEES pack. Loose paper’s everywhere.

Charlie and Jamie walk through the destruction: plundered desks; emptied picture frames; sad tchotkes.

On one desk, someone’s made a pyramid of Red Bull cans. On one wall, someone’s painted a huge...LEH: 0.00.

CHARLIE

This isn’t how I pictured it.

JAMIE

What’d you think we’d find?

Charlie considers this question a few seconds.

CHARLIE

The grown-ups.

Esta imagem final de um escritório de um grande banco completamente abandonado ilustra na perfeição o colapso do sistema bancário, melhor do que qualquer explicação.

A exposição é sempre um desafio para os guionistas. Há regras básicas para lidar com ela, é verdade; mas nada substitui a imaginação e a busca por novas soluções.

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