Festival Guiões 2016

Conheça os vencedores do Festival Guiões 2016

Decorreu no passado sábado, no cinema São Jorge, a cerimónia de entrega dos prémios do Festival Guiões 2016.

Os vencedores foram:

  • 1º lugar – “Amém”, de Mariana Tesch Morgon – Uma menina faz uma promessa de usar um bigode de plástico todos os dias caso seus pais consigam viver em harmonia.
  • 2º lugar – “O Inverno e A Aldeia”, de Melissa Lyra – No século XIX, uma parteira regressa à sua aldeia para tentar desfazer a maldição que prevalece.
  • 3º lugar – “Pó, Lápis e Borracha”, de Andréa Prado – Um garoto órfão que sobrevive numa favela tem o sonho de ir para a escola e o solitário velhote do ponto de venda é quem pode ajudá-lo a conseguir.

Algumas notas sobre o Festival Guiões 2016:

  • Concorreram quase 60 guiões em língua portuguesa.
  • A maior parte dos guiões veio do Brasil.
  • Apesar de haver mais candidaturas de autores do sexo masculino, a esmagadora maioria dos guiões finalistas foi assinado por mulheres: nos dez finalistas, 9 mulheres em 11 autores, com um guião co-escrito por uma dupla mista.
  • Os três primeiros lugares foram para guionistas do sexo feminino.
  • Como fiz parte do júri deste ano, posso testemunhar o nível bastante elevado de quase todos os guiões finalistas, com especial destaque, obviamente, para os três vencedores.

As vencedoras, finalistas, jurados e organizador presentes no evento.

Antes da entrega dos prémios houve várias palestras e debates. Fiz parte de um destes, sobre Métodos e Processos Criativos, moderado por Sabrina D. Marques, com Luís Filipe Rocha, Gonçalo Galvão Teles, Virgílio Castelo, Joana Areal e João Carvalho Pires. Foi uma conversa muito civilizada, com um tema que não convidava a grandes polémicas, mas acho que terá sido estimulante para quem se interessa por escrita em geral e guionismo em particular.

Palestra sobre Métodos e Processos Criativos.

Parabéns às vencedoras do Festival Guiões 2016, a todos os concorrentes, e ao organizador e promotor Luís Campos. Espero que este evento único em língua portuguesa se repita por muitos anos, pois preenche uma lacuna que todos os profissionais e estudiosos da área continuam a sentir. Pela minha parte, continuarei a dar o apoio e divulgação possíveis.

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