Os meus tuítes desta semana

Puro Cinema: Curtas Vila do Conde 20 Anos Depois

Durante o último Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema (7-15 julho) foi lançado um livro que procura celebrar os vinte anos do Festival. Esta publicação, coordenada por Daniel Ribas e Mário Micaelo, apresenta uma seleção de entrevistas e conversas com vinte e seis autores que passaram pelo festival e que representam uma panorâmica importante sobre o cinema dos últimos anos.

O livro chama-se "Puro Cinema: Curtas Vila do Conde 20 Anos Depois" porque também questiona o que é o cinema puro apresentando novas propostas de contaminação do cinema com outras artes (uma estratégia de programação também do próprio festival).

Para além de uma história crítica do Curtas Vila do Conde, o livro apresenta uma reflexão sobre o cinema de Augusto M. Seabra.

Entre os autores entrevistados estão os portugueses João Canijo, João Pedro Rodrigues ou José Miguel Ribeiro; autores do cinema experimental como Matthias Muller/Christoph Girardet, Ken Jacobs ou Peter Tscherkassky; e autores importantes e emergentes do cinema contemporâneo como Apichatpong Weerasethakul, Sergei Loznitsa, Corneliu Porumboiu ou Helvécio Marins Jr. Não falta também, é claro, Manoel de Oliveira (numa célebre conversa com Alexander Sokurov, em Vila do Conde).

O livro tem edição bilingue (português e inglês) e em breve, estará à venda nas livrarias convencionais. Para já, pode ser adquirido na Loja do Curtas (http://curtas.pt/loja/).

+info em: http://festival.curtas.pt/programa/2012/20-anos/puro-cinema/

Os meus tuítes desta semana

Oficina de iniciação ao roteiro audiovisual com Aloysio Letra

Passo a divulgar uma oficina de roteiro em São Paulo:

Aloysio Letra, continuísta de cinema, indicará livros, sites, blogs e aplicará exercícios de criação para escrever estórias em imagens. Utilizará também filmes e música como inspiração para criação.

  • A oficina tem por objetivo esclarecer o que é roteiro audiovisual e quais processos necessários à construção deste tipo de narrativa.
  • A oficina pretende estimular debate e interação através dos exercícios e das trocas de material e experiências entre os participantes via grupo de e-mail e presencialmente.
  • O público alvo são cinéfilos, estudantes de Rádio e TV, cinema e teatro iniciantes no tema roteiro. 
  • 5 encontros de 2 horas cada.
  • Aulas sempre às quintas das 10h ao 12h. Inicio 12/07
  • 15 vagas.

1° Encontro:

O que é roteiro audiovisual. O que são personagens. Protagonistas, antagonistas, personagens secundários, figurantes. Personagem e ação.

Exercício: Cada integrante da oficina deve escrever impressões sobre um colega da sala, considerando idade, vestimentas, acessórios, expressão corporal, etc; 20 minutos para execução do exercício, máximo de 20 linhas e leitura em sala.

Indicação de livros (com breve comentário sobre o conteúdo e autores):

Manual de Roteiro – ou Manuel, o primo pobre dos manuais de cinema e TV – Leandro Saraiva & Newton Cannito.

Story – Substância, estrutura, estilo e os princípios da escrita de roteiro – Robert Mckee

Indicação de site: www.roteirodecinema.com.br

2° Encontro

Tipos de estrutura.

Método ou anarquia na criação?

Exercício: Cada integrante deverá escrever em prosa sobre alguma pessoa próxima, escolhendo o tipo (ou tipos) de estória que essa pessoa poderia protagonizar. 20 linhas. Entrega via grupo de e-mail.

Indicação de livros (com breve comentário sobre o conteúdo e autores):

Da criação ao Roteiro – Doc Comparato

A seguir cenas do próximo capítulo – André Bernardo & Cintia Lopes

Indicação de site: www.dicasderoteiro.com

3° Encontro

Formatação. Ações, rubricas e diálogos.

Planificação implícita, escrevendo ações e imagens.

Exercício: Serão feitas duas encenações em sala de aula. Todos participantes devem escrever essa “cena” em formatação de roteiro.

Indicação de livros (com breve comentário sobre o conteúdo e autores):

Como formatar o seu roteiro – Hugo Moss

O argumento cinematográfico – Dominique Parent-Altier

Indicação de site: www.joaonunes.com

4° Encontro

Exibição de filme:

“Deu a louca nos astros” (State and Main) de David Mamet (2000 -105 min)

Indicação de livros (com breve comentário sobre o conteúdo e autores):

Sobre direção de cinema – David Mamet

Três usos da faca – David Mamet

5° Encontro

Sarau temático de cinema. Cada participante escreverá e lerá aos demais uma poesia, conto ou prosa sobre a primeira vez que visitou o cinema ou o teatro. Esta atividade deverá ser proposta no 3° encontro.

Exibição de curtas metragens:

“O sanduiche” de Jorge Furtado (2000 – 13 minutos)

“Contato” (Contact) de Jonatan Darby (1992 – 30 minutos)

OBS: Além dos livros citados que serão brevemente resenhados em cada aula, haverá indicação de mais literatura sobre o tema.

Para se candidatar envie resposta ao questionário abaixo:

  • Você é estudante? De que?
  • Qual sua relação com a escrita?
  • Por que quer fazer o curso?
  • Já leu algo sobre roteiros? O que?

Enviar respostas via e-mail: aloysioletra@gmail.com

Colocar no título do e-mail "Oficina roteiro".

A divulgação dos aprovados será no dia 09/07 – 15 vagas

Endereço: Rua Campos Sales, 88 – próximo a estação Brás do metrô

Os meus tuítes desta semana

  • Elmore Leonard explica como nos anos 50 escreveu 5 livros e 30 estórias apenas entre as 5 e as 7 de manhã: http://t.co/w8bkwHRD #
  • Fantásticas fotografias de viagem do concurso do National Geographic Traveler Magazine http://t.co/SttxHeCC #
  • Chris Carlson demora 11 horas para fazer um desenho anamórfico 3D do SuperMario numa calçada. Uau… http://t.co/5gNlwewg #
  • Morreu a argumentista Nora Ephron – When Harry met Sally, Sleepless in Seattle, Julie & Julia, etc: http://t.co/avdx3Yhj #
  • João Nunes: Não perca os artigos da semana – http://t.co/aZsQ3kUQ #

Porque nunca devemos escrever de graça

A tentação de escrever de graça

Quem começa a tentar singrar na profissão de guionista mais tarde ou mais cedo vai ser desafiado a escrever de graça.

As justificações serão sempre diferentes; a resposta, pelo contrário, deverá ser sempre a mesma: “Não, obrigado; não posso dar-me ao luxo de trabalhar sem ser pago”.

Contra mim falo, pois já alinhei em situações dessas mais de uma vez. Deixem-me contar duas dessas experiências.

Primeiro caso

Um amigo, realizador de publicidade muito talentoso, convidou-me há alguns anos atrás para uma conversa acerca de um projeto de cinema.

O seu objetivo era apresentar um guião, escrito a partir de uma ideia sua, a um importante produtor português. O problema é que não tinha tempo, nem vocação, para o escrever por si mesmo.

Infelizmente também não tinha possibilidade de pagar a um guionista para o fazer.

Devia ter-me escusado imediatamente, mas por simpatia pedi-lhe para me explicar a ideia. Era apenas um esboço, muito crú, mas alguns dos seus elementos mexeram com a minha imaginação.

Passados alguns dias avancei com uma contraproposta: não escreveria um guião mas se ele estivesse interessado podia desenvolver um tratamento.

É óbvio que ele aceitou. O que é que tinha a perder?

Começara a negociação apenas com uma ideia incipiente e ia sair dela com um tratamento pronto a apresentar a um produtor, sem gastar mais do que a bebida que me pagou.

Escrevi o tratamento, que me deu muito gozo e satisfação, mas também muito trabalho. Enviei-o.

Passados alguns dias, recebi uma pequena montagem em vídeo com uma espécie de teaser-trailer (ele é um tipo muito talentoso, como já referi).

Fiquei entusiasmado: “Wow, isto vai ser bom”.

E depois, mais nada.

Tanto quanto sei o projeto morreu sem sequer ter sido apresentado ao tal produtor.

Segundo caso

Há três anos atrás tive uma ideia para uma mini-série de televisão. Modéstia à parte, era uma boa ideia.

Por minha conta e risco desenvolvi os tratamentos completos de todos os episódios. Quando fiquei satisfeito com o resultado, apresentei-o a um produtor.

Adorou o projeto, que encaixava quase perfeitamente nos seus planos para uma co-produção importante.

Só faltava o “quase”.

Para ficar perfeito seria preciso introduzir algumas alterações no tom e enredo da estória. Estava disposto a fazê-las?

Apesar de não muito satisfeito com o rumo sugerido aceitei fazer as mudanças pedidas. Às quais se seguiram mais algumas sugestões, e depois ainda outras indicações.

Finalmente decidi parar de escrever, o que coincidiu com a informação de que tinha havido um contratempo na co-produção: o projeto tinha sido suspenso, e só eu ainda não sabia de nada.

Cada um é como cada qual

Não estou aborrecido com nenhum dos meus interlocutores nestas duas estórias.

Limitaram-se a aproveitar a minha disponibilidade para trabalhar de graça. Qualquer pessoa no lugar deles faria o mesmo.

A culpa não foi deles; foi minha.

No primeiro caso cometi o erro de me deixar apaixonar pela ideia, quando não havia condições para pagar o meu trabalho. Aparentemente, apaixonei-me até mais do que o meu amigo.

No segundo caso, o erro foi ainda maior. Aceitei fazer alterações a um trabalho meu – ainda por cima alterações em que não acreditava completamente – sem ter sequer um contrato assinado.

Porque é que os produtores agem assim?

Porque podem.

Porque nós, os guionistas, os deixamos.

Porque são humanos.

Qualquer produtor que se preze tem, em cada momento, vários projetos em desenvolvimento. O seu entusiasmo em relação a esses projetos vai variando com o tempo, em função de uma imensidade de fatores.

O projeto favorito num determinado momento pode, três meses depois, ter sido arrumado numa gaveta e esquecido.

Mas há outro fator ainda mais importante, que deriva da psicologia humana.

Quando estive em Angola pela primeira vez trabalhei com uma ONG que agia na área da prevenção da AIDS. Uma das coisas que me surpreendeu foi que, nas suas ações de campanha, vendiam os preservativos por um preço irrisório.

Quando perguntei porque não os ofereciam, já que o preço era tão baixo, deram-me uma explicação que nunca mais esqueci: sempre que ofereciam os preservativos as pessoas não lhes davam valor e não os usavam.

Pelo contrário, quando pediam algum dinheiro pelos preservativos, mesmo que fosse muito pouco, aumentava a sua credibilidade e a probabilidade de serem usados.

Pensemos nos nossos guiões da mesma forma.

Quando os oferecemos estamos, na prática, a tirar-lhes o valor. E, não tendo valor, a sua probabilidade de virem a ser utilizados diminui muito.

Se um produtor tem três ou quatro projetos em curso, e só investiu dinheiro do seu bolso num deles, a qual é que vai dar mais atenção: aos que lhe caíram no colo, de graça e sem esforço? Ou àquele em que está a pagar juros ao banco?

Pior ainda – trabalhando sem remuneração estamos a desvalorizar-nos a nós mesmos. E se nós não nos valorizamos, porque outros o hão de fazer?

O custo de oportunidade

Há uma outra razão para não escrever de graça. Seth Godin refere-a num artigo de ontem: é o custo de oportunidade.

As horas que passamos a trabalhar sem remuneração são horas em que não estamos a trabalhar em projetos remunerados. Ou, pelo menos, a trabalhar em projetos nossos, que mais à frente nos poderiam trazer dividendos.

São, também, horas em que não estamos com a nossa família, com os nossos amigos, ou a cuidar de nós. Qual o valor que damos a isso?

Numa época em que todos, de uma forma ou de outra, vendemos o nosso tempo, este torna-se a moeda mais preciosa.

Como Seth Godin salienta, dizer "não" tem um custo, mas dizer "sim" também tem.

Como agir então?

O princípio é simples: só trabalhe de graça quando está a escrever para si próprio, por sua iniciativa, num projeto de seu interesse.

Tudo o que não encaixe nesta definição é uma encomenda.

“Preciso de uma sinopse, uma coisa simples, só duas ou três páginas” – é uma encomenda.

“Tenho este guião, que é muito bom, mas queria dar-lhe uma revisãozinha; fazes isso num instante” – é uma encomenda.

“Adorei o teu projeto e acho que vou ficar com ele. Mas gostava de ver umas pequenas alterações para ter mesmo a certeza” – é uma encomenda.

E uma encomenda de escrita nunca deve ser aceite:

  1. Se não houver remuneração em cima da mesa;
  2. Se não houver um contrato escrito e assinado pelas duas partes.

O valor da remuneração pode variar muito; as modalidades de pagamento e os prazos também; os termos do contrato, idem idem.

Mas nunca aceite trabalhar por encomenda sem remuneração e sem contrato.

E não pode haver excepções?

Claro que sim. Para tudo na vida há excepções.

Se fez o curso de cinema com um amigo produtor, ambos estão a começar as carreiras, ele tem ainda menos dinheiro do que você, e os dois adoram o projeto – por amor de Deus, escreva o guião.

Se é um filme independente ultra low cost, em que ninguém, do realizador ao assistente de produção, vai ser remunerado – vá na fé e escreva de graça.

Se está a namorar o realizador de uma curta-metragem (uma longa já é outra conversa…), não seja egoísta – escreva o guião de que ele precisa. O amor é lindo.

Mas, mesmo que não haja dinheiro envolvido, faça sempre um contrato.

Quando o guião for produzido, o filme indie der dinheiro, a curta começar a ganhar prémios em festivais, vai agradecer-me por este conselho.

Os meus tuítes desta semana

Write or Die – escreva ou morra

Há um novo software de escrita no bairro. E é um da pesada – se você não escrever, já era.

Write or Die é um processador de texto simples mas com uma premissa original. O escritor define o seu objetivo para o dia (em número de palavras), ajusta o nível de dificuldade – que vai do modo "Gentil" ao modo "Kamikaze" – e começa a escrever.

Quando pára de escrever, por alguns segundos que seja, a bomba-relógio começa a funcionar. E ao fim do tempo predeterminado – há consequências.

Estas podem ir de um irritante sinal de alarme ao apagamento progressivo das palavras já escritas. Quer mais radical do que isto?

No final pode exportar o seu trabalho (o que tiver sobrado) em formato texto (.txt), o que permite escrever usando sintaxes especiais como o Markdown ou, para os guionistas, o Fountain. Nada o impede de escrever um guião completo desta forma (se for suficientemente louco para o tentar).

Write or Die começou por ser uma webapp, a correr no browser, mas agora há também versões para iPad e desktop (Mac, PC e Linux). Escolha o seu método de suicídio – e lance-se à escrita.

Um desmentido da APAD sobre uma situação de grande gravidade – atualização

Como sabem as pessoas do meio e os interessados pelo assunto, a situação do audiovisual português está, neste momento, entre o caos e a catástrofe.

Depois de anos com uma Lei do Cinema frouxa e que ninguém cumpria, temos agora uma proposta de Lei um pouco melhor mas que tudo indica também não será cumprida. Entretanto o setor está paralisado, os concursos não se realizam e o pouco que restava está a agonizar.

Não tenho falado sobre o assunto neste blogue porque o meu objetivo é entusiasmar os guionistas, despertar talentos, dar-lhes ferramentas para serem melhores. Falar sobre esta realidade, que espero seja transitória, não teria nenhum desse efeitos.

A APAD – Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos, entidade de que fui presidente até há alguns meses, e de cuja direção ainda faço parte, tem trabalhado muito para melhorar esta situação.

Emitiu pareceres sobre a proposta de Lei, que esperamos venham a ser refletidos nela; contribuiu para unir todas as associações do setor numa plataforma comum; colaborou com elas na elaboração de documentos conjuntos sobre estas matérias; fez-se ouvir, individualmente ou em conjunto, junto da Secretaria de Estado da Cultura e do ICA; protestou e participou em ações de protesto, quando o achou conveniente.

Enfim, tem feito o possível para dar um contributo positivo num momento em que esses contributos fazem mais falta do que nunca.

Foi por isso com grande surpresa que tomamos conhecimento de um documento, supostamente subscrito pela APAD, para o qual nunca fomos ouvidos, e muito menos assinamos. Acreditamos que outras associações nele referidas se encontram na mesma situação.

A situação é tão grave que decidimos emitir imediatamente um desmentido. Venho aqui dar-lhe divulgação, não só por respeito à posição da APAD, mas até como alerta face às pessoas e empresa mencionadas.

O setor audiovisual português, o nosso cinema, precisa de união, inteligência e sabedoria.

Não precisa de chicos-espertos distraídos (ver Atualização mais abaixo).

Desmentido

Boa tarde,

Chegou ao conhecimento da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos (APAD) que deu entrada no Instituto do Cinema e do Audiovisual – no dia 17/4/2012 (Registo de Entrada: B-114-1; Ofício nº 1245) – um documento intitulado 'Parecer das Associações Signatárias sobre o Anteprojecto de Lei do Cinema' onde o nome da nossa Associação aparece como uma das defensoras e subscritoras deste texto, como é possível ver nos cabeçalhos de cada uma das suas 20 páginas.

Na carta de apresentação do respectivo documento, percebe-se que terá sido enviado por um indivíduo de nome Ricardo Pugschitz de Oliveira, apresentado como Produtor Executivo da MarginalFilmes, da qual é sócio com José Carlos de Oliveira. A APAD soube também que este documento terá sido enviado para a Secretaria de Estado da Cultura (com conhecimento de Vera Castanheira) e estará mesmo em sede de apreciação junto da Comissão de Educação, Ciência e Cultura.

A APAD repudia qualquer envolvimento, discussão ou simples conversa com os responsáveis por este Parecer. A APAD não foi contactada ou consultada, não assinou, nem sequer sabia que existia e não leu o documento e nem o irá fazer, porque se recusa a estar envolvida com este infantil nível de desonestidade. Todos os documentos enviados pela APAD para o Instituto de Cinema e do Audiovisual ou para a Secretaria de Estado da Cultura foram assinados pelo seu actual presidente, Tiago R. Santos, o que, como é fácil constatar, não acontece neste caso. Este nem é um caso de abuso de confiança, porque nenhuma relação de confiança foi estabelecida entre a MarginalFilmes e a APAD. É simplesmente um logro e uma fraude.

E, para que não existam dúvidas, a APAD, até ao momento e no que diz respeito à futura Lei do Cinema, enviou um Parecer individual através do email privado do seu presidente e co-assinou vários documentos redigidos em conjunto com a Associação de Imagem Portuguesa (AIP), Associação de Produtores de Cinema (APC), Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT), Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisual (ARCA) e Associação Portuguesa de Produtores de Animação (APPA). Mas nunca esteve associada com a MarginalFilmes e espera que este Parecer fictício e mentiroso não desvie as atenções no que diz respeito à verdadeira e única posição da APAD.

Sem mais,

Tiago R. Santos
Presidente da Associação Portuguesa dos Argumentistas e Dramaturgos

Atualização (22-06-2012): 

A Marginal Filmes retratou-se oficialmente com dois pedidos de desculpas, um endereçado à Secretaria de Estado da Cultura e outro às seis associações incorretamente mencionadas no seu documento.

Segue o texto dos pedidos de desculpas que, por imperativo de imparcialidade, resolvi divulgar.

Pedido de Desculpas à SEC

Secretaria de Estado da Cultura
Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado da Cultura
Dr. Francisco José Viegas
ATT/:
Excelentíssima Senhora Dona
Isabel Flores

A Marginalfilmes enviou a Vossa Excelência um documento no âmbito da consulta pública do projecto de Lei do Cinema. É um documento que resulta da experiência desta produtora nas áreas da criação, produção e formação assim como das dificuldades com que ao longo dos anos nos temos confrontado.

Por lapso, o documento foi transcrito para um ficheiro de trabalho com seis das principais associações do sector:

  • Associação de Imagem Portuguesa (AIP)
  • Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos (APAD)
  • Associação de Produtores de Cinema (APC)
  • Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT)
  • Associação de Realizadores de Cinema e Audiovisual (ARCA)
  • Associação Portuguesa de Produtores de Animação (APPA)

Devido a isso, o documento está subscrito pelas referidas associações, o que não corresponde à verdade.

Pedimos desculpa pelo acontecido ao Secretário de Estado da Cultura e aos colegas das associações, não querendo deixar de sublinhar que à elaboração do documento da autoria da Marginalfilmes presidiu, como a sua leitura pode comprovar, a exclusiva intenção de contribuir para que a produção de cinema e audiovisual possa rapidamente convergir com os notáveis resultados da maioria dos restantes países da europa.

Frente ao exposto, vimos solicitar que Vossa Excelência possa fazer chegar este esclarecimento as instâncias adequadas, sem que o conteúdo deixe de ser considerado nos trabalhos de discussão da Lei do Cinema.

Mais uma vez, as nossas desculpas.

Com elevada consideração,

José Carlos de Oliveira

Ricardo Pugschitz de Oliveira
 

 

Pedido de Desculpas às Associações

Caros colegas,

Conforme explicado na cópia do mail que juntamos, enviámos um texto da autoria da Marginalfilmes ao Secretário de Estado da Cultura, no âmbito da consulta pública ao projecto da Lei do Cinema, que por infeliz lapso foi colado num ficheiro de trabalho em que o cabeçalho ostenta o nome de seis associações do sector.

Pedimos as nossas desculpas pela incorreção aos colegas dessas seis associações, acreditando que pelo conteúdo do texto em questão se perceberá que à sua elaboração presidiu a melhor das intenções.

Fazemos os mais sinceros votos de que o sentido impróprio e tão célere no julgamento e acusação da minha pessoa e da Marginalfilmes, patente na mensagem da Secretária-Geral da APIT enviada ao António-Pedro Vasconcelos – não se percebe porquê – não reflita o estado de espirito dos colegas.

Creiam-nos disponíveis para qualquer esclarecimento.

Com renovadas desculpas

Saudações,

 

José Carlos de Oliveira

Ricardo Pugschitz de Oliveira

Concurso internacional de guiões para webseries e webnovelas

Recebi esta informação, que pode interessar aos guionistas/roteiristas interessados no desenvolvimento de guiões para webseries e webnovelas.

Comunicado de Imprensa

Estamos lançando o Concurso Internacional de Roteiros de Webseries e Webnovelas organizado com o Master Internacional Escritura para Televisão e Cinema da Universidade Autônoma de Barcelona.

O mesmo é dirigido a autores de língua ESPANHOLA e PORTUGUESA e tem por objectivo incentivar e premiar a criatividade dos autores dispostos a se aventurar em novas narrativas favorecidas pelos meios digitais e Internet, dando ao roteiro selecionado a possibilidade de que uma grande produtora da Iberoamérica possa desenvolvê-lo.

Acreditamos que esta iniciativa irá contribuir para que todos os talentos desconhecidos possam conseguir uma maior integração e presença no campo da produção audiovisual independente. Consideramos um apoio fundamental a possibilidade de que vocês nos ajudem a difundir o chamado a participar da competição.

O FyMTI e O Master de Escritura para Televisão e Cinema da Universidade Autônoma de Barcelona recompensam a sua criatividade

Inscrições abertas para o Concurso Internacional de Roteiros de Webseries e Webnovelas para Telas Transmedia

O Festival e Mercado de TV Ficção com o Master Internacional de Televisão e Cinema da Universidade Autônoma de Barcelona, abriram as inscrições para o Concurso Internacional de Roteiros de Webseries e Webnovelas para Telas Transmedia.

O Prêmio ao roteiro selecionado consiste num contrato de realização com uma importante produtora da Iberoamérica.

O júri será composto por diretivos da televisão e da indústria, de profissionais do setor audiovisual, escritores, acadêmicos e especialistas dos principais países produtores de ficção.

Não perca esta oportunidade única de apresentar suas idéias. As bases já estão disponíveis para você.

Os trabalhos serão aceitos até 17 de setembro de 2012. Informação e inscrição: concursoguiones2012@fymti.com

Trailer do Festival

Atualização: Escrevi para o email do Festival concursoguiones2012@fymti.com e obtive um resposta imediata, incluindo cópia do regulamento. Sugiro que os leitores interessados façam o mesmo.

Atualização (Gonçalo Lopes): Para par­ti­ci­par no con­curso tem que se pagar 65 dólares…podem con­sul­tar mais e ler o regu­la­mento no seguinte link: Regulamento

Atualização (Tiago): O gmail não reco­nhece o ende­reço, é um facto. Porém, após ten­tar com um pro­grama de cor­reio elec­tró­nico externo (mail, thun­der­bird, outlook, …) o e-??mail é envi­ado sem pro­ble­mas.

Como ser um escritor melhor em dez passos

10 Steps to Becoming a Better Writer

Encontrei no site copyblogger de Brian Clark este poster sobre como ser um escritor melhor. Se quiser baixar uma versão em .pdf para imprimir e colar na parede à frente dos olhos, pode encontrá-la aqui.

Traduzindo:

  1. Escreva.
  2. Escreva MAIS.
  3. Escreva AINDA MAIS.
  4. Escreva AINDA MAIS DO QUE ISSO.
  5. Escreva QUANDO NÃO LHE APETECE.
  6. Escreva QUANDO LHE APETECE.
  7. Escreva QUANDO TEM ALGO A DIZER.
  8. Escreva QUANDO NÃO TEM.
  9. Escreva TODOS OS DIAS.
  10. CONTINUE a escrever.

Amen!

Os meus tuítes desta semana

  • Para quê ver as experiências trash de Tarantino & Rodriguez se podemos ver o original: Italian Spiderman http://t.co/iHFo3fNp #
  • A literatura como fenómeno geológico – camadas que se acumulam e fraturam no tempo: Biblios : GUY LARAMEE http://t.co/sZRx6f6l #
  • Outro trailer do novo Tarantino DJANGO UNCHAINED: http://t.co/5wA0Hda2 #
  • 13 citações do autor de 'Fahrenheit 451', Ray Bradbury. Melhor: "Faz o que amas e ama o que fazes" – http://t.co/jphroJSI #
  • Todos os vídeos vencedores do Vimeo Festival 2012: http://t.co/FC6iTROv #
  • Artigos desta semana no blogue de João Nunes: escrita, cinema e outras coisas da vida – http://t.co/I4bDuyNb #
  • Documentário riquíssimo sobre um dos meus filmes favoritos: 2001: A Space Odyssey, de Stanley Kubrick http://t.co/MKhYEIRY #
  • Relacionado com o meu tuíte anterior, uma entrevista de Kubrick ao New Yorker nos anos 60: http://t.co/TVyJQ6iA #

Todas as entrevistas e conferências da BAFTA

A academia de cinema e televisão de Inglaterra (BAFTA) tem um programa de conferências e entrevistas com guionistas de renome, a que chama GURU.

É um manancial de informação, dicas, estórias, opiniões e experiências de vida, de alguns dos melhores praticantes desta nossa arte, que nos pode fazer perder (ou ganhar) muitas horas. Visite por sua conta e risco.

Além dos vídeos e gravações, encontram-se também as transcrições de muitas das entrevistas e conferências. O site inclui também secções semelhantes dedicadas a outras profissões do cinema e televisão, desde a realização à cinematografia.

Para quem não domine o inglês, pode encontrar no blog do StoryTouch um sucedâneo mais limitado, mas mesmo assim muito interessante, com entrevistas e depoimentos dos melhores roteiristas brasileiros do momento.

Os meus tuítes desta semana

  • Fans de Bill Murray, celebrem: uma compilação de artigos e entrevistas com o homem – http://t.co/eR82dAuE #
  • O Brasil está a engordar demais. Viver em São Paulo já custa mais do que em NY. Tempo para uma dieta? http://t.co/CbOU8n4d #
  • 32 inovações tecnológicas muito radicais. Quantas farão parte do nosso dia a dia futuro? http://t.co/M6fucJMa #
  • Um cartaz com 100 anos de Paramount Pictures. Infelizmente é só para os empregados – http://t.co/5dnjpzRi #
  • Estranho. Mágico. Fascinante. Sigur Rós – Varúð – http://t.co/kKNlxIJh #
  • Trailer do próximo Tarantino, "Django Unchained", que chegará às salas no Natal. Promete! http://t.co/WmKFsBpY #
  • Artigos desta semana no blogue de João Nunes: escrita, cinema e outras coisas da vida – http://t.co/xhfSdiuB #
  • Quem quer deslizar sobre o Nepal a 140 à hora? Eu, eu ! http://t.co/HZBwf9yR #