Festival Guiões entra no segundo ano

Os grandes sucessos do cinema normalmente têm sequelas. O Festival Guiões não vai ser excessão: os resultados positivos do ano passado levaram a organização a realizar uma nova edição do Guiões – Festival Internacional do Guião Cinematográfico de Língua Portuguesa.

Para participar basta escrever e submeter um guião com duração igual ou superior a 50 páginas A4, em Língua Portuguesa. Para submeter a sua candidatura pode consultar toda a informação na secção de Candidaturas do site do Festival.

Veja como os organizadores descrevem o conceito do Festival Guiões:

O GUIÕES nasce para ajudar a resolver três problemas:

1. Os baixos índices de criação e de produção cinematográfica em Língua Portuguesa.
2. A dificuldade que talentosos guionistas de Língua Portuguesa encontram para conseguir chegar a agentes, produtores, realizadores e investidores.
3. As queixas que agentes, produtores, realizadores e investidores fazem da dificuldade em arranjar guiões com potencial, quando normalmente eles próprios não aceitam/lêem submissões de guiões não solicitados.

Posto isto, é principal objectivo do GUIÕES estabelecer-se como um essencial ponto de contacto entre os guionistas de Língua Portuguesa e os agentes, produtores, realizadores e investidores que poderão dar sequência ao material criado.

Ao mesmo tempo, o GUIÕES pretende ser uma alavanca para incrementar os níveis qualitativos de criação e de produção cinematográfica em Língua Portuguesa.

Funcionando como uma espécie de barómetro para o futuro da criação cinematográfica em Língua Portuguesa, através do julgamento qualitativo de todos os guiões submetidos – independentemente do nome do autor correspondente ou do género abordado – e através da elaboração de uma rede de parceiros que se permitam à descoberta de novo material, o GUIÕES pretende marcar um virar de página no processo de criação e de produção cinematográfica em Língua Portuguesa.

O GUIÕES só privilegiará duas coisas: o talento do autor e a qualidade do guião.

O resto é conversa.

Este ano o Guiões tem o atractivo adicional de ter o meu amigo Pedro Varela no júri, o que é mais uma prova, se outra fosse precisa, da idoneidade e seriedade da iniciativa.

Para saber mais sobre o Festival Guiões 2015 leia a página do Regulamento ou consulte as Perguntas Frequentes.

Mais dois guiões dos Óscares estão disponíveis

No artigo que publiquei sobre os guiões nomeados para os Óscares deste ano indiquei os links para baixar, legalmente, todos menos os dois da Warner Brothers: American Sniper e Inherent Vice. O estúdio disponibilizou-os finalmente há alguns dias. Só me apercebi disso agora, poucas horas antes da cerimónia de entrega dos prémios. Mas mais vale tarde do que nunca; quem sabe um destes leva para casa a estatueta do Melhor Guião Adaptado.

  • American Sniper, guião de Jason Hall, baseado no livro de Chris Kyle com Scott McEwen e Jim DeFelice
  • Inherent Vice, guião de Paul Thomas Anderson, baseado no livro de Thomas Pynchon

Nota: actualizei também o artigo original, para que todos os guiões fiquem lá reunidos.

Via: No Film School =>

Lançamento do Programa de Formação de Roteiristas do b_arco

O Centro Cultural b_arco promove uma conversa entre o roteirista Aleksei Abib e o escritor e também roteirista Marçal Aquino. O evento, no dia 25 de fevereiro, marcará o lançamento do Programa de Formação de Roteiristas e Desenvolvimento de Projetos 2015.

Nos anos anteriores o b_arco contou com a presença de nomes conhecidos como o consultor internacional Miguel Machalski, o ator e diretor João Miguel, assim como o roteirista Bráulio Mantovani. Veja o texto de apresentação:

*Dando continuidade ao projeto iniciado em março 2014, o Programa tem o objetivo de oferecer ao mercado audiovisual uma opção de formação e instrumentalização para roteiristas iniciantes e experientes.

Neste semestre, os cursos serão mais uma vez ministrados por renomados roteiristas brasileiros e estrangeiros de cinema e TV como Aleksei Abib, Ricardo Tiezzi, Thelma Guedes, o franco argentino, Miguel Machalski e o norte-americano Alan Kingsberg. Haverá também uma aula especial a todos aqueles inscritos no Programa, em que se discutirá o mercado audiovisual com Andrea Barata Ribeiro e Marcia Vinci da O2 Filmes.

Os cursos que integram a programação pretendem atender tanto roteiristas iniciantes que estão começando a descobrir sua forma de narrativa, quanto roteiristas profissionais interessados em agregar qualidade aos seus projetos. O Programa oferece opções para formação em roteiro de cinema e TV, além de cursos complementares. O aluno tem a opção de fazer a formação completa ou escolher módulos independentes de acordo com seu nível de conhecimento, interesse e disponibilidade.

Marçal Aquino é roteirista e escritor. Escreveu livros como O Invasor e Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios, ambos transformados em roteiro para filmes dirigidos por Beto Brandt. Como roteirista também escreveu as séries Força Tarefa e O Caçador, exibidas pela Rede Globo, assim como participou na criação dos longa-metragem O Cheiro do Ralo e Nina, ao lado de Lourenço Mutarelli e Heitor Dhalia. É autor de livros como O amor e outros objetos pontiagudos (vencedor do Prêmio Jabuti em 2001), As Fomes de Setembro e Cabeça a Prêmio, entre outros. Em 2011, foi consultor do 4º Laboratório de Roteiros Sundance/RioFilme, a convite do Sundance Institute (Utah, EUA).*

10 trailers impossíveis

Os trailers são feitos para cativar a audiência, dando-lhe uma ideia da estória que vão ver. Mas quantas estórias se podem contar com as imagens de um filme?

Já imaginou “Mary Poppins” como um filme de terror? E “The Shinning” como uma comédia? Este artigo do site This is Not Advertising reúne dez exemplos de trailers que resultariam dessas abordagens inesperadas. Deixo-lhe aqui o de Mary Poppins; visite o site para ver os restantes.

As quatro estruturas “desdramáticas”

O cartunista britânico Tom Gauld criou uma pequena ilustração no The New Yorker em que apresenta quatro estruturas narrativas “desdramáticas”; estórias em que não há realmente drama.

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Vejamos, então, quais são as quatro estruturas “desdramáticas” de Tom Gauld:

  1. Ignorando o monstro – o herói é confrontado por uma força antagonista e ignora-a até ela se ir embora.
  2. Acusação errada – o herói é injustamente acusado, mas não é muito grave e logo tudo se esclarece.
  3. O enigma não resolvido – a heroína é confrontada com um problema, mas é muito, muito difícil e ela acaba por desistir.
  4. Desejo decrescente – um homem quer alguma coisa. Mais tarde já não está tão certo. Pela hora do jantar esqueceu tudo acerca disso.

A ilustração é uma piada, como é óbvio, mas leva-nos, pela negativa, a reflectir sobre o que está na origem do drama. Recordo que, na minha definição, DRAMA = CONFLITO + SURPRESAS.

O que acontece neste cartoon, e que está na origem da sua graça, é que os “heróis” evitam deliberadamente todas as possibilidades de conflito ou surpresas. Confrontados com uma força antagonista, uma acusação errónea, um enigma pendente ou um desejo forte, limitam-se a ignorá-los, passivamente, desdramatizando cada uma das situações.

A pequena lição que podemos tirar, naturalmente, é que se os nossos heróis fizerem exactamente o oposto – se enfrentarem as forças antagónicas e não desistirem – estaremos mais perto de garantir o drama nas nossas estórias.

Via: TheNew Yorker =>

Os cartazes dos Óscares honestificados

Mais uma compilação de cartazes, desta vez dos nomeados para os Óscares, com títulos rescritos em versão hiper-honesta. Adorei a pseudo-citação do filme Boyhood: “As leis de trabalho infantil não se aplicam a Richard Linklater.” Completamente injusto para (quase) todos os filmes, mas muito divertido.

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Veja todos aqui =>

Conheça os guiões nomeados para os Óscares

Já foram anunciados os guiões nomeados para os prémios da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, os conhecidos Óscares.

Como se sabe os Óscares de guião são atribuídos em duas categorias: Guião Adaptado e Guião Original. A selecção deste ano é bem diversificada e inclui, na suma maioria, filmes que surgiram agora no fim do ano, estando alguns deles ainda em sala.

Aproveite para fazer um bom exercício: leia os guiões que estão disponíveis na net, compare-os com os filmes, e tente perceber onde, como e porquê mudaram entre ambas as formas.

Veja então a lista dos nomeados (com links para alguns dos guiões):

Guião Adaptado

Guião Original

Veja a lista completa dos nomeados para os Óscares aqui =>

Actualizado em 22-02-2015

Mais guiões notáveis disponíveis na net

Estão disponíveis na net mais alguns guiões notáveis do ano passado, cortesia da Sony Classics.

  • Foxcatcher, escrito por E. Max Frye e Dan Futterman
  • Whiplash, escrito por Damien Chazelle
  • Mr. Turner, escrito por Mike Leigh
  • Still Alice, guião de Richard Glatzer & Wash Westmoreland, baseado no romance de Lisa Genova
  • Love is Strange, escrito por Mauricio Zacharias & Ira Sachs
  • Leviathan, escrito por Oleg Negin & Andrey Zvyagintsev
  • Wild Tales, escrito por Damián Szifron

Se domina o inglês estes guiões são uma excelente fonte de aprendizado. Baixe-os rapidamente pois nunca se sabe quanto tempo continuarão online.

Via: NoFilmSchool =>

Aproveite as novas obras no domínio público

O direito de autor garante que as obras intelectuais estão protegidas durante a totalidade da vida dos autores e ainda por um período de vários anos depois da sua morte, no qual podem continuar a ser exploradas pelos descendentes. Este período varia conforme o país de origem do autor, mas anda normalmente entre 50 e 70 anos depois do falecimento.

Passado esse período as obras artísticas, culturais, tecnológicas ou de informação entram no domínio público. O que isto quer dizer, essencialmente, (e note-se que não sou jurista, por isso esta explicação vale o que vale) é que a partir desse momento qualquer pessoa pode utilizar ou explorar essas obras conforme lhe for conveniente.

Os chamados direitos intelectuais ou morais continuam válidos sem limite. Não vamos poder nunca dizer que fomos nós que escrevemos Os Lusíadas mas, se isso nos interessar, podemos adaptar essa grande obra para uma série televisiva.

É sempre no dia 1 de janeiro de cada ano que novas obras entram no domínio público. Há pois quem chame a essa data o Dia do Domínio Público.

Os recém chegados ao domínio público

Este ano entraram no domínio público uma colecção muito substancial de importantes artistas e escritores. Vários jornais e publicações online fizeram o recenseamento dos nomes mais conhecidos. Destacam-se, entre eles, nomes de artistas como Kandinsky, Munch e Piet Mondrian, músicos como Glenn Miller, e de autores como Saint-Exupéry, Flannery O’Connor, Edith Sitwell e Ian Fleming.

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Vale a pena ver a lista completa de nomes. Quem sabe poderá encontrar inspiração nas suas obras. Por exemplo, porque não escreve uma curta metragem com o agente secreto James Bond, ao som de um jazz de Glenn Miller? Soa-me bem.

Novos cursos e oficinas de roteiro no b_arco

A escola de artes b_arco, de São Paulo, continua neste novo ano a apostar em força nos cursos e oficinas de escrita audiovisual.

Para os próximos tempos destacam-se:

Alguns destes cursos do b_arco começam já em janeiro, por isso não se atrase com as inscrições, caso esteja interessado.

Mais informações no site do b_arco =>

Nota importante: não posso assumir qualquer responsabilidade pela qualidade ou condições de realização destes cursos ou oficinas. Limito-me a divulgá-los aqui no bloque, quando me parecem reunir as condições mínimas de credibilidade.

Escrita para cinema e TV na escola Act

A escola de actores Act da minha querida amiga (e madrinha) Patrícia Vasconcelos continua a apostar em outras áreas de formação artística em Portugal.

Em janeiro começará a decorrer o curso de Escrita para Argumentos de Cinema e Televisão ministrado pelos guionistas portugueses Nuno Madeira Rodrigues e Bruno Martins Soares.

O curso abordará, num total de 16 horas, temas que vão desde O Processo de Decisão de Consumo de Cinema e Televisão até às Implicações para a Produção, passando naturalmente por todo o processo de concepção e escrita de um guião audiovisual, como o conceito, ritmo, estrutura e escrita de cenas.

Segundo os organizadores, o objectivo do curso é ajudar a desenvolver a capacidade de corresponder e ultrapassar as expectativas de produtores,
realizadores e espectadores na construção de guiões apurados e trabalhados ao pormenor.

O curso começa em 17 de janeiro e é limitado a 16 alunos, por isso já não há muito tempo para se inscrever.

Mais informações no site da Act =>

Nota importante: não posso assumir qualquer responsabilidade pela qualidade ou condições de realização destes cursos ou oficinas. Limito-me a divulgá-los aqui no bloque, quando me parecem reunir as condições mínimas de credibilidade.

Workshop com Brian Ward em Portugal

O guionista britânico Brian Ward vai ser a estrela do Writers’ Winter Retreat que se realizará de 3 a 6 de Fevereiro no Guincho, em Portugal.

Autor dos guiões de filmes como A Intérprete, com Nicole Kidman, entre muitos outros, Brian Ward vai dar um workshop de 2 dias com o tema Contar a estória em imagens – A arte e técnica do guião.

O programa fica completo com a estadia na zona do Guincho onde, além de uma das paisagens mais bonitas da costa portuguesa, não faltam excelentes opções culinárias e de passeio.

Mais informações, programa completo e preços aqui =>

Nota importante: não posso assumir qualquer responsabilidade pela qualidade ou condições de realização destes cursos ou oficinas. Limito-me a divulgá-los aqui no bloque, quando me parecem reunir as condições mínimas de credibilidade.

Spielberg a preto e branco: um bom programa para o dia de ano novo

Se, como grande parte da população ocidental, o seu plano para o dia 1 de janeiro é fazer o menos possível, deixo-lhe uma sugestão: rever o filme Salteadores da Arca Perdida mas desta vez a preto e banco e sem diálogos, apenas com uma banda sonora electrónica.

E porque é que haveria de querer fazer uma coisa dessas?

Segundo Steven Soderbergh, que deixou a sugestão no seu site, o objectivo é apreciar a mestria com que Spielberg conta a estória por imagens, escolhendo sempre o ângulo, enquadramento e movimento certo para cada momento. É, assim, uma verdadeira aula de cinema em duas horas.

Como guionista este exercício tem um interesse adicional: serve também para ver a estrutura narrativa deste filme, perfeita para o tipo de cinema em que se insere.

William Goldman dizia que um guião é estrutura, e a prova está aqui: não é necessário ouvir um único diálogo para perceber tudo o que está a acontecer na estória.

É claro que sem os diálogos e sem a música original perdemos muito do sabor do filme; o seu sal e pimenta. Mas as proteínas e vitaminas estão lá todas.

Finalmente, para quem se interessa pela história do cinema, ver os Salteadores assim, mudo e a preto e branco, ajuda-nos a perceber melhor a influência dos seriados cinematográficos, filmes em capítulos populares no início do século XX, em que Spielberg, George Lucas e Lawrence Kasdan se inspiraram para criar um dos grandes heróis de aventuras do cinema americano.

Prepare o seu copo de água com Gurosan, ou um bloody Mary, sente-se (em calções ou com uma manta, conforme o hemisfério em que estiver) em frente ao computador, e aprecie a arte e a técnica de Steven Spielberg.

Marvel vs DC Epic Trailer

Muito bom este trailer feito por um fã dos comics da Marvel e da DC! É impressionante o que estes putos com computadores e programas de edição (e muito tempo livre) andam por aí a fazer.

Os melhores cartazes de cinema de 2014

O site IndieWire publicou uma selecção de alguns dos melhores cartazes de cinema que surgiram este ano. Como é natural não podia deixar de partilhar. Pena que alguns dos filmes (hermmm… Godzilla… hummm) sejam muito piores do que os seus cartazes.

O melhor cartaz, para os editores do IndieWire, foi o do filme Nymphomaniac. Mas a minha selecção, natural e atual, vai para o poster de The Interview.

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Ver os melhores cartazes de cinema de 2014 aqui =>

Mais guiões para baixar

Estamos na corrida para os Óscares e os guiões não param de chegar à web. Aqui ficam mais uns quantos para baixar legalmente, cortesia dos estúdios de Hollywood.

O meu destaque vai para o magnífico Calvary e muita curiosidade em relação a Birdman.

  • Birdman, escrito por Alejandro Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. & Armando Bo
  • The Grand Budapest Hotel, guião de Wes Anderson, estória de Wes Anderson & Hugo Guinness
  • Wild, guião de Nick Hornby, adaptado da autobiografia _Wild: From Lost to Found on the Pacific Crest Trail _por Cheryl Strayed
  • Belle, escrito por Misan Sagay
  • Calvary, escrito por John Michael McDonagh
  • Locke, escrito por Steven Knight
  • Kill the Messenger, guião de Peter Landesman, baseado nos livros Dark Alliance por Gary Webb e Kill the Messenger por Nick Schou
  • Dear White People, escrito por Justin Simien
  • The Imitation Game, guião de Graham Moore, baseado no livro Alan Turing: The Enigma por Andrew Hodges
  • A Most Violent Year, written by J.C. Chandor
  • Unbroken, guião de Joel Coen & Ethan Coen e Richard LaGravenese e William Nicholson, baseado no livro de Laura Hillenbrand
  • Into the Woods, guião de James Lapine, música e letras de Stephen Sondheim, baseado no musical de Stephen Sondheim e James Lapine

Aproveite e baixe os anteriores, se ainda não o fez.

  • Gone Girl, guião de Gillian Flynn baseado no romance de Gillian Flynn
  • Boyhood, escrito por Richard Linklater
  • The Theory of Everything, guião de Anthony McCarten
  • The Boxtrolls, escrito por Irena Brignull e Adam Pava
  • St. Vincent, escrito por Theodore Melfi
  • Get On Up, história de Steven Baigelman e Jez Butterworth & John-Henry Butterworth e guião de Jez Butterworth & John-Henry Butterworth
  • The Fault in Our Stars, escrito por Scott Neustadter & Michael H. Weber baseado no romance de John Green

Onze cartazes honestificados

Divertido. Onze cartazes de cinema honestificados com textos de um crítico conhecido, Mark Kermode, da BBC Five. No poster de Terminator Salvation, por exemplo, podemos ler: “Posso garantir que Christian Bale sabe que [o filme] é uma porcaria e que ele está uma porcaria. Consigo ver o ar de pânico absoluto de alguém que sabe que está a fazer uma coisa que não devia”.

 

 

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Conheça a Guioteca

No âmbito do Guiões – 1º Festival Internacional do Guião Cinematográfico de Língua Portuguesa, de que já falei aqui, nasceu a Guioteca.

Trata-se de uma base de dados de guiões de autores lusófonos, organizada por géneros e disponível online. O seu objectivo é dar a conhecer a produtores e outros interessados um grande número de guiões originais em língua portuguesa, ainda não produzidos.

Com esta iniciativa a organização pretende facilitar a ligação entre autores e entidades produtoras e, simultaneamente, contribuir para o incremento da qualidade da escrita e produção cinematográfica em língua portuguesa.

É importante perceber que os guiões em si não estão disponíveis no site; apenas os endereços dos seus autores que, após contacto por email, poderão disponibilizar as suas obras, caso lhes interesse.

Conhecidos os vencedores do festival Guiões

Foram recentemente anunciados os vencedores da 1ª edição do Guiões – 1º Festival Internacional do Guião Cinematográfico de Língua Portuguesa. São eles:

  • 1ª Classificada – Camila Agustini, “O Homem Descalço”
  • 2º Classificado – Leandro Franz, “Por Toda a Vida, Carolina”
  • 3º Classificado – Filipe Melo, “Os Vampiros”

É com muito prazer que vejo entre os vencedores do festival Guiões uma obra do meu amigo Filipe Melo, que já entrevistei aqui no site. Parabéns, Filipe – continua o teu bom trabalho.

Já falei antes acerca do Festival Guiões. Recordo que o objectivo expresso pela sua organização é “estabelecer-se como um essencial ponto de contacto entre os guionistas de Língua Portuguesa e os agentes, produtores, realizadores e investidores que poderão dar sequência ao material criado. Ao mesmo tempo, o GUIÕES pretende ser uma alavanca para incrementar os níveis qualitativos de criação e de produção cinematográfica em Língua Portuguesa.

Aos organizadores do Guiões os meus parabéns e votos de sucesso. Espero que a iniciativa se repita e venha a tornar um evento regular e impulsionador da indústria cinematográfica nos países lusófonos.