Baixe os guiões promovidos para os óscares

Chegou aquela altura do ano em que os estúdios americanos começam a promover os seus candidatos aos óscares. Isso costuma trazer uma vantagem para nós guionistas: poder baixar legalmente os guiões originais dos filmes promovidos.

Este ano parece que não vai ser diferente. Os primeiros sete guiões já aí estão disponíveis, incluindo filmes excelentes como “Boyhood” e “Gone Girl”.

O único inconveniente é serem em inglês, mas se domina a língua é uma oportunidade a não perder.

  • Gone Girl, guião de Gillian Flynn baseado no romance de Gillian Flynn
  • Boyhood, escrito por Richard Linklater
  • The Theory of Everything, guião de Anthony McCarten
  • The Boxtrolls, escrito por Irena Brignull e Adam Pava
  • St. Vincent, escrito por Theodore Melfi
  • Get On Up, história de Steven Baigelman e Jez Butterworth & John-Henry Butterworth e guião de Jez Butterworth & John-Henry Butterworth
  • The Fault in Our Stars, escrito por Scott Neustadter & Michael H. Weber baseado no romance de John Green

Como sempre, recomendo que não se atrase a baixá-los, pois não ficam eternamente à nossa disposição.

Oito dicas de escrita de guião

O jovem cineasta Darius Britt publicou um um pequeno vídeo em que recorda oito dicas que ajudarão qualquer aspirante a guionista a tornar-se um melhor praticante da sua arte no longo prazo.

A lista que se segue é de bom senso, o que quer dizer que nada nela é realmente novidade. Mas enfatiza também dois ou três aspectos menos referidos, como os pontos 2 e 7.

Além disso, vale sempre a pena recapitular estas verdades básicas, porque o certo é que nos esquecemos delas com muita frequência.

Aqui vão os resumos das 8 dicas. Para ouvir a sua explicação o melhor é ver o vídeo completo.

  1. Ler guiões.
  2. Frequentar cursos para actores.
  3. Roubar inspiração da vida real.
  4. Escrever todos os dias.
  5. Ler e ouvir entrevistas com autores profissionais.
  6. Ler e analisar filmes.
  7. Ler e analisar MAUS filmes.
  8. Ler artigos técnicos em revistas ou blogues.

Ler o artigo aqui =>

Masterclass de escrita de novelas com Tozé Martinho

Tozé Martinho, um dos mais experientes autores na escrita para televisão em Portugal, vai dar uma Masterclass de escrita de novelas para televisão a partir de 8 de setembro.

Retirado do programa:

Em mais uma iniciativa inovadora, o A Televisão, em parceria com a Nicolau Breyner Academia (NBA), ministrarão uma Masterclass de Guionismo para Ficção, que conta com a formação de Tozé Martinho, um dos mais experientes autores na escrita de ficção para televisão em Portugal e autor de inúmeros sucessos, de onde se destaca “Dei-te Quase Tudo”.

Nesta formação, os alunos terão a oportunidade de aprender todas as bases necessárias para a escrita de ficção e de, posteriormente, as colocar em prática com a supervisão de Tozé Martinho. A Masterclass é constituída por duas componentes: teórica e prática.

Datas: 08, 09, 10, 11, 15, 16, 17 e 18 de Setembro

Horário: Das 14h00 às 18h00 (Dia 18 – 14h00 – 16h00)

Duração do curso: 30 horas

Custo do curso: 300€

Saiba mais aqui =>

ReStart anuncia curso de escrita para cinema e televisão

A escola ReStart abriu as inscrições para um curso de escrita para cinema e televisão, a começar em outubro próximo, com duração de um ano. Vão ser 270 horas de aulas nas mãos de alguns dos melhores guionistas e autores portugueses da atualidade.

A iniciativa vai certamente despertar o interesse de muitos leitores deste blogue, que regularmente me consultam sobre o tema da formação em Portugal.

Conheço e sou amigo de quase todos os professores do curso (Possídónio Cachapa, Virgílio Almeida, Tiago Santos, Nuno Costa Santos e Susana Romana, além de Alexandre Borges e João Tovar) por isso a minha recomendação pode soar a interesseira. Mas acho que basta ler as credenciais de cada um para desfazer quaisquer dúvidas.

Para que fique claro: este curso de escrita para cinema e televisão vai ser muito bom, e só posso recomendá-lo vivamente.

Mais informações no site da Restart =>

Infografismo sobre a Viagem do Herói

O site Viver de Blogue publicou um infografismo muito interessante sobre um dos modelos de construção de narrativas mais conhecido e popular: a Viagem (ou Jornada, como lhe chamam nesse infografismo) do Herói. A particularidade é que utiliza a trilogia do Batman de Cristopher Nolan como exemplo para essa apresentação.

Já escrevi sobre a Viagem do Herói num dos artigos mais consultados do Curso. Este infografismo é um complemento muito útil, mesmo que haja pequenas discrepâncias entre um texto e outro. Como já referi muitas vezes, a escrita é uma arte e não uma ciência. Não tem leis fixas e imutáveis; tudo é muito mais subjectivo e sujeito a interpretações pessoais. A Viagem do Herói não foge a essa regra.

O site incentiva os leitores a partilhar o infografismo, por isso vou divulgá-lo aqui. De qualquer forma, recomendo a consulta e uma visita ao artigo original.

infografico jornada do heroi 600px [Infográfico] A Jornada do Herói: Transformando sua audiência em heróis através de histórias memoráveis
» Clique Aqui para baixar uma versão em Alta Resolução desse infográfico «

Roteiros premiados nos Kikitos do Festival de Gramado

Kikitos

Foram entregues neste sábado os prémios de cinema do 42º Festival de Gramado, os cobiçados Kikitos. Entre eles, naturalmente, destaco os prémios de roteiro nas três categorias:

  • Melhor Roteiro de Longa-Metragem Brasileiro para “Infância” de Domingos Oliveira.
  • Melhor Roteiro de Longa-Metragem Latino para “El Lugar del Hijo” de Manuel Nieto.

  • Melhor Roteiro de Curta-Metragem Latino para “O Coração do Príncipe” de Caio Yossimi.

O prémio de Melhor Longa-Metragem Brasileiro foi para “A Estrada 47”, de Vicente Ferraz. Já na categoria de Melhor Longa-metragem Latino o Kikito foi o filme uruguaio “El Lugar del Hijo”, de Manuel Nieto. O prémio de Melhor Curta-metragem Brasileiro foi para “Se Essa Lua Fosse Minha”, de Larissa Lewandowski.

Actualização: descobri agora que o filme vencedor do Prémio de Melhor Longa-Metragem, “A Estrada 47”, é uma co-produção do meu querido amigo Leonel Vieira, através da Stopline Filmes. Parabéns para ele e para toda a sua equipa.

Confira aqui os restantes Kikitos nas três categorias a concurso.

Alan Kingsberg, guionista de Law and Order, dá oficina no SENAC São Paulo

Alan Kingsberg é um guionista americano com créditos firmados em séries como Law and Order e Are You Afraid of the Dark. É também o criador da oficina de guião para TV na Universidade de Colombia.

No próximo dia 23 de Agosto vai orientar uma Master Class de Roteiro de Série, a partir das 14h00, no Senac Lapa (Rua Scipião, 67 – São Paulo – Brasil).

A Master Class terá o seguinte programa:

PARTE I – PONTOS FUNDAMENTAIS DE UMA SE?RIE

  • Conflito Central
  • Missão dos Personagens

  • Plots Paralelos

  • Premissa, Conflito e Resolução

PARTE II – ANÁLISE APROFUNDADA DE GRANDES EPISÓDIOS DE MAD MEN, BREAKING BAD E GIRLS

  • Lançar Histórias
  • Construindo conflito

  • Ressonância Emocional

  • O papel do Conflito Central em um bom Episódio

  • Saiba mais sobre a Master Class de Alan Kingsberg aqui ou no site do evento.

    Livro gratuito com exemplos de escrita de guião

    Já referi várias vezes como é importante ler guiões para ver como os profissionais resolvem os problemas práticos da escrita das mais diversas situações. A net está recheada de guiões para consulta, e eu próprio disponibilizo alguns aqui no site.

    O site Mentorless colocou agora à disposição dos seus leitores um ebook gratuito recheado de exemplos de escrita de guião. O livro reúne mais de 400 excertos de escrita de guião retirados de 25 guiões de filmes como About Schmidt ou Django Unchained.

    Para receber o livro gratuitamente basta fazer a inscrição na lista de email do site. Passará a receber a newsletter do site, que inclui ligações para artigos próprios ou de outras origens, geralmente interessantes.

    O principal problema do livro, do meu ponto de vista, é a sua organização interna, estruturada por filmes e não por temas. Isso tira-lhe alguma utilidade enquanto ferramenta de consulta para resolver problemas específicos de escrita de guião. Apesar disso (e de ser escrito em inglês) é uma leitura útil se tiver interesse no tema e não andar à procura de soluções rápidas. Não substitui a leitura integral dos guiões, mas reúne uma série de soluções e técnicas que serão seguramente úteis para qualquer guionista.

    Como Francis Ford Coppola adaptou “O Padrinho”

    Neste pequeno documentário o realizador Francis Ford Coppola explica detalhadamente o método que utilizou para preparar o guião do filme com que finalmente irrompeu na galáxia de Hollywood: O Padrinho (ou O Poderoso Chefão, no Brasil).

    Para o fazer adoptou uma técnica herdada do trabalho de preparação dos encenadores de teatro: um gigantesco livro de notas onde registou todas as suas ideias sobre o livro e o filme. O ideal é ver o documentário e ouvir da voz de Francis Ford Coppola a descrição passo a passo do método.

    Mas como nem todos os leitores dominam o inglês, deixo aqui o resumo essencial do seu método.

    Anotar as primeiras impressões no próprio livro à media que o ia lendo. Segundo Coppola este passo é crucial, pois as primeiras impressões vêm do instinto e são muito importantes nos passos seguintes.

    Criar o livro de notas. O passo seguinte foi desmontar o livro e colá-lo, página a página, em molduras de papel que lhe deram uma área mais extensa para escrever notas adicionais.

    livro de notas coppola

    Ler e reler o livro tomando notas adicionais. Francis Ford Coppola adicionou sucessivas gerações de anotações nas margens das molduras de papel. Isso dava-lhe uma pista visual quanto à importância das cenas; quanto mais notas, riscos e sublinhados uma página tinha mais a cena se ia tornando essencial para o guião.

    página do livro de notas

    Dividir o livro em cenas. A certa altura Coppola começou a introduzir separadores que dividiam o livro em cenas. Conforme refere, essas cenas nem sempre correspondiam às divisões do livro, mas eram as que lhe pareciam naturais para o filme. Com isso o guião começava a tomar forma.

    Finalmente, fez uma análise muito racional de cada cena segundo cinco critérios. Francis Ford Coppola refere que costumava ir sentar-se num pequeno café com a sua máquina de escrever Olivetti, para criar secções de análise do livro. Os temas que usava eram cinco:

    • Uma sinopse da cena;
    • Uma análise dos sinais e características do período em que a estória se passava (anos 40);
    • Notas sobre as imagens, os visuais e o tom de cada cena;
    • Uma descrição curta do núcleo dramático da cena;
    • E, por fim, uma pequena lista de alertas sobre as coisas que poderiam arruinar aquela cena nas filmagens.

    Francis Ford Coppola diz que com aquele livro de notas nem precisaria de ter escrito o guião, pois tinha lá tudo o que necessitava. Obviamente que isso é um exagero – para o seu trabalho talvez fosse suficiente, é verdade, mas com toda a certeza não o poderia emprestar a cada actor e técnico do filme para preparaem as suas participações. E nós não teríamos cenas tão inesquecíveis como esta para estudar.

    É curioso como, sem conhecer este documentário, descrevo um método mais ou menos semelhante (embora com um livro de notas virtual, num software próprio) numa dos artigos mais antigos deste blogue, de 2006. O filme a que me refiro nesse artigo nunca chegou a ver a luz do dia, mas já tinha usado técnicas semelhantes na adaptação de A Selva e voltei a usá-las em outros projectos posteriores.

    Uma última nota: é impressionante o trabalho, tempo, dedicação e carinho que Coppola investiu na criação do seu livro de notas. O que só confirma que, como em tudo na vida, escrever um guião é 10% de inspiração e 90% de transpiração.

    Fiquem pois com este pequeno mas muito útil documentário e, em jeito de brinde, o trailer e um link para o guião.

    Guião de O Padrinho =>

    Como George R. R. Martin escreve tanto

    O escritor George R.R. Martin é autor da série de livros de ficção fantástica A Song of Ice and Fire, cujo primeiro volume, A Guerra dos Tronos, deu origem a uma das mais populares séries de televisão dos últimos anos. Uma das coisas que caracteriza as suas obras, além da originalidade e realismo do universo fantástico que conseguiu criar, é o seu volume. Cada livro da série, e já são muitos, ultrapassa facilmente as mil páginas.

    George R. R. Martin confessou recentemente num programa de televisão qual o segredo da sua produtividade. É muito simples: tem dois computadores.

    Um é moderno e usa-o para aceder à net, ver os emails, etc. O outro é uma máquina DOS, desligada da net, e que corre apenas o WordStar 4.0, um processador de texto que já foi líder de mercado… no início dos anos 80.

    Não é preciso ir tão longe como George R. R. Martin, mas é recomendável criar algum tipo de isolamento no momento da escrita. Há softwares como o Freedom, para Mac, Windows e Android cujo objectivo é esse mesmo: bloquear o acesso à internet durante um período que o utilizador define.

    A popularidade dos programas de escrita minimalistas, sem distracções, como o OmmWriter ou o IA Writer, ou ainda o Slugline e o Highland no caso da escrita de guiões, também tem origem na mesma necessidade: focar a atenção dos escritores apenas nas palavras e nas ideias, reduzindo ou eliminando as possibilidades de formatação e opções complexas.

    i prefer writing

    No fundo, o segredo de George R. R. Martin pode resumir-se na minha verdadeira e exclusiva fórmula para o sucesso na escrita:

    E = MC2

    Ou seja: Escrita = Massa Cerebral x Calças na Cadeira

    Eu não disse que era uma fórmula bonita e elegante. Apenas que é verdadeira.

    Curso de roteiro em Porto Alegre

    O leitor Richardson Luz pede a divulgação de um curso de roteiro cinematográfico. O programa parece ser interessante e merece a atenção de quem vive em Porto Alegre (no Rio Grande do Sul, Brasil; não confundir com Portalegre, no Alto Alentejo, Portugal)me se interessa por estas coisas.

    Informações sobre o conteúdo do curso de roteiro

    1º dia

    • Meu nome é Roteiro Cinematográfico – O primeiro contato com um roteiro
    • Que documento é esse? – A utilidade do roteiro cinematográfico –
    • Cabeça, corpo e membros – As partes de um roteiro cinema (cabeçalho, ação, personagem, diálogos, rubricas e transições – regras essenciais)

    2º dia

    • Nascendo, crescendo, envelhecendo e morrendo – Criação e desenvolvimento de uma ideia.
    • Dando forma e sentido à estória – Story line, Sinopse, argumento e escaleta
    • 1, 2, 3 e já! – Dividindo o roteiro em três atos

    3º dia

    • Da teoria à prática – Ideia, storyline, sinopse, argumento e escaleta feitos pelo grupo.
    • Celtx – a nossa máquina de escrever
    • Produção da ideia original do grupo com equipamento de alta resolução.

    Local: Av. Cristóvão Colombo, 545, prédio 2, 5º andar.
    Dias 16, 17 e 18 de junho
    Hora: das 19h30 às 22h30

    Para mais informações clique aqui

    Os 12 princípios da animação

    Durante os anos 30 os estúdios Disney estavam na vanguarda do cinema de animação mundial. Os seus animadores, incluindo Frank Thomas e Ollie Johnston, definiram o rumo dos desenhos animados até hoje. Todos os que vieram depois, incluindo a inovadora Pixar, limitaram-se a fazer evoluir para novos patamares as bases do que ali foi desenvolvido.

    Uma das suas contribuições foram os chamados 12 princípios da animação, um conjunto de recomendações destinadas a dar a ilusão de vida aos personagens dos filmes Disney, fossem eles pessoas, animais ou objectos inanimados. Quando olhamos encantados para o desfile de vassouras d’O Aprendiz de Feiticeiro, são esses princípios que estão em acção.

    O animador Cento Lodigiani decidiu prestar uma homenagem a esses pioneiros com um pequeno vídeo em que, através da animação de um cubo, ilustra os 12 princípios da animação.

    Referi acima a Pixar. Já aqui falei várias vezes desse gigante da animação contemporânea, nomeadamente para apresentar as suas dicas de criação de estórias.. Encontrei recentemente, através do site do guionista John August mais um recurso sensacional: um pequeno vídeo em que Michael Arndt, autor de filmes como Toy Story 3, explica como escrever um primeiro acto ao jeito da Pixar. Fica aqui esse vídeo.

    Mas todos estes princípios e preceitos para escrever e animar estórias de animação, servem exactamente para quê? Ora – para criar as obras primas que um grupo de animadores de todo o mundo seleccionaram há pouco tempo: os 100 melhores filmes de animação de sempre. Há aqui obras para todos os gostos e feitios. Mas sabe qual foi o filme que ficou em 1º lugar? Então, descubra a seguir.

    Cursos de escrita e de humor no b_arco de São Paulo

    cursos de escrita

    A escola criativa b_arco, de São Paulo, anunciou alguns cursos de escrita que me parecem muito interessantes para guionistas de vários níveis de experiência.

    O primeiro, que decorrerá entre 17 de Maio e 5 de Julho, aos sábados, chama-se Teledramaturgia – Criação em Séries e destina-se a instruir os alunos conceber e desenvolver projetos de séries televisivas. Um dos professores é o roteirista Newton Cannito, autor de seriados como 9mm e Cidade dos Homens e filmes como Broder. Como já tive o gosto de conhecer posso asseverar que o curso será muito interessante e útil.

    Foram também anunciadas três oficinas, a partir de 10 de Maio, dedicadas à escrita de humor. O primeiro explica as Ferramentas do Humor – Como ser engraçado mesmo que você não seja, o segundo aborda Escrevendo Comédia e o último é um Sitcom Lab. Os três cursos são ministrados pelo guionista americano John Vorhaus, guionista de seriados como Anos Incríveis, Um Amor de Família e The Flash, e autor do livro The Comic Toolbox: How to be Funny Even if You´re Not.

    Pode procurar mais informações sobre estes cursos de escrita aqui, Teledramaturgia, e aqui, Escrita de Humor.

    Scrivener em promoção (apenas hoje) mais uns dias

    O software Scrivener, que eu não me canso de recomendar, está em promoção no site MacUpdate. A promoção, de metade do preço normal, dura apenas durante o dia de hoje mais uns dias. Se está interessado em comprar o Scrivener, o mais completo software de escrita em geral que eu conheço, por apenas $22,50 USD, corra já para lá.

    Atualização: A promoção do Scrivener foi prolongada por mais uns dias. Aproveite!

    Como vender projetos de televisão no Brasil

    Recebi hoje informação sobre um curso da b_arco, uma escola artística de São Paulo, que aborda o tema da produção independente e venda de projetos de televisão no Brasil. Dado que publiquei recentemente um artigo sobre um edital público da RTP em Portugal, pareceu-me interessante divulgar também esta iniciativa brasileira. Aqui fica a informação.

    Introdução ao Mercado de TV

    O curso abordará as formas de financiamento e regulação do setor audiovisual, apresentando uma visão geral do mercado de TV para o produtor independente. Apresentará também um panorama dos principais editais, fundos e leis de incentivo, além de mostrar os players deste mercado.

    A partir das aulas o produtor pode se aprofundar nas formas de financiamento que forem mais adequadas ao perfil da produtora e do seu projeto. Saiba mais.

    Mariana Brasil atua há 20 anos no mercado de produção independente, sendo 9 na área de coordenação de produção de projetos audiovisuais em produtoras e emissoras de TV. Foi gerente de produção da TV Cultura na diretoria de documentários e produção independente. É a responsável pela condução de todas as aulas do curso junto com os convidados para aprofundamento de conteúdo em áreas específicas.

    Datas

    Dias 6, 7 e 8 de maio
    Terça, quarta e quinta, das 19h30 às 22h30

    b_arco

    Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426 – Pinheiros
    Sao Paulo, SP 05415-202
    Brazil

    Mês das Perguntas: Como apresentar séries de televisão?

    O que é uma bíblia de televisão? Já ouvi falar nisso mas ainda não entendi bem para o que serve. – Sílvia

    Sílvia, a resposta à sua questão é particularmente útil neste momento, dado que a RTP abriu recentemente uma consulta para propostas de projetos de séries de televisão.

    Para participar nessa consulta deveremos indicar, para cada projeto, os seguintes elementos:

    • Título – nome do programa
    • Local – Local onde se vai rea­li­zar o evento
    • Tipo de pro­du­ção – evento local, evento Pro­du­zido de raiz
    • Género – Repor­ta­gem, Fic­ção, Entre­te­ni­mento, Educativo
    • Obje­ti­vos espe­cí­fi­cos – Entre­ter, Emo­ci­o­nar, Edu­car, informar
    • Tipo de Emis­são – Direto / Gra­vado
    • Dura­ção –
    • Nº Pro­gra­mas –
    • Pla­ta­for­mas –

    No caso dos pro­je­tos de ficção é requerido ainda que as propostas incluam uma segunda secção com:

    • Sinopse
    • Des­cri­ção dos personagens
    • Guião(ões)
    • Pro­posta de elenco

    O que é uma bíblia

    Uma “bíblia” de um programa de televisão é, muito simplesmente, um documento ou conjunto de documentos que apresenta os elementos acima referidos, e normalmente até mais alguns.

    Uma Bíblia é, pois, uma espécie de guia para conhecer e entender a série, que explica com detalhe adicional o que nem sempre fica claro num episódio-piloto ou tratamento.

    Normalmente a bíblia nunca mais é mexida depois de ter cumprido a sua missão de ajudar a vender a série. Mesmo assim pode ser importante para ajudar a recordar quais as intenções iniciais dos autores quando se lançaram ao projecto.

    Em alguns casos a bíblia vai crescendo conforme a série é escrita, ganhando nova informação e actualizando-se sempre. Serve então como referência permanente para os autores da série esclarecerem dúvidas sobre a mesma.

    Vamos agora ver com um pouco mais de detalhe o que é necessário indicar em cada um dos pontos que a consulta da RTP exige. Estes pontos já foram esclarecidos numa reunião que muitos produtores portugueses mantiveram com a direcção da RTP, precisamente para esclarecer as dúvidas que o anúncio inicial deixou no ar.

    Depois destes elementos obrigatórios irei analisar mais alguns que são úteis ou interessantes para acrescentar, e que enriquecem qualquer bíblia.

    Elementos obrigatórios

    Os seguintes elementos têm de fazer parte da proposta a apresentar para o

    Título – nome do programa

    Este elemento é auto-explicativo. Todos as séries têm de ter um nome. Quanto mais eficaz esse nome for a passar o conceito da série, melhor.

    Local – Local onde se vai realizar o evento

    Penso que isto não se aplica a projectos de ficção.

    Tipo de produção – evento local, evento produzido de raiz

    O mesmo neste caso – não é aplicável à ficção.

    Género – Reportagem, Ficção, Entre­te­ni­mento, Educativo

    Como nos estamos a focar em projectos de Ficção, é isto mesmo que devemos indicar.

    Objectivos espe­cí­fi­cos – Entre­ter, Emo­ci­o­nar, Educar, Informar

    Esta baralha-me tanto como a qualquer outro cidadão. Espero que seja de resposta múltipla, porque uma boa série de ficção deve, no mínimo, Entreter e Emocionar.

    Tipo de Emis­são – Direto / Gra­vado

    Fácil. Uma série de televisão será sempre Gravada.

    Dura­ção

    As séries de televisão normalmente destinam-se a encaixar em espaços de meia hora ou de uma hora. Contando com os inúmeros intervalos para publicidade, os episódios terão na prática algo como 25 ou 50 minutos. Deve indicar o mais adequado à sua série.

    Nº Pro­gra­mas

    Aqui também depende do projecto que está a apresentar. Uma mini-série pode ter entre 2 e 6 episódios. Uma série, normalmente, começará com um mínimo de 13. A escolha é sua, conforme o que é mais adequado ao seu projecto.

    Pla­ta­for­mas

    Em princípio será apenas televisão. Em alguns casos será televisão e cinema. Imagino que possa haver projectos que combinem de alguma forma outras plataformas, como a net, ou conteúdos móveis, ou, quem sabe, fotonovelas. Você é o criador, escreva o que lhe convém.

    Sinopse

    Trata-sede um resumo geral da série, um olhar global sobre o início, meio e fim da estória, indicando os grandes momentos e movimentos que a vão marcar. Devemos deixar bem claros quais os personagens centrais e os conflitos em que estarão envolvidos.

    Para esta sinopse eu não gastaria mais de uma página; há quem recomende ainda menos. Destina-se aos leitores mais preguiçosos – perdão, importantes – que não têm tempo para entrar nos detalhes mas querem entender rapidamente do que trata a série.

    Deve ser escrita de forma linear, na 3ª pessoa do presente (Rui faz, Bela corre, Valdir atira…), com construções simples, economia de palavras e ideias claras. Mais adiante, nos guiões ou tratamentos dos episódios, teremos oportunidade de desenvolver melhor estas ideias gerais.

    Antes da sinopse podemos incluir uma logline, uma espécie de resumo do conceito da série em apenas um parágrafo curto. Por exemplo, o logline de Os Sopranos poderia ser algo como: ”Um poderoso chefe da Máfia de New Jersey tenta esconder da família e dos subordinados as suas consultas psiquiátricas, enquanto vai lidando com os problemas normais da sua profissão e da sua condição de pai de família”.

    Descrição dos personagens

    Nesta secção apresentamos os personagens da série, começando pelos mais importantes, e seguindo para os restantes. Devemos defini-los segundo os seus traços físicos (nome, sexo, idade, aparência, etc…), sociais (classe social, profissão, estado civil, etc…) e psicológicos (atitudes, comportamentos, medos, sonhos, etc…).

    Também aqui não é preciso esticarmo-nos demasiado nas descrições. Para os protagonistas, tudo o que seja mais de dois ou três parágrafos já é excessivo. Para os restantes personagens um parágrafo deve chegar.

    Obviamente, não é preciso descrever o motorista de táxi que entra apenas num episódio e diz duas linhas. Mas se este motorista de táxi aparecer recorrentemente, e tiver importância no desenrolar da estória, deve merecer a nossa atenção.

    Guião(ões)

    Esta secção teve de ser esclarecida junto da RTP. Obviamente é impossível escrever os 13 episódios de uma série no prazo que foi dado para esta consulta pública.

    O que resultou dos pedidos de esclarecimento foi que para efeitos desta consulta deverão ser apresentados os elementos normais de avaliação. Quantos mais completos formos, melhor.

    O normal é incluir um episódio-piloto e as sinopses de mais alguns episódios.

    Em alguns casos bastará apenas o tratamento mais desenvolvido dos episódios. Isso dependerá do tamanho da série e da confiança que o avaliador tenha na capacidade de quem apresenta o projecto.

    Uma produtora com muito trabalho no cinto, ou um guionista de mérito reconhecido, provavelmente poderão safar-se apenas com tratamentos. Uma produtora nova ou um guionista desconhecido terão naturalmente de mostrar mais trabalho finalizado para conquistar a confiança da emissora.

    Actualização: Uma informação mais recente confirma que será sempre necessário apresentar pelo menos um guião, além de sinopses detalhadas dos restantes. Recomendo um contacto directo com o departamento de conteúdos da RTP para esclarecimentos mais específicos.

    Pro­posta de elenco

    Este item está claramente voltado para as produtoras. Se estiver a apresentar o projecto em nome individual, indique apenas quem imagina que poderia fazer bem os principais papéis da série.

    Elementos adicionais

    Estes elementos não são exigidos pelo regulamento da consulta da RTP, mas podem ajudar a tornar a sua bíblia mais completa e interessante.

    Sinopses de episódios adicionais

    Se apresentamos a bíblia apenas com um episódio-piloto, é muito útil acrescentar pequenas sinopses de meia página descrevendo sucintamente outros episódios. Quantos mais conseguirmos incluir, melhor (desde, obviamente, que a quantidade não prejudique a qualidade).

    Cenários

    A maior parte das séries tem alguns cenários que aparecem com regularidade. Pense-se na casa do Tony Soprano, no laboratório do CSI, ou no escritório dos advogados do Liberdade XXI.

    O número de cenários recorrentes depende do tipo de série. No caso das telenovelas, quase todos os cenários são fixos. Numa mini-série o número de cenários fixos pode ser menor, com outros cenários variáveis e cenas exteriores a aparecerem com mais frequência.

    Em ambos os casos, é normal dedicar uma secção à descrição dos principais cenários recorrentes da série. Aplicam-se aí as mesma considerações já referidas: devemos ser claros, sintéticos e não gastar mais de dois ou três parágrafos (ou menos) para cada cenário.

    Pesquisa

    Podemos também incluir uma secção com informação interessante que recolhemos na pesquisa que fizemos para o desenvolvimento da série.

    Pode servir, por exemplo, para incluir informações interessantes sobre o universo da nossa estória (os bombeiros, a máfia galega, os dançarinos de salão profissionais…) ou o período em que ela se passa (anos 80, idade média, o futuro pós-apocalíptico…).

    O objectivo não é tornar o leitor num catedrático sobre o tema, mas apenas demonstrar como este é interessante e rico, confirmando o seu potencial para despertar a atenção dos espectadores.

    Cronologia geral

    Em determinados tipos de estórias de enredo mais complexo pode ser útil incluir uma linha de tempo onde indicamos claramente as datas e a sequência dos eventos narrados na estória.

    Nuvem de personagens

    Se a série tem muitos personagens, pode ser também interessante incluir algum tipo de diagrama que mostre as relações familiares, profissionais, de amizade, romance ou antagonismo que eles mantém entre si.

    Currículos e contactos

    Finalmente, o projecto deve incluir os currículos empresariais e/ou individuais dos proponentes do projecto e, evidentemente, os contactos adequados para que a emissora possa obter informações adicionais (ou passar o cheque).

    Outros elementos

    A sua imaginação é o limite para o que se pode acrescentar a uma bíblia, além dos elementos obrigatórios ou recomendáveis que referi anteriormente.

    Por exemplo, já incluí em algumas bíblias :

    • entrevistas simuladas com os principais personagens;
    • secções do tipo Perguntas Frequentes;
    • ilustrações e fotografias relevantes;
    • e até CD’s com as músicas que inspiraram a estória.

    No entanto, não caia na tentação de acrescentar isto tudo, e ainda mais outras excentricidades, em todos os projectos. O nosso objectivo é fazer a estória ganhar vida aos olhos de quem a vai avaliar. Não é sufocá-la por excesso de informação.

    Qual é a sua pergunta?

    Deixe aqui a sua pergunta para o Mês das Perguntas. Se for interessante, útil para outros leitores e nunca tiver sido respondida neste site, tentarei fazê-lo agora.







    RTP abre consulta para propostas de projetos de televisão

    A RTP, canal público da televisão portuguesa, vai abrir concurso para propostas de projetos de televisão nas áreas de ficção, documentários, entretenimento e outros, conforme anunciado no seu site.

    O objectivo é renovar as grelhas do canal para os próximos anos e, em simultâneo, promover a produção independente de conteúdos, conforme o estipulado pelo seu Contrato de Concessão de Serviço Público de Televisão.

    Os produtores independentes terão assim oportunidade de apresentar propostas para conteúdos tão diversificados quanto séries diárias de ficção, ficções históricas, longas-metragens, telefilmes e miniséries, projetos de humor, documentários, magazines, talk shows, concursos, concursos de talentos, etc.

    O prazo de entrega das propostas decorrerá entre 21 do corrente mês de Abril e 23 de Maio, e os detalhes estão disponíveis aqui.

    O que apresentar

    Cada projeto apresentado deve incluir uma ficha de características gerais na primeira página, que deverá indicar:

    Características Gerais

    • Título – nome do programa
    • Local – Local onde se vai realizar o evento
    • Tipo de produção – evento local, evento Produzido de raiz
    • Género – Reportagem, Ficção, Entretenimento, Educativo
    • Objetivos específicos – Entreter, Emocionar, Educar, informar
    • Tipo de Emissão – Direto / Gravado
    • Duração –
    • Nº Programas –
    • Plataformas –

    No caso dos projetos de ficção, os que mais directamente interessam aos leitores deste blogue, as propostas deverão incluir ainda:

    • sinopse
    • descrição dos personagens
    • guião(ões)
    • proposta de elenco

    Não fica claro se será preciso apresentar todos os guiões de, por exemplo, uma série de 13 ou 52 episódios. Não me parece razoável nem é o normal, mas tentarei esclarecer esse ponto posteriormente.

    Também não está claro a quem é dirigida a consulta; se apenas a produtores ou se os autores independentes podem participar.

    Mas dado que no texto do comunicado se fazem várias referências aos autores (por exemplo, Cabe à RTP a responsabilidade de receber e analisar as propostas criativas dos autores e produtores a operar em território nacional;) penso que a segunda opção será a mais correta. Tentarei também esclarecer este aspecto.

    Uma nota final: com a adoção deste novo sistema de consultas públicas semestrais, a RTP faz tábua rasa de todos os projetos apresentados anteriormente. Se já tinha propostas em apreciação na empresa deverá voltar a apresentá-las no âmbito desta consulta para voltarem a ser consideradas.

    Não se atrase. Dia 21 está quase a chegar e um mês é um prazo apertado para a montagem de um projeto com pés e cabeça. Boa sorte e boas escritas!

    WriterDuet acrescenta modo de planificação

    O software de escrita online WriterDuet, de que já falei aqui, acrescentou uma nova funcionalidade: um modo de planificação de estórias baseado na metáfora do quadro de cortiça.

    Numa breve experiência deu para perceber que o módulo funciona muito bem, ampliando dessa forma a utilidade do programa que, recordo, é gratuito e funciona na “nuvem”, através de qualquer browser.

    As  principais funcionalidades do modo de planificação do WriterDuet são as seguintes:

    • Colaboração online em tempo real com outros autores
    • Modo de cartões e modo de escaleta
    • Opções de organização
    • Sequências e actos
    • Emoticons e cores de cenas
    • Personagens, com ícones e cores
    • Opção de organização livre ou em grelha
    • Opção de ver o texto da cena nos cartões
    • Exportação para PDF e impressão
    • Modo ecrã inteiro e estética de quadro de cortiça

    Com esta nova opção de trabalho o WriterDuet afirma-se ainda mais como uma excelente opção para a escrita de guiões, especialmente para quem precise de funções avançadas de colaboração.

    Via NoFilmSchool

    Craig Bolotin promove workshop em São Paulo

    Recebi um comunicado de um workshop em São Paulo que me pareceu muito interessante. Passo pois a divulga-lo.

    Comunicado

    Craig Bolotin, roteirista de nomes como Copolla e Ridley Scott, vem ao Brasil para apresentar, pela primeira vez, seu curso de roteiro e cinema.

    Pela primeira vez no Brasil, Craig Bolotin, célebre roteirista e professor de Hollywood, traz seu workshop “Como Escrever para o Mercado Internacional”, curso dado nas maiores universidades americanas e no Sundance Lab, centro de educação audiovisual do festival de Sundance.

    Tendo trabalhado com diretores e atores como Francis Ford Coppola, Ridley Scott, Forest Whitaker, Michael Douglas, Andy Garcia, Rosario Dawson, Juliette Lewis, John Cryer, entre outros, Craig tem se destacado por ser o primeiro dos grandes professores de roteiro que atuam na indústria como roteirista e também diretor.

    Esta visão do business do fazer fílmico, juntamente com seu aprendizado, tendo estudado cinema na Europa antes de ingressar no mercado norte americano, torna seu workshop uma oportunidade singular. “Como escrever para o Mercado Internacional” é um resultado de mais de 30 anos trabalhando e estudando o storytelling no cinema internacional.

    O workshop faz parte da parceria internacional da Operahaus com a Modern School of Film, escola de cinema com sede em Nova York e Los Angeles, que já trouxe para debates artistas como Fernando Meirelles, William Dafoe, Glen Close, Fabio Moon, Lais Bodanzky, Alanis Morrisete, Rodrigo Santoro, Vincent Cassel, entre outros.
    Atualmente Craig está trabalhando na adaptação do romance “The Longest Ride”, de Nicholas Sparks para os estúdios da Fox.

    O curso será oferecido em inglês com tradução consecutiva para o português.

    Serviço:

    O quê: Workshop “Como escrever para o Mercado Internacional”, com Craig Bolotin

    Quando: 28, 29 e 30 de Março

    Horários: Sexta, das 19h00 às 22h00; Sábado e Domingo das 10h30 às 17h30

    Carga horária: 15 horas

    Local: Operahaus – Instituto de Cinema

    Endereço: Rua Henrique Schaumann, 636 – Pinheiros – São Paulo

    Mais informações: www.operahaus.com.br/workshops

    Sobre a Operahaus:

    A Operahaus é uma produtora e instituto de arte que busca imprimir sua marca no cinema, na publicidade, no teatro e teatro musical, na música e nas artes plásticas, agregando artistas e intelectuais a seu manifesto e propondo uma posição esclarecida, consciente e ousada na forma de fazer e na linguagem de fazer arte no Brasil.

    Esta visão refinada dos processos cinematográficos é respeitada e permeia toda a produção audiovisual da Operahaus, desde os clipes musicais e vídeos institucionais até as produções de longas metragem e séries de televisão.

    A Opera é a realização de um sonho que começou em 2006 com a ideia de um espaço que pensasse o cinema de maneira crítica sem perder a objetividade. A iniciativa partiu depois de muitas conversas entre sociólogos e antropólogos da Universidade de São Paulo em conjunto com engenheiros, cineastas, dramaturgos e músicos que hoje compõe nossa equipe. Nestes vários anos, depois de muitas produções e projetos, viagens e sucessos no currículo, o grupo se mudou para “a casa da esquina”, a hubart de produção no cruzamento da Henrique Shaumman com a Teodoro Sampaio. Unindo prática e teoria de maneira inédita em São Paulo, hoje a casa possui cursos que visam formar profissionais completos e criativos, aptos a ingressar no mercado de trabalho e desenvolver seus próprios empreendimentos no mundo da arte.

    O Instituto Operahaus oferece cursos regulares e de especialização em diversas áreas e conta com uma equipe de professores renomados e premiados em suas atividades, além de adotar uma metodologia de ensino própria e inovadora baseada na Tríade Operahaus:

    • Sensibilidade – o quem – uma gradiente de percepção e interpretação do meio e emancipação do meio, consciente ou não, condicionando a ação do artista.
    • Técnica – o como – obras realizadas a partir de uma gradiente de técnicas e habilidades reconhecidas no campo artístico.
    • Ação – o que – fazer é essencial para a concretização do artista. Ele só o é depois deste fazer.

    Contato para pautas:

    Vira Comunicação – 11 4063.0100 (contato@viracomunicacao.com.br)

    Guilherme Pichonelli – 11 98076.1234 (guilherme@viracomunicacao.com.br)