Benfica

Há aqui em Luanda um bairro chamado Benfica. Mas não é desse bairro em expansão que eu quero falar. É do “glorioso”, o meu SLB, que tenho conseguido acompanhar mesmo de tão longe. Os jogos passam na televisão, nos canais públicos de Angola, ou em canais de satélite, e a comunidade de benfiquistas local é […]

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Lixo

Luanda tem um grave problema de lixo. Em grande parte das ruas cruzamo-nos com montanhas de detritos variados, restos orgânicos, latas e caixotes, garrafas, plásticos, porcaria indiscriminada. Os contentores que se encontram aqui e ali vão ficando cercados e cobertos de porcaria, e os serviíos municipais parecem não ter capacidade para eliminar o lixo antes […]

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Candongueiros

Os táxis de Luanda são conhecidos por “candongueiros”. São carrinhas do tipo Toyota Hiace, pintadas de azul e branco e geralmente em muito mau estado. As amolgadelas e riscos na lata são cicatrizes de combate que atestam o estilo de conduíão “radical” dos seus motoristas. Vejo-as passar a grande velocidade, cheias de clientes, parando onde […]

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Trânsito

Luanda tem um trânsito alucinado. As pessoas conduzem sem grande respeito pelas regras e conveníões, ultrapassando pela esquerda e pela direita, tapando cruzamentos, competindo pelas vagas e aberturas, lutando pelo direito de passagem sem levar muito em conta a noíão de prioridades. Felizmente o trânsito é tão intenso que toda a gente é obrigada a […]

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Casa

Ainda não estamos a viver na casa onde vamos ficar durante o resto da estadia. Neste momento partilhamos uma pequena moradia no bairro de Alvalade com outros dois colegas da empresa, o F. e o E. O pequeno apartamento que nos tinham destinado inicialmente não estava em condiíões aceitáveis, e situava-se num prédio muito degradado. […]

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Kotas

Jantei com o J. e alguns outros kotas. Espero que a palavra, de origem angolana, não tenha para eles qualquer significado pejorativo; para mim expressa apenas respeito pela sua maior experiência.

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Casa nova

A agência mudou-se recentemente para novas instalações, construí­das de raiz perto da praía da Independência, com vista para a bancada onde as personalidades do regime assistem aos desfiles e comí­cios importantes.

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Surprise!

Quando esta noite cheguei a casa dos meus pais para jantar, depois de finalmente ter conseguido levantar o visto para Angola, a última coisa que esperava era encontrar toda a famí­lia à minha espera. Tinham preparado para mim e para a Lu uma festa-surpresa que, ainda por cima, foi mesmo surpresa.

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Ora pópilas!

Com a ida para Angola às portas reli o último romance de José Eduardo Agualusa. O Vendedor de Passados combina uma escrita assumidamente borgesiana com um toquezinho de Paul Auster e uma enorme fluidez e simplicidade. É um livro para ler depressa e reler devagar.

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