
Resolvi disponibilizar para download um dos meus guiões favoritos da série Inspector Max.
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Um amigo enviou-me este documento, com uma reflexão sobre o futuro de Angola, inspirada em dois casos passados de sentido oposto: a Nigéria e a Malásia. Quem se interesse por Angola deve ler e meditar.
Enviam-me um link para uma galeria de imagens de Angola, umas mais antigas, outras mais recentes. A qualidade das fotografias é variável, mas o conjunto justifica uma visita, que irá agradar particularmente aos mais nostálgicos. O mesmo público a quem se dedicam os livros do jornalista Paulo Salvador, o mais recente dos quais será lançado por estes dias na Fnac.
Vai sair nos próximos dias um conjunto de 4 CD’s com 100 músicas angolanas dos anos 60 e 70; aquilo que José Eduardo Agualusa descreve como “a banda sonora dos últimos anos da época colonial em Angola”. A minha amiga Aida Saiago esteve envolvida no projecto, o que só por si é garantia de genuinidade e qualidade. Vou tentar estar na FNAC do Colombo, no dia 15 de Novembro, para assistir ao lançamento.
Vou pegar esta semana num guião de cinema de animação que escrevi em Angola para a StopLine Filmes. Chama-se “Moli” e é uma história original minha, baseada numa personagem criada inicialmente para televisão pelo Humberto Santana, da Animanostra (que também está envolvido neste projecto). A primeira versão do guião, que terminei em Novembro do ano passado, foi muito bem recebida. No entanto, como é natural, há muita coisa a ser afinada ou melhorada. É esse processo de reescrita que vou iniciar agora, a partir de notas de leitura de várias pessoas, de discussões com os produtores e da reflexão que eu próprio fiz sobre o que escrevi.

O “Filme da Treta” estreou no último fim de semana. Segundo fonte da distribuidora LNK, citada pelo Público de hoje, foi a melhor estreia de sempre de um filme português, com mais de 50.000 espectadores nos primeiros dias.
Tenho de agradecer ao agente Óscar, da polícia de trânsito de Luanda, por ter tornado um pouco menos difícil a minha partida de Angola. No mesmo dia em que os meus colegas me organizaram um jantar de despedida e me encheram de mimos e carinhos, de frases simpáticas, de gestos de camaradagem, de provas de amizade, fazendo todo o possível para eu sentir saudades antes mesmo de partir, o agente Óscar resolveu a questão de uma forma simples e eficiente: assaltou-me com as suas luvas brancas sujas e rasgadas. Ou seja, “penteou-me”, como se diz por aqui. Não vou contar os detalhes do episódio, que não são bonitos nem edificantes. Mas serviu para me lembrar que Angola ainda tem uma longa estrada a percorrer. É verdade que essa estrada já está em construção, e que a paisagem é bem bonita para quem se fizer à viagem; mas enquanto houver agentes óscares a atravessar-se à frente do carro, o caminho em direcção ao futuro vai ser como o trânsito de Luanda — lento, caótico e exasperante.
O D. e a M. convidaram-me ontem para conhecer um pequeno restaurante na Chicala, a que chamam “os caboverdeanos”.

É um pátio pequeno, atafulhado de mesas e cadeiras de plástico, cheio de gente, onde se comem petiscos, bebe cerveja e, ao fim de semana, ouve-se música caboverdeana ao vivo. Alguns kotas mais afoitos também dão uns passinhos de dança com as suas damas, mas a maior parte das pessoas está ali para ouvir o tio Jorge e os seus músicos.
Entrei hoje na última semana desta estadia em Angola. A partir daqui é uma corrida contra o tempo para tratar de todos os assuntos pendentes, que vão desde fechar a conta no banco até recuperar 20 dólares que dei para a fechadura da porta do terraço, que nunca chegou a ser colocada. Quero também assegurar uma transição suave na agência, deixando o máximo de assuntos tratados e passando toda a informação ao meu substituto, que chega amanhã. Mas é bom ter muito trabalho — quer dizer que o tempo vai passar mais depressa.
Nota prévia: este artigo foi escrito em Agosto de 2006 e, como tal, está provavelmente desactualizado. Infelizmente, dado que já não estou a viver em Angola nem lá fui recentemente, não posso corrigir as informações eventualmente ultrapassadas. Deixo-o, contudo, na esperança de que apesar disso ainda possa ser útil a alguém.
Como já referi aqui uma vez, grande parte da culpa do trânsito caótico de Luanda recai nas costas dos “azuis e brancos”, os candongueiros.
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Read more on Dez coisas de Angola de que não vou sentir falta — de certeza…
Read more on Dez coisas de Angola de que vou sentir falta — lista provisória e desordenada…
Recebemos ontem um arquitecto e uma designer portugueses, o M. e a A., que estão cá por uns dias para nos ajudar num projecto grande. Fui jantar com eles ao Cais de Quatro (o restaurante onde normalmente se levam os recém-chegados para lhes dar uma vista panorâmica da marginal de Luanda í noite). A A. e a minha colega P. queriam visitar o Mercado de Benfica para comprar panos, e combinámos o passeio para hoje.

No regresso a Luanda parámos no Restaurante da Rua 11, um espaço à beira mar, com vista para o Mussulo, onde se comem pratos típicos angolanos, servidos em buffet self-service. Há as muambas de galinha e de ginguba, o kalulu de peixe e de carne seca, a muteta e o mufete, tudo acompanhado com kissaka, funge e feijão de óleo de palma.
Dia 25 deste mês, se tudo correr como está previsto, regresso definitivamente a Portugal, depois de quase dois anos em Angola.
É um capítulo da minha vida que se vai fechar. Um capítulo que eu voltaria a escrever da mesma maneira, mais coisa menos coisa, se tivesse oportunidade de voltar ao início, í quela noite em que desembarquei aqui em Luanda e senti pela primeira vez o ar quente e húmido do verão angolano.