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Arquivos de Tags: Angola

Do fundo do baú: um guião do Inspector Max

max

Resolvi dis­po­ni­bi­li­zar para down­load um dos meus guiões favo­ri­tos da série Ins­pec­tor Max.

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Terceiro aniversário

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joa​o​nu​nes​.com cele­brou dia 12 o seu ter­ceiro ani­ver­sá­rio. E eu apre­sento os meus pla­nos para o futuro.

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Que futuro para Angola?

Um amigo enviou-​​​​me este docu­mento, com uma refle­xão sobre o futuro de Angola, ins­pi­rada em dois casos pas­sa­dos de sen­tido oposto: a Nigé­ria e a Malá­sia. Quem se inte­resse por Angola deve ler e meditar.

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Imagens de Angola

Enviam-​​​​me um link para uma gale­ria de ima­gens de Angola, umas mais anti­gas, outras mais recen­tes. A qua­li­dade das foto­gra­fias é variá­vel, mas o con­junto jus­ti­fica uma visita, que irá agra­dar par­ti­cu­lar­mente aos mais nos­tál­gi­cos. O mesmo público a quem se dedi­cam os livros do jor­na­lista Paulo Sal­va­dor, o mais recente dos quais será lan­çado por estes dias na Fnac.

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Músicas de Angola

Vai sair nos pró­xi­mos dias um con­junto de 4 CD’s com 100 músi­cas ango­la­nas dos anos 6070; aquilo que José Edu­ardo Agua­lusa des­creve como “a banda sonora dos últi­mos anos da época colo­nial em Angola”. A minha amiga Aida Sai­ago esteve envol­vida no pro­jecto, o que só por si é garan­tia de genui­ni­dade e qua­li­dade. Vou ten­tar estar na FNAC do Colombo, no dia 15 de Novem­bro, para assis­tir ao lançamento.

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Reescrita da Moli

Vou pegar esta semana num guião de cinema de ani­ma­ção que escrevi em Angola para a Sto­pLine Fil­mes. Chama-​​​​se “Moli” e é uma his­tó­ria ori­gi­nal minha, base­ada numa per­so­na­gem cri­ada ini­ci­al­mente para tele­vi­são pelo Hum­berto San­tana, da Ani­ma­nos­tra (que tam­bém está envol­vido neste pro­jecto). A pri­meira ver­são do guião, que ter­mi­nei em Novem­bro do ano pas­sado, foi muito bem rece­bida. No entanto, como é natu­ral, há muita coisa a ser afi­nada ou melho­rada. É esse pro­cesso de rees­crita que vou ini­ciar agora, a par­tir de notas de lei­tura de várias pes­soas, de dis­cus­sões com os pro­du­to­res e da refle­xão que eu pró­prio fiz sobre o que escrevi.

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Estreia da treta

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O “Filme da Treta” estreou no último fim de semana. Segundo fonte da dis­tri­bui­dora LNK, citada pelo Público de hoje, foi a melhor estreia de sem­pre de um filme por­tu­guês, com mais de 50.000 espec­ta­do­res nos pri­mei­ros dias.

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Obrigado, agente Óscar

Tenho de agra­de­cer ao agente Óscar, da polí­cia de trân­sito de Luanda, por ter tor­nado um pouco menos difí­cil a minha par­tida de Angola. No mesmo dia em que os meus cole­gas me orga­ni­za­ram um jan­tar de des­pe­dida e me enche­ram de mimos e cari­nhos, de fra­ses sim­pá­ti­cas, de ges­tos de cama­ra­da­gem, de pro­vas de ami­zade, fazendo todo o pos­sí­vel para eu sen­tir sau­da­des antes mesmo de par­tir, o agente Óscar resol­veu a ques­tão de uma forma sim­ples e efi­ci­ente: assaltou-​​​​me com as suas luvas bran­cas sujas e ras­ga­das. Ou seja, “penteou-​​​​me”, como se diz por aqui. Não vou con­tar os deta­lhes do epi­só­dio, que não são boni­tos nem edi­fi­can­tes. Mas ser­viu para me lem­brar que Angola ainda tem uma longa estrada a per­cor­rer. É ver­dade que essa estrada já está em cons­tru­ção, e que a pai­sa­gem é bem bonita para quem se fizer à via­gem; mas enquanto hou­ver agen­tes ósca­res a atravessar-​​​​se à frente do carro, o cami­nho em direc­ção ao futuro vai ser como o trân­sito de Luanda — lento, caó­tico e exasperante.

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Uma noite nos caboverdeanos

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O D. e a M. convidaram-​​​​me ontem para conhe­cer um pequeno res­tau­rante na Chi­cala, a que cha­mam “os cabo­ver­de­a­nos”.
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É um pátio pequeno, ata­fu­lhado de mesas e cadei­ras de plás­tico, cheio de gente, onde se comem petis­cos, bebe cer­veja e, ao fim de semana, ouve-​​​​se música cabo­ver­de­ana ao vivo. Alguns kotas mais afoi­tos tam­bém dão uns pas­si­nhos de dança com as suas damas, mas a maior parte das pes­soas está ali para ouvir o tio Jorge e os seus músicos.

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The final countdown

Entrei hoje na última semana desta esta­dia em Angola. A par­tir daqui é uma cor­rida con­tra o tempo para tra­tar de todos os assun­tos pen­den­tes, que vão desde fechar a conta no banco até recu­pe­rar 20 dóla­res que dei para a fecha­dura da porta do ter­raço, que nunca che­gou a ser colo­cada. Quero tam­bém asse­gu­rar uma tran­si­ção suave na agên­cia, dei­xando o máximo de assun­tos tra­ta­dos e pas­sando toda a infor­ma­ção ao meu subs­ti­tuto, que chega ama­nhã. Mas é bom ter muito tra­ba­lho — quer dizer que o tempo vai pas­sar mais depressa.

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Como sobreviver em Angola

Nota pré­via: este artigo foi escrito em Agosto de 2006 e, como tal, está pro­va­vel­mente desac­tu­a­li­zado. Infe­liz­mente, dado que já não estou a viver em Angola nem lá fui recen­te­mente, não posso cor­ri­gir as infor­ma­ções even­tu­al­mente ultra­pas­sa­das. Deixo-​​​​o, con­tudo, na espe­rança de que ape­sar disso ainda possa ser útil a alguém.

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Veneza em Luanda

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Lembrei-​​​​me hoje que ainda não tinha feito neste blo­gue nenhuma refe­rên­cia ao “Veneza”. E isso é uma falha imperdoável.

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O "Código da Vinci" revisitado

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O Código da Vinci” estreou ontem no cinema Atlân­tico. Orga­ni­zá­mos uma pequena excur­são na agên­cia para assis­tir. O D. e a M. já o tinham visto em Por­tu­gal, mas foram tam­bém, atraí­dos pelas his­tó­rias que lhes con­tei sobre a audi­ên­cia. E esta não me dei­xou ficar mal, uma vez mais.

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Caça aos candongueiros

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Como já referi aqui uma vez, grande parte da culpa do trân­sito caó­tico de Luanda recai nas cos­tas dos “azuis e bran­cos”, os can­don­guei­ros. Candongueiros apreendidos em Luanda Read more on Caça aos candongueiros…

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Dez coisas de Angola de que não vou sentir falta - de certeza

  • Dos segu­ran­ças arma­dos, mili­ta­res arma­dos, polí­cias armados…
  • Do espec­tá­culo da miséria
  • Do trân­sito
  • Da poeira
  • Do lixo
  • Da humi­dade exces­siva no Verão
  • Das epi­de­mias
  • De algu­mas pes­soas que conheci
  • Dos mus­se­ques

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Dez coisas de Angola de que vou sentir falta - lista provisória e desordenada

  • Da sim­pa­tia das pes­soas, espe­ci­al­mente as mais simples
  • Da sen­sa­ção de vita­li­dade e ener­gia que há no ar
  • Do clima
  • De ver mais jovens que velhos na rua
  • Dos ami­gos que fiz

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Mercado de Benfica

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Rece­be­mos ontem um arqui­tecto e uma desig­ner por­tu­gue­ses, o M. e a A., que estão cá por uns dias para nos aju­dar num pro­jecto grande. Fui jan­tar com eles ao Cais de Qua­tro (o res­tau­rante onde nor­mal­mente se levam os recém-​​​​chegados para lhes dar uma vista pano­râ­mica da mar­gi­nal de Luanda í  noite). A A. e a minha colega P. que­riam visi­tar o Mer­cado de Ben­fica para com­prar panos, e com­bi­ná­mos o pas­seio para hoje.

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Katato

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No regresso a Luanda pará­mos no Res­tau­rante da Rua 11, um espaço à beira mar, com vista para o Mus­sulo, onde se comem pra­tos típi­cos ango­la­nos, ser­vi­dos em buf­fet self-​​​​service. Há as muam­bas de gali­nha e de gin­guba, o kalulu de peixe e de carne seca, a muteta e o mufete, tudo acom­pa­nhado com kis­saka, funge e fei­jão de óleo de palma.

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Contagem final

Dia 25 deste mês, se tudo cor­rer como está pre­visto, regresso defi­ni­ti­va­mente a Por­tu­gal, depois de quase dois anos em Angola.

É um capí­tulo da minha vida que se vai fechar. Um capí­tulo que eu vol­ta­ria a escre­ver da mesma maneira, mais coisa menos coisa, se tivesse opor­tu­ni­dade de vol­tar ao iní­cio, í quela noite em que desem­bar­quei aqui em Luanda e senti pela pri­meira vez o ar quente e húmido do verão angolano.

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Crocodilo Dande

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Em Porto Qui­piri, perto da ponte sobre o Rio Dande, está o monu­mento mais estra­nho que encon­trei em toda a minha vida.

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