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Arquivos de Tags: aplausos

Sin City

Não posso dizer que “Sin City”, de Frank Mil­ler e Robert Rodri­guez, seja um bom filme, por­que não é exac­ta­mente de um filme que se trata. “Sin City” é coisa nova, uma mutaíão de uma banda dese­nhada, mas não no sen­tido depre­ci­a­tivo com que nor­mal­mente se faz essa com­pa­raíão. Neste caso é um elo­gio, ou deve ser tomado como tal, por­que “Sin City” é muito, muito bom.

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Sideways

Graías ao meu novo e fabu­loso clube de ví­deo, con­se­gui final­mente ver um filme que até aqui me tinha esca­pado: “Sideways”, escrito por Ale­xan­der Payne e Jim Tay­lor.
O filme é uma pequena jóia rara, daque­las que se reco­men­dam aos ami­gos mais pró­xi­mos, e vai entrar na minha cole­cíão de DVDs logo que eu con­siga entrar numa Fnac.
Dois ami­gos de facul­dade, qua­ren­tões e falha­dos, fazem uma via­gem de uma semana pela lindí­ssima região dos vinhos da Cali­fór­nia. Miles quer pro­por­ci­o­nar a Jack uma longa, tran­quila, culta e sofis­ti­cada des­pe­dida de sol­teiro, entre degus­taíões de colhei­tas espe­ci­ais e cal­mas par­ti­das de golfe. Jack só quer dar umas que­cas antes de subir ao altar.
Ape­sar dessa pre­missa sim­ples, e das lon­gas con­ver­sas sobre tani­nos, cas­tas, reser­vas e téc­ni­cas de pro­duíão viní­cola, “Sideways”” con­se­gue agarrar-​​​​nos do princí­pio ao fim. É um case study para qual­quer curso de gui­o­nismo, com a sua estru­tura per­feita, vol­tas e revi­ra­vol­tas, impe­cá­vel noíão de ritmo, e um par de protagonistas/​​antagonistas inesquecí­veis. Miles e Jack, ape­sar de ami­gos (e este é tam­bém um filme sobre a ami­zade mas­cu­lina) estão em cam­pos opos­tos desde o minuto zero. Cada um deles atravessa-​​​​se no cami­nho do outro, impedindo-​​​​o de con­se­guir o que mais deseja. E isso, como todos sabe­mos, é a raiz de qual­quer grande his­tó­ria.
Algu­mas cenas são irrepreensí­veis de inte­li­gên­cia, como aquela em que Miles explica apai­xo­na­da­mente as razões que o levam a pre­fe­rir a casta Pinot Noir — sub­ti­leza, sen­si­bi­li­dade, “fei­tio” difí­cil — e nós per­ce­be­mos que é de si mesmo que está a falar. Outras são gran­des momen­tos de comé­dia fí­sica, como o aci­dente auto­mó­vel que Jack pro­voca, ou a incur­são de Miles de gatas pela casa de um marido enga­nado.
Aquela velha ques­tão de como é possí­vel tor­cer por per­so­na­gens cheios de fra­que­zas e defei­tos tem em “Sideways” uma res­posta sublime. Miles é capaz de rou­bar dinheiro í  mãe velhota, na vés­pera do ani­ver­sá­rio dela; Jack engana a noiva a torto e a direito, e no cami­nho mente í  namo­rada que arran­jou na via­gem. Pois mesmo assim nós que­re­mos que as coi­sas lhes cor­ram bem e que, por algum mila­gre, os dois encon­trem um pouco da feli­ci­dade que lhes tem esca­pado, quem sabe até a rede­níão dos seus peca­dos. Os auto­res fazem o favor de nos con­ce­der esse desejo, mas não da forma óbvia que nós esperarí­amos.
Li algu­res que “Sideways” teve o con­dão de aumen­tar astro­no­mi­ca­mente as ven­das de Pinot Noir nos EUA. A mim fez-​​​​me lem­brar que já não escrevo nada de sério desde Novem­bro. E se um filme me con­se­gue empur­rar para o teclado, acho que só posso agra­de­cer aos autores.

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Respeito

Uma das coi­sas boas que os ango­la­nos têm é o res­peito pelos mais velhos. O kota, de forma geral, é tra­tado com reve­rên­cia e até algum cari­nho. As suas opi­niões são ouvi­das com ate­níão, a sua expe­ri­ên­cia é res­pei­tada e tida em conta. E as famí­lias ainda não esque­ce­ram que é sua res­pon­sa­bi­li­dade cui­dar das geraíões anteriores.

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Eleições

Pas­sei a noite de hoje a assis­tir ao apu­ra­mento dos resul­ta­dos elei­to­rais para a Pre­si­dên­cia da Repú­blica Por­tu­guesa. Foram as ter­cei­ras elei­ções que assisti fora do paí­s, neste ano pas­sado em Angola.

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WordPress

Para todos os que se inter­ro­gam como é que eu con­se­gui fazer este blo­gue, a res­posta é sim­ples: usando um pro­grama cha­mado Word­Press. É grá­tis (open source), fácil de ins­ta­lar (para quem saiba o essen­cial de usar um pro­grama de ftp), trans­pa­rente na uti­li­za­ção. Basta com­prar um domain name (neste caso “joa​o​nu​nes​.com”) e uma conta num ser­vi­dor onde o ins­ta­lar (eu esco­lhi www​.site​ground​.com) e seguir as ins­tru­ções deta­lha­das no site ofi­cial www​.word​press​.org

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CAN

Comeía depois de ama­nhã o CAN — Cam­pe­o­nato Afri­cano de Naíões. Angola vai estar pre­sente, dando o pon­tapé de saí­da num ano que se prevê de gran­des emoíões para os adep­tos do fute­bol nacional.

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Beatriz

Quando che­guei a Angola, e fui con­sul­tar os meus emails, fui apa­nhado de sur­presa por uma notí­cia de famí­lia. E que sur­presa — sou tio de novo. A Bea­triz nas­ceu no dia 8 de Janeiro, bonita com se espe­rava, sau­dá­vel como se dese­java, amada como não podia dei­xar de ser.

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Rio de Janeiro

Enquanto estive em Búzios tive neces­si­dade de ir bus­car os meus cunha­dos ao aero­porto San­tos Dumont, no Rio de Janeiro. Como eles só che­ga­vam í s 23h00 eu e a Lu resol­ve­mos apro­vei­tar e pas­sar o dia no Rio. Para a Lu era a opor­tu­ni­dade de rever uma cidade onde já viveu durante alguns meses, mas que já não visi­tava há vários anos. Para mim, era a pos­si­bi­li­dade de con­fe­rir se o Rio é a “cidade mara­vi­lhosa” da gente bonita, da bossa nova e da vida solta, ou a “cidade de Deus” das fave­las, dos assal­tos e dos traficantes.

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Búzios

Búzios, o nosso des­tino de reveil­lon, é uma pení­nsula situ­ada 150 kms a norte do Rio de Janeiro. Vista no mapa, ou no Goo­gle Earth, parece uma daque­las bac­té­rias estra­nhas, cheias de braíos e fila­men­tos, que quando se alo­jam no nosso sitema diges­tivo nos pren­dem três dias í  sanita.

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Brasil

Pas­sei o fim de ano com os meus filhos, em Búzios. Para eles foi uma expe­ri­ên­cia iné­dita, essa coisa de Natal com sol, praia e mar, em jeito de verão rou­bado ao inverno que por esses dias ator­men­tava Por­tu­gal. Iné­dita, inesquecí­vel e, creio, vici­ante — já comeía­ram a falar da pró­xima via­gem ao Bra­sil e até apon­ta­ram o des­tino dese­jado — o Nor­deste das dunas e dos pas­seios de bugre “com emoíão”.

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Nacionalistas

Saí­ há pouco da ver­nis­sage de uma expo­siíão de arte no antigo Hotel Globo, na baixa de Luanda. “Naci­o­na­lis­tas” é o nome de guerra do grupo de cri­a­do­res ali reu­nido, e “Angola Com­ba­tente” o tí­tulo da mos­tra, orga­ni­zada pela SOSO Arte Con­tem­po­râ­nea e pelo TACCA. Quem não goste de arte con­tem­po­râ­nea, não é ali que vai ficar a gos­tar; quem apre­cie, não se vai sen­tir defrau­dado. O con­junto de obras em várias téc­ni­cas, desde a foto­gra­fia de grande for­mato í  gra­vura, pas­sando pela pin­tura, escul­tura e dese­nho, tem uma grande homo­ge­nei­dade, quer de qua­li­dade quer de influências.

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Kalulu

A minha cozi­nheira Domin­gas presenteou-​​​​me hoje com um prato típico ango­lano: o kalulu de carne seca. O G., um colega bra­si­leiro, almo­çou comigo e pode con­fir­mar que o resul­tado foi exce­lente. Aqui fica a receita:

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Nota técnica

Para quem tenha curi­o­si­dade por estas coi­sas da net, este blog é man­tido gra­ças a um pro­grama “open source” (isto é, grá­tis) cha­mado Word Press.

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Dodó Miranda

Na terça-​​​​feira pas­sada arran­jei um con­vite para assis­tir a um con­certo no Hotel Tró­pico orga­ni­zado pela Embai­xada da Noru­ega no âmbito do pro­grama de come­mo­ra­ções do cen­te­ná­rio da inde­pen­dên­cia do paí­s. Aqui em Luanda estas oca­siões são para agar­rar com quan­tas mãos se tiver ao pé (para­fra­se­ando um céle­bre comen­ta­dor des­por­tivo), pois os even­tos cul­tu­rais não são tão nume­ro­sos como seria desejável.

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Vou Ser Tio

Hoje tinha na minha caixa de email uma das melho­res notí­cias de sem­pre: o meu irmão Ruca vai ser pai pela pri­meira vez (o que sig­ni­fica que eu vou ser tio pela segunda). Fiquei feliz para além de todas as expec­ta­ti­vas; tal­vez pelo ines­pe­rado da notí­cia; tal­vez por ser o meu irmão mais novo; tal­vez por estar tão dis­tante de todos. Só tenho pena de não ter estado no jan­tar em que ele deu a novi­dade í  famí­lia — para lhe dar um abraío forte, um grande beijo í  Inês, e ao bebé a beníão do tio mais velho.

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Festa em Luanda

Nunca pen­sei que hou­vesse tan­tos ben­fi­quis­tas em Luanda. São 22:30, o SLB já é cam­peão 2004/​2005 há uma hora e as ruas ainda estão cheias de car­ros, de motas, de gente ape­ada cor­rendo de um lado para o outro com os seus cache­cóis, as suas ban­dei­ras, as suas cami­so­las do glorioso.

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Acácias de Ouro

A TVC, con­ces­si­o­ná­ria da publi­ci­dade na tele­vi­são de Angola, orga­niza todos os anos um fes­ti­val para pre­miar os melho­res anún­cios cri­a­dos em Angola. Este ano o fes­ti­val chamou-​​​​se Acá­cias de Ouro e pre­miou, além da televisão/​​cinema, as cate­go­rias de imprensa, rádio e outdoor.

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Ora pópilas!

Com a ida para Angola às por­tas reli o último romance de José Edu­ardo Agua­lusa. O Ven­de­dor de Pas­sa­dos com­bina uma escrita assu­mi­da­mente bor­ge­si­ana com um toque­zi­nho de Paul Aus­ter e uma enorme flui­dez e sim­pli­ci­dade. É um livro para ler depressa e reler devagar.

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