
No trailer de “Conexão” salta à vista (pelo menos para mim, que a escrevi) uma cena: o almoço que reune pela primeira vez os traficantes portugueses e os galegos. Leia-a aqui.
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No trailer de “Conexão” salta à vista (pelo menos para mim, que a escrevi) uma cena: o almoço que reune pela primeira vez os traficantes portugueses e os galegos. Leia-a aqui.

Será possível um guionista escrever apenas os diálogos, deixando o resto do trabalho de escrita de um guião a outro autor?
Uma leitora coloca uma questão pertinente sobre a forma certa de escrever diálogos de jovens.
Vi, há pouco tempo atrás, uma entrevista de João Nicolau (“Rapace”), em que este se debruçava sobre a questão da forma dada aos diálogos: optar por diálogos num estilo mais literário e, portanto, mais formal, ou, por outro lado, optar por um estilo mais oralizado e correr o risco de pôr os actores a dizerem macacadas? Estou um pouco hesitante entre as duas abordagens e gostaria de conhecer a sua opinião acerca do assunto. Bernie
Bernie, num guião de cinema os diálogos são sempre uma construção artificial; por muito naturais e “oralizados” que soem não devem ser uma reprodução fiel dos diálogos da vida real. Se ouvirmos com atenção as conversas ao nosso redor (coisa que, como guionistas, devemos estar constantemente a fazer) vamos rapidamente perceber que estas deixam muito a desejar.
Read more on Perguntas & Respostas: Como escrever diálogos…
Estou a organizar um workshop de guionismo a decorrer em Setúbal durante o próximo mês de Maio. Quem estiver interessado em participar pode contactar-me através desta página. PROGRAMA DO WORKSHOP “A ESCRITA DO GUIíO” OBJECTIVOS através de uma combinação de 8 módulos teóricos e práticos de três horas transmitiremos as noções básicas da escrita de um guião para cinema ou televisão. Cada participante desenvolverá uma ideia própria e terminará o workshop com uma sinopse, a descrição de personagens e uma cena escrita. DATAS Dois fins de semana em data a marcar durante o mês de Maio. LOCAL Em Setúbal, possivelmente nas instalações do IPJ. NÚMERO DE PARTICIPANTES 15 VALOR Cem euros PRIMEIRO FIM DE SEMANA

O “Filme da Treta” estreou no último fim de semana. Segundo fonte da distribuidora LNK, citada pelo Público de hoje, foi a melhor estreia de sempre de um filme português, com mais de 50.000 espectadores nos primeiros dias.
Terminei finalmente de reler e anotar o romance que estou a adaptar para cinema.
Como tinha previsto num artigo anterior, esta fase demorou mais do que tinha planeado inicialmente. Mas é natural — esta releitura foi mais cuidadosa e profunda do que a primeira, tomei muitas notas, já comecei a delinear a estrutura do filme e a criar novas cenas e situações. Aproveitei também para sublinhar os diálogos mais importantes, que gostaria de fizessem parte do guião final.
Conforme vou lendo e anotando o romance, e passando essa anotaíões para o software de estruturaíão, comeíam a surgir ideias para o guião. Read more on O fluxo das ideias…
Estou a reler o romance que vou adaptar, tomando notas para refrescar a memória que retive da primeira leitura.
Como já suspeitava, o desafio maior vai ser decidir o que deixar de fora. O livro tem uma riqueza de material de base — personagens, situaíões, referências, até diálogos — muito superior ao que um filme de hora e meia ou duas horas pode comportar. Mas esta necessidade de cortar e eliminar cria um paradoxo: a necessidade de criar novas cenas, eventualmente novos personagens, para preencher os buracos que os cortes entretanto geraram. Read more on Primeiras notas de leituras…
Não posso dizer que “Sin City”, de Frank Miller e Robert Rodriguez, seja um bom filme, porque não é exactamente de um filme que se trata. “Sin City” é coisa nova, uma mutaíão de uma banda desenhada, mas não no sentido depreciativo com que normalmente se faz essa comparaíão. Neste caso é um elogio, ou deve ser tomado como tal, porque “Sin City” é muito, muito bom.