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Indiana Jones e o Guião Perdido

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O guião per­dido do Indi­ana Jones IV vazou para a net. Apanhe-​​o enquanto é tempo.

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O que podemos aprender com... Shrek.

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Shrek, o filme ani­mado, tem uma par­ti­cu­la­ri­dade muito rara: deu ori­gem a duas seque­las em que a qua­li­dade não caiu a pique, como infe­liz­mente é tão fre­quente. Des­cu­bra aqui porquê.
NOTA: este artigo já tinha sido publi­cado antes numa ver­são ampu­tada por engano. Agora fica aqui o texto com­pleto final.

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Flashback: Maio 2007

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Há um ano atrás estive par­ti­cu­lar­mente activo neste blo­gue. Tal­vez valha a pena recor­dar algum des­ses artigos.

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Do fundo do baú: um guião do Inspector Max

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Resolvi dis­po­ni­bi­li­zar para down­load um dos meus guiões favo­ri­tos da série Ins­pec­tor Max.

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Curso #5: Encontrar a ideia

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As ideias são o ganha-​​pão de um gui­o­nista. Aju­dar a encontrá-​​las é o objec­tivo deste quinto artigo do “Curso de Guionismo”.

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Entrevista de John August

Como os meus lei­to­res habi­tu­ais já devem saber, John August é um dos meus gui­o­nis­tas favo­ri­tos, quer pelos seus guiões pro­du­zi­dos (des­ta­que para “Big Fish”) quer pelo blo­gue que man­tém na net.

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Perguntas & Respostas: guionistas favoritos

Há algum(s) guionista(s) que admire par­ti­cu­lar­mente, para além de Taran­tino, que men­ci­o­nou há pouco tempo? Se sim, qual, e onde pode­rei con­sul­tar algum dos seus guiões? — Berni

Berni, há mui­tos e de mui­tas épocas e esti­los dife­ren­tes — Wil­liam Gold­man, Robert Towne, Paul Tho­mas Ander­son, Came­ron Crowe, Richard Cur­tis, Frank Dara­bont, David Mamet… e tan­tos mais. Faz bem em lê-​​​​los a todos para ficar com uma ideia da diver­si­dade das suas manei­ras de escre­ver, apren­der dife­ren­tes solu­ções nar­ra­ti­vas, téc­ni­cas e esti­lís­ti­cas, e para se ins­pi­rar. Como regra geral, se um filme foi bom o guião tam­bém deve ter sido, e por isso terá todas as van­ta­gens em lê-​​​​lo.

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Clichés de publicidade na rádio

No outro dia, ao ouvir na TSF dois spots publi­ci­tá­rios segui­dos pra­ti­ca­mente iguais, come­cei a pen­sar nos cli­chés da publi­ci­dade na rádio. Lembrei-​​​​me de cinco que, mais tarde ou mais cedo, todos os redac­to­res publi­ci­tá­rios em que­bra de ins­pi­ra­ção são ten­ta­dos a reproduzir.

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Mistérios do passado

Den­tro de um livro fechado num cai­xote no qual já não mexia há mui­tos anos encon­trei uma pequena nota, manus­crita pelo meu punho (é indis­cu­ti­vel­mente a minha letra feia e ima­tura), com duas fra­ses enig­má­ti­cas: “Pili­nha de um menino de 5 anos” e “2 cegos à por­rada”. Não faço ideia ao que me estava a refe­rir quando escrevi aquilo. Cenas de uma his­tó­ria que ima­gi­nei? Ane­do­tas que me con­ta­ram e eu não quis esque­cer? Ideias para uma cam­pa­nha publi­ci­tá­ria? Acho que nunca o sabe­rei. Mas é mais um motivo para lamen­tar nunca ter levado a sério a ano­ta­ção das minhas ideias, refle­xões e memó­rias, sob a forma de um diá­rio ou outra qual­quer. Este blo­gue, que entra agora no ter­ceiro ano, é um recorde abso­luto. E mesmo assim dará ape­nas uma ideia muito vaga do que eu vivi, pen­sei e senti durante este período. O resto, o que ficou para trás, está cada vez mais con­de­nado ao esque­ci­mento. O que não é neces­sa­ri­a­mente um pro­blema — medi­ta­ções sobre órgãos geni­tais de meno­res, e por­ta­do­res de defi­ci­ên­cias visu­ais envol­vi­dos em mani­fes­ta­ções físi­cas de anta­go­nismo, não são muito bem vis­tas nos dias que correm…

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Um site para juntar aos favoritos

Recebi hoje um mail com o link para um Con­ju­ga­dor de Ver­bos da Lín­gua Por­tu­guesa. Quem tra­ba­lha com a nossa com­pli­cada lín­gua pode acres­cen­tar mais esta fer­ra­menta aos favo­ri­tos. Do brow­ser e da caneta.

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Mais uma etapa no "projecto z"

Ter­mi­nei final­mente de reler e ano­tar o romance que estou a adap­tar para cinema.

Como tinha pre­visto num artigo ante­rior, esta fase demo­rou mais do que tinha pla­ne­ado ini­ci­al­mente. Mas é natu­ral — esta relei­tura foi mais cui­da­dosa e pro­funda do que a pri­meira, tomei mui­tas notas, já come­cei a deli­near a estru­tura do filme e a criar novas cenas e situ­a­ções. Apro­vei­tei tam­bém para subli­nhar os diá­lo­gos mais impor­tan­tes, que gos­ta­ria de fizes­sem parte do guião final.

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Bom senso

Enquanto estava na espla­nada um miúdo de rua pediu-​​​​me dinheiro. Tinha dois pen­sos gran­des na testa, cru­za­dos como nos dese­nhos ani­ma­dos, mas sem a graía dos dese­nhos animados.

Estava des­ca­lío. Por um momento pen­sei em dar-​​​​lhe as minhas havai­a­nas e regres­sar assim a casa, afi­nal de con­tas era só atra­ves­sar a rua. É claro que o bom-​​​​senso prevaleceu.

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Tirem senha

Acho que devia haver um sis­tema de ges­tão de filas para os pro­ble­mas, como aque­les que há nos ban­cos e repar­tiíões públi­cas. Os pro­ble­mas che­ga­vam, tira­vam a senha cor-​​​​de-​​​​rosa, e espe­ra­vam cal­ma­mente pela sua vez. Em vez de se amon­to­a­rem todos no bal­cão, a que­rer ser aten­di­dos em primeiro lugar.

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Revelação

Des­co­bri ontem que há moe­das em Angola. Moe­das, redon­di­nhas, de metal, daque­las que tilin­tam nos bol­sos e se jogam ao ar para tirar sortes.

Depois de um ano e meio a manu­sear notas (geral­mente seben­tas) sem que nenhuma moeda me pas­sasse sequer pela vista, muito menos pelas mãos, fui ontem infor­mado da sua exis­tên­cia. Não quis acre­di­tar, mas juraram-​​​​me que sim. Hoje, na caixa do res­tau­rante, per­gun­tei à empre­gada se tinha alguma. Com um sor­riso, a moça ofereceu-​​​​me uma de 5 kuanzas.

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NL

Os ango­la­nos têm alguma ten­dên­cia para inven­tar quando não sabem a res­posta exacta a uma per­gunta. Um exem­plo desta gene­ra­li­zaíão passou-​​​​se comigo logo que che­guei aqui.
Repa­rei que nas ruas havia mui­tos car­ros iden­ti­fi­ca­dos por um auto­co­lante com as letras “NL”. Per­gun­tei ao meu moto­rista na altura, o G., o que é que aquilo que­ria dizer.
“Novos Licen­ci­a­dos” — respondeu-​​​​me ele sem hesi­tar. “São os jovens que tira­ram a lice­nía de con­duíão há pouco tempo”.
Acei­tei a expli­caíão sem mais ques­tões, e só algum tempo depois per­cebi que os auto­co­lan­tes “NL” que­riam dizer “Nether­lands”. Estão nos car­ros usa­dos impor­ta­dos da Holanda, da mesma forma que os auto­co­lan­tes “CH” vêm da Suí­ía e não sig­ni­fi­cam “Con­du­to­res Hexperientes”

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Pilas

Um hábito desa­gra­dá­vel que os ango­la­nos (ou, pelo menos, os luan­den­ses) têm é o de uri­nar para onde estão vira­dos. Quando a neces­si­dade aperta, inde­pen­den­te­mente de onde estão ou de que horas sejam, sacam do ins­tru­mento e aliviam-​​​​se. É ver­dade que todos nós, num momento de pres­são e deses­pero, já fize­mos isto — de algum lado vem o ditado “quando mija um por­tu­guês…”. Mas nor­mal­mente é í noite, depois de uns copos a mais, e sem­pre apro­vei­tando o escuro de uma viela ou a pro­te­cíão de uma árvore. Aqui, não. Se for í hora de ponta, na ave­nida mais movi­men­tada da cidade, e calhar esta­rem vira­dos para o trân­sito, é nessa dire­cíão que a arma dis­para. Acho que vou comeíar a fazer um estudo cientí­fico de for­mas e dimen­sões — já sei que todos os dias terei dois ou três espé­ci­mes novos para analisar.

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