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história

Curso #11: Estruturar a ideia

Outubro 16, 2008

Estru­tura. O con­ceito não é fácil de expli­car, pois está muito inti­ma­mente rela­ci­o­nado com o enredo. Mas neste novo artigo do Curso Rápido de Guião vou fazer uma tentativa.

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Curso #10: O enredo

Setembro 11, 2008

Selec­ci­o­nar e orga­ni­zar os acon­te­ci­men­tos que com­põem um enredo, de uma forma eco­nó­mica e atrac­tiva, é uma das prin­ci­pais tare­fas do gui­o­nista. É sobre ela que nos vamos debru­çar neste artigo.

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Lisbon Village Festival

Junho 12, 2007

Começa na pró­xima segunda-​​​​feira, 18, o Lis­bon Vil­lage Fes­ti­val, mais uma opor­tu­ni­dade para os lis­bo­e­tas se porem a par do que se vai fazendo em cinema por esse mundo fora.

Des­ta­que para o filme exi­bido na ceri­mó­nia de aber­tura, “The Love­birds”, com guião de John Frey e Bruno de Almeida, e rea­li­zado por este último, que conta com um cas­ting ver­da­dei­ra­mente inter­na­ci­o­nal; para as mos­tras de his­tó­ria do cinema, de cinema de ani­ma­ção e de cinema polaco; e, obvi­a­mente, para a pre­sença de Robert de Niro, que será home­na­ge­ado com a exi­bi­ção da obra-​​​​prima “Nove­cento”, escrita por Franco Arcalli e Ber­nardo Ber­to­lucci, que tam­bém a dirigiu.

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Mistérios do passado

Janeiro 11, 2007

Den­tro de um livro fechado num cai­xote no qual já não mexia há mui­tos anos encon­trei uma pequena nota, manus­crita pelo meu punho (é indis­cu­ti­vel­mente a minha letra feia e ima­tura), com duas fra­ses enig­má­ti­cas: “Pili­nha de um menino de 5 anos” e “2 cegos à por­rada”. Não faço ideia ao que me estava a refe­rir quando escrevi aquilo. Cenas de uma his­tó­ria que ima­gi­nei? Ane­do­tas que me con­ta­ram e eu não quis esque­cer? Ideias para uma cam­pa­nha publi­ci­tá­ria? Acho que nunca o sabe­rei. Mas é mais um motivo para lamen­tar nunca ter levado a sério a ano­ta­ção das minhas ideias, refle­xões e memó­rias, sob a forma de um diá­rio ou outra qual­quer. Este blo­gue, que entra agora no ter­ceiro ano, é um recorde abso­luto. E mesmo assim dará ape­nas uma ideia muito vaga do que eu vivi, pen­sei e senti durante este período. O resto, o que ficou para trás, está cada vez mais con­de­nado ao esque­ci­mento. O que não é neces­sa­ri­a­mente um pro­blema — medi­ta­ções sobre órgãos geni­tais de meno­res, e por­ta­do­res de defi­ci­ên­cias visu­ais envol­vi­dos em mani­fes­ta­ções físi­cas de anta­go­nismo, não são muito bem vis­tas nos dias que correm…

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Reescrita da Moli

Outubro 23, 2006

Vou pegar esta semana num guião de cinema de ani­ma­ção que escrevi em Angola para a Sto­pLine Fil­mes. Chama-​​​​se “Moli” e é uma his­tó­ria ori­gi­nal minha, base­ada numa per­so­na­gem cri­ada ini­ci­al­mente para tele­vi­são pelo Hum­berto San­tana, da Ani­ma­nos­tra (que tam­bém está envol­vido neste pro­jecto). A pri­meira ver­são do guião, que ter­mi­nei em Novem­bro do ano pas­sado, foi muito bem rece­bida. No entanto, como é natu­ral, há muita coisa a ser afi­nada ou melho­rada. É esse pro­cesso de rees­crita que vou ini­ciar agora, a par­tir de notas de lei­tura de várias pes­soas, de dis­cus­sões com os pro­du­to­res e da refle­xão que eu pró­prio fiz sobre o que escrevi.

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As pistolas sexuais do joãozinho podre

Outubro 6, 2006

Ainda num registo de crí­tico musi­cal impro­vi­sado, uma nota de audi­ção sobre um disco que já ouvi cen­te­nas de vezes, embora há muito tempo atrás. Os meus dois filhos são fans dos “Green Day” e ouvem “Ame­ri­can Idiot” sem parar. Resolvi apresentar-​​​​lhes o “Never Mind the Bull­locks Here’s the Sex Pis­tols”. Expliquei-​​​​lhes que eram os pais musi­cais e espi­ri­tu­ais da banda de que eles tanto gos­tam, e que foram muito impor­tan­tes para mim quando era jovem. Mas quando lhes toquei “Holly­days in the Sun” a reac­ção não foi a que eu espe­rava: “Isto é muita mau! Não nos faças sofrer mais”. E as músi­cas seguin­tes não muda­ram a pri­meira impres­são. Até posso per­ce­ber por­que é que não gos­ta­ram do disco. Johnny Rot­ten não tem cor­das vocais; tem um giz de má qua­li­dade a ris­car um qua­dro negro velho. As gui­tar­ras são bási­cas, estri­den­tes e repe­ti­ti­vas. As letras (se é que se lhes pode cha­mar assim) são gra­tui­tas e mal se enten­dem. Des­co­la­dos de um momento na his­tó­ria e de um con­texto na soci­e­dade, quando o disco toca ouvi­mos ape­nas uma banda cujas fra­gi­li­da­des são evi­den­tes. Mas, por favor, são os Sex Pis­tols. Haja respeito.

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Mais uma etapa no "projecto z"

Agosto 20, 2006

Ter­mi­nei final­mente de reler e ano­tar o romance que estou a adap­tar para cinema.

Como tinha pre­visto num artigo ante­rior, esta fase demo­rou mais do que tinha pla­ne­ado ini­ci­al­mente. Mas é natu­ral — esta relei­tura foi mais cui­da­dosa e pro­funda do que a pri­meira, tomei mui­tas notas, já come­cei a deli­near a estru­tura do filme e a criar novas cenas e situ­a­ções. Apro­vei­tei tam­bém para subli­nhar os diá­lo­gos mais impor­tan­tes, que gos­ta­ria de fizes­sem parte do guião final.

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O "Código da Vinci" revisitado

Agosto 12, 2006

O Código da Vinci” estreou ontem no cinema Atlân­tico. Orga­ni­zá­mos uma pequena excur­são na agên­cia para assis­tir. O D. e a M. já o tinham visto em Por­tu­gal, mas foram tam­bém, atraí­dos pelas his­tó­rias que lhes con­tei sobre a audi­ên­cia. E esta não me dei­xou ficar mal, uma vez mais.

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Contagem final

Agosto 4, 2006

Dia 25 deste mês, se tudo cor­rer como está pre­visto, regresso defi­ni­ti­va­mente a Por­tu­gal, depois de quase dois anos em Angola.

É um capí­tulo da minha vida que se vai fechar. Um capí­tulo que eu vol­ta­ria a escre­ver da mesma maneira, mais coisa menos coisa, se tivesse opor­tu­ni­dade de vol­tar ao iní­cio, í quela noite em que desem­bar­quei aqui em Luanda e senti pela pri­meira vez o ar quente e húmido do verão angolano.

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O fluxo das ideias

Julho 22, 2006

Con­forme vou lendo e ano­tando o romance, e pas­sando essa ano­taíões para o soft­ware de estru­tu­raíão, comeíam a sur­gir ideias para o guião. Read more on O fluxo das ideias…

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Opíões e equilí­brios

Julho 16, 2006

Já reli e ano­tei as pri­mei­ras 90 pági­nas do livro. Dessa lei­tura res­sal­tam mais dois pro­ble­mas especí­ficos que vão exi­gir uma ate­níão espe­cial: a ques­tão dos flash­backs e o con­texto polí­tico da his­tó­ria. Read more on Opíões e equilíbrios…

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Provérbio

Junho 18, 2006

“Mbewu kalondi koci­singi, omanu vaka­pa­ko” quer dizer “o cágado não con­se­gue subir na árvore por si só”. No jor­nal “A Capi­tal”, de onde tirei este pro­vér­bio (ediíão de 17 de Junho de 2006), ele apa­rece como prova de que os ovim­bundu são demo­crá­ti­cos por exce­lên­cia. O cágado (o soba) não sobe sozi­nho í  árvore; são as pes­soas que o colo­cam lá (o elegem).

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Assustador

Junho 3, 2006

Ontem vi o filme mais assus­ta­dor dos últi­mos tem­pos: A Des­cida, do guionista/​​realizador Neil Marshall. É um daque­les fil­mes que con­forme o tempo passa nos vão empur­rando para a beira do sofá, cada vez mais ten­sos, cada vez mais horrorizados.

A his­tó­ria é sim­ples. Seis ami­gas com gosto pela aven­tura e des­por­tos radi­cais explo­ram uma gruta, onde encon­tram uma tribo de hominí­deos com ten­dên­cias cani­bais. O mais incrí­vel é que estes mons­tros, que pare­cem uma mis­tura do Gol­lum com o Alien, só apa­re­cem a mais de metade do filme mas o rea­li­za­dor, por essa altura, já nos con­se­guiu pren­der numa ambi­ente de ter­ror e pre­gar meia dúzia de sus­tos.
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Gasosa

Janeiro 28, 2006

Há um tema recor­rente em Angola que nunca abor­dei aqui: a cor­ru­píão.
Não estou a falar dos esque­mas dos ricos e famo­sos, dos pode­ro­sos, dos gover­nan­tes e depu­ta­dos, de que tanto se ouve falar, nos jor­nais e nas con­ver­sas de café. Não os tes­te­mu­nhei (não jogo nesse cam­pe­o­nato) e acho que seria abu­sivo pôr-​​​​me a falar do que não conheío. Noto ape­nas que as notí­cias e repor­ta­gens que saem nos sema­ná­rios, com acu­saíões por vezes graví­ssimas, dariam para encher um depar­ta­mento inteiro da Pro­cu­ra­do­ria Geral, com pro­ces­sos con­tra os acu­sa­dos… ou con­tra os jor­nais.
Refiro-​​​​me antes ao pequeno suborno, í  nota­zi­nha que se passa para apres­sar um pro­cesso, ao favor com­prado. Enfim, í  “gasosa”.
Ima­gino que a desig­naíão de “gasosa” tenha nas­cido num perí­odo da his­tó­ria recente ango­lana em que os paga­men­tos com bens de con­sumo — escas­sos e distribuí­dos de forma desi­gual — eram cor­ren­tes. O C. diz-​​​​me que os pais cos­tu­ma­vam alu­gar umas casi­tas na praia para pas­sar os fins-​​​​de-​​​​semana e paga­vam, pre­ci­sa­mente, com cai­xas de gaso­sas e outras bebi­das. Mas isto é ape­nas uma teo­ria, pois nin­guém me con­se­guiu ainda dar uma expli­caíão de facto.
Na vida quo­ti­di­ana somos con­fron­ta­dos fre­quen­te­mente com pedi­dos de “gasosa”. De alguns polí­cias de trân­sito; de cer­tos fun­ci­o­ná­rios públi­cos, espe­ci­al­mente nos locais de aten­di­mento; dos car­re­ga­do­res de baga­gens ainda den­tro do aero­porto; e até de alguns par­ti­cu­la­res, quando por alguma razão o nosso bem estar possa estar depen­dente de uma acíão deles.
O pro­cesso não é nor­mal­mente des­ca­rado — embora isso tam­bém acon­teía. Passa geral­mente por algu­mas insi­nu­aíões, refe­rên­cias a difi­cul­da­des finan­cei­ras, olha­res e ges­tos escla­re­ce­do­res.
Pode tam­bém assu­mir outras for­mas: um pedido de “boas-​​​​festas”, por exem­plo, na época do Natal (que nesse aspecto se pro­longa até Marío…), ou um pedido directo de um bem qual­quer: “Não tem aí­ um des­ses para mim?“
Cabe-​​​​nos a nós deci­dir o cami­nho a seguir: embar­car no jogo, e dar a “gasosa”; ou fazer-​​​​mo-​​​​nos de bur­ros e fin­gir que não esta­mos a per­ce­ber. O curi­oso é que, quando se opta por esta segunda via, não há nor­mal­mente con­sequên­cias de maior. O que pode sig­ni­fi­car que a ins­ti­tuiíão da “gasosa” está a per­der foría. Seria muito bom para Angola se isso fosse verdade.

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Sideways

Janeiro 28, 2006

Graías ao meu novo e fabu­loso clube de ví­deo, con­se­gui final­mente ver um filme que até aqui me tinha esca­pado: “Sideways”, escrito por Ale­xan­der Payne e Jim Tay­lor.
O filme é uma pequena jóia rara, daque­las que se reco­men­dam aos ami­gos mais pró­xi­mos, e vai entrar na minha cole­cíão de DVDs logo que eu con­siga entrar numa Fnac.
Dois ami­gos de facul­dade, qua­ren­tões e falha­dos, fazem uma via­gem de uma semana pela lindí­ssima região dos vinhos da Cali­fór­nia. Miles quer pro­por­ci­o­nar a Jack uma longa, tran­quila, culta e sofis­ti­cada des­pe­dida de sol­teiro, entre degus­taíões de colhei­tas espe­ci­ais e cal­mas par­ti­das de golfe. Jack só quer dar umas que­cas antes de subir ao altar.
Ape­sar dessa pre­missa sim­ples, e das lon­gas con­ver­sas sobre tani­nos, cas­tas, reser­vas e téc­ni­cas de pro­duíão viní­cola, “Sideways”” con­se­gue agarrar-​​​​nos do princí­pio ao fim. É um case study para qual­quer curso de gui­o­nismo, com a sua estru­tura per­feita, vol­tas e revi­ra­vol­tas, impe­cá­vel noíão de ritmo, e um par de protagonistas/​​antagonistas inesquecí­veis. Miles e Jack, ape­sar de ami­gos (e este é tam­bém um filme sobre a ami­zade mas­cu­lina) estão em cam­pos opos­tos desde o minuto zero. Cada um deles atravessa-​​​​se no cami­nho do outro, impedindo-​​​​o de con­se­guir o que mais deseja. E isso, como todos sabe­mos, é a raiz de qual­quer grande his­tó­ria.
Algu­mas cenas são irrepreensí­veis de inte­li­gên­cia, como aquela em que Miles explica apai­xo­na­da­mente as razões que o levam a pre­fe­rir a casta Pinot Noir — sub­ti­leza, sen­si­bi­li­dade, “fei­tio” difí­cil — e nós per­ce­be­mos que é de si mesmo que está a falar. Outras são gran­des momen­tos de comé­dia fí­sica, como o aci­dente auto­mó­vel que Jack pro­voca, ou a incur­são de Miles de gatas pela casa de um marido enga­nado.
Aquela velha ques­tão de como é possí­vel tor­cer por per­so­na­gens cheios de fra­que­zas e defei­tos tem em “Sideways” uma res­posta sublime. Miles é capaz de rou­bar dinheiro í  mãe velhota, na vés­pera do ani­ver­sá­rio dela; Jack engana a noiva a torto e a direito, e no cami­nho mente í  namo­rada que arran­jou na via­gem. Pois mesmo assim nós que­re­mos que as coi­sas lhes cor­ram bem e que, por algum mila­gre, os dois encon­trem um pouco da feli­ci­dade que lhes tem esca­pado, quem sabe até a rede­níão dos seus peca­dos. Os auto­res fazem o favor de nos con­ce­der esse desejo, mas não da forma óbvia que nós esperarí­amos.
Li algu­res que “Sideways” teve o con­dão de aumen­tar astro­no­mi­ca­mente as ven­das de Pinot Noir nos EUA. A mim fez-​​​​me lem­brar que já não escrevo nada de sério desde Novem­bro. E se um filme me con­se­gue empur­rar para o teclado, acho que só posso agra­de­cer aos autores.

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Natchamba

Junho 19, 2005

Na missa de hoje, na Sagrada Famí­lia, o padre enri­que­ceu a homi­lia com uma his­tó­ria tra­di­ci­o­nal sobre a ingra­ti­dão. Reza assim:

Havia uma macaca cha­mada Nat­chamba que vivia perto de uma aldeia. Ora na aldeia houve um casa­mento. O jovem casal comeíou a vida em comum e, pouco depois, já tinha um bebé. Para garan­tir o seu sus­tento a mãe comeíou a cui­dar de um lote de terra, mas o bebé cho­rava e não a dei­xava tra­ba­lhar. Nat­chamba teve pena dela e des­ceu da árvore para dar “ó-ó” í  cri­a­nía. Esta ador­me­ceu e dei­xou a mãe tra­ba­lhar. No fim do dia a macaca devol­veu o bebé í  mãe com uma men­sa­gem: “Eu sou a Nat­chamba, venho pelo bem, pela paz e pela gene­ro­si­dade. Mas o mal virá da aldeia”.

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Equador

Maio 21, 2005

O tal livro que toda a gente comenta que daria um gran­di­oso filme épico por­tu­guês, ou uma exce­lente mini-​​série ao jeito das sau­do­sas “jóias da coroa” da BBC, hou­vesse no nosso paí­s dinheiro e know-​​how para o adaptar.Dinheiro, é impro­vá­vel que che­gue­mos lá com um mí­nimo de dig­ni­dade; a ampli­tude da his­tó­ria, a diver­si­dade geo­grá­fica — Lis­boa no iní­cio do século XX, a S. Tomé colo­nial do cacau e do café, a índia exó­tica da rai­nha Vitó­ria — e a sua com­ple­xi­dade temá­tica, his­tó­rica e polí­tica, não se com­pa­de­cem com adap­taíões â€œí  la moita flores”.

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Tiro no Escuro

Abril 26, 2005

O pri­meiro filme que fui ver depois de regres­sar de Angola foi o “Tiro no Escuro”, rea­li­zado pelo Leo­nel Vieira. Tra­ba­lhei no guião desse filme há uns dois anos atrás, pri­meiro reescrevendo-​​​​o, depois cri­ando a ver­são final jun­ta­mente com o Jorge Almeida, autor do guião ori­gi­nal, o Leo­nel e o Tino Navarro.

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Kotas

Janeiro 25, 2005

Jan­tei com o J. e alguns outros kotas. Espero que a pala­vra, de ori­gem ango­lana, não tenha para eles qual­quer sig­ni­fi­cado pejo­ra­tivo; para mim expressa ape­nas res­peito pela sua maior experiência.

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Um pouco de história

Janeiro 13, 2005

No iní­cio de 2004 fui con­vi­dado para par­ti­ci­par num pro­jecto pro­fis­si­o­nal que me daria a pos­si­bi­li­dade de pas­sar alguns meses em Luanda. Agar­rei a opor­tu­ni­dade com ambas as mãos.

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