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Arquivos de Tags: técnica

Curso de cinema das PF ainda tem vagas

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O curso de escrita para cinema das Pro­du­ções Fic­tí­cias, que eu coor­deno, e que tem Tiago San­tos e Jorge Pai­xão da Costa como moni­to­res, ainda não está esgotado.

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Perguntas & Respostas: posso dar indicações de realização?

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Numa cena de um filme a câmara muda cons­tan­te­mente de ângulo, mos­tra as per­so­na­gens de lado, de frente, as duas só numa, etc. Cabe ao gui­o­nista des­cre­ver isso ou é uma fun­ção do realizador?

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CeltX: um tutorial de escrita de guião

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O soft­ware de escrita de guião CeltX lan­çou final­mente a sua ver­são 1.0, e o facto ser­viu de moti­va­ção para eu escre­ver um tuto­rial sobre a sua utilização.

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Recursos de Escrita

A par­tir desta página poderá ace­der a uma série de recur­sos que me pare­cem úteis para todos os gui­o­nis­tas. Irei actu­a­li­zando regu­lar­mente o seu conteúdo.

Folhas de ajuda

Vou reu­nir aqui algu­mas “folhas de ajuda” para temas espe­cí­fi­cos, que irei publi­cando regularmente.

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O que podemos aprender com... Shrek.

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Shrek, o filme ani­mado, tem uma par­ti­cu­la­ri­dade muito rara: deu ori­gem a duas seque­las em que a qua­li­dade não caiu a pique, como infe­liz­mente é tão fre­quente. Des­cu­bra aqui porquê.
NOTA: este artigo já tinha sido publi­cado antes numa ver­são ampu­tada por engano. Agora fica aqui o texto com­pleto final.

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Curso #9: Conflitos e surpresas

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Um bom filme coloca no iní­cio uma ques­tão dra­má­tica forte que o espec­ta­dor vai que­rer ver res­pon­dida antes do final. Mas o que vem a seguir?

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Perguntas & Respostas: guiões publicitários

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Um lei­tor per­gunta qual a dife­rença entre os guiões de publi­ci­dade e os de cinema e tv; e eu, que já escrevi uns e outros, tento responder.

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Curso #8: Dar forma à ideia - loglines

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Entre a pri­meira ver­são de uma ideia, que está ape­nas na nossa cabeça, e a sua ver­são final escrita na forma de guião, uma estó­ria pode ser mate­ri­a­li­zada de várias for­mas, pro­gres­si­va­mente mais com­ple­xas. Neste artigo des­crevo a pri­meira delas, a logline.

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Curso #7: Dar forma à ideia

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O Curso Rápido de Guião regressa com mais um artigo. Depois de encon­trar a ideia certa para o guião que que­re­mos escre­ver, chega a altura de come­çar a dar-​​lhe forma. Para isso temos de des­co­brir qual a ques­tão dra­má­tica da nossa estó­ria, e que ele­men­tos a compõem.

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Lee Hall sobre a escrita do guião de "Billy Elliot".

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O Time­sOn­line publi­cou uma série de depoi­men­tos de gui­o­nis­tas ingle­ses sobre o pro­cesso de escrita de fil­mes tão diver­sos como “Sha­kes­pe­are in love” ou “Trains­pot­ting”. Um des­ses depoi­men­tos é de Lee Hall, cujo pri­meiro guião deu ori­gem ao acla­mado filme “Billy Elliot”.

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Curso #6: Encontrar a ideia (2)

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Con­ti­nu­a­mos neste artigo a ver como os gui­o­nis­tas podem arran­jar ins­pi­ra­ção para as suas obras. Desta vez explo­ra­mos a tra­di­ção e as adap­ta­ções de outras obras.

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Problemas com acentos

Fiz um upgrade do motor deste blo­gue (o Word­Press) para a ver­são 2.2 e, subi­ta­mente, todos os acen­tos e sinais espe­ci­ais enlou­que­ce­ram. Enquanto não tiver tempo para cor­ri­gir isto (se for pos­sí­vel) peço des­cul­pas a todos os lei­to­res pelo transtorno.

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Quer formatar correctamente os seus guiões?

Opções de mode­los para escrita de guiões

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Workshop de guionismo

Estou a orga­ni­zar um workshop de gui­o­nismo a decor­rer em Setú­bal durante o pró­ximo mês de Maio. Quem esti­ver inte­res­sado em par­ti­ci­par pode contactar-​​​​me atra­vés desta página. PROGRAMA DO WORKSHOP “A ESCRITA DO GUIíO” OBJECTIVOS atra­vés de uma com­bi­na­ção de 8 módu­los teó­ri­cos e prá­ti­cos de três horas trans­mi­ti­re­mos as noções bási­cas da escrita de um guião para cinema ou tele­vi­são. Cada par­ti­ci­pante desen­vol­verá uma ideia pró­pria e ter­mi­nará o workshop com uma sinopse, a des­cri­ção de per­so­na­gens e uma cena escrita. DATAS Dois fins de semana em data a mar­car durante o mês de Maio. LOCAL Em Setú­bal, pos­si­vel­mente nas ins­ta­la­ções do IPJ. NÚMERO DE PARTICIPANTES 15 VALOR Cem euros PRIMEIRO FIM DE SEMANA

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Curso #3: O que é um guião (2)

Está na hora de ver­mos na prá­tica o que vamos encon­trar nas pági­nas de um guião.

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eu na imdb, imaginem

Depois de des­co­brir que o meu nome estava numa crí­tica da “Vari­ety” entrei numa ego­trip e fui procurar-​​​​me na net. Fiz um goo­gle a João Nunes e des­co­bri que tam­bém estou na Inter­net Movie Data­base, o maior repo­si­tó­rio de fichas téc­ni­cas e fil­mo­gra­fias dis­po­ní­vel online. A minha fil­mo­gra­fia não está com­pleta, mas quase. E fiquei a saber que tam­bém par­ti­ci­pei como actor na série “Até ama­nhã, cama­ra­das”, o que me sur­pre­en­deu deve­ras. E me recor­dou que não se pode acre­di­tar em tudo o que se lê na net. Apa­reço tam­bém num site sobre cinema por­tu­guês, ape­sar da minha página estar bas­tante desac­tu­a­li­zada. Mas depois desse começo pro­mis­sor, desisti da pes­quisa. Ao fim de cinco pági­nas do Goo­gle che­guei à con­clu­são que o mundo está cheio de Joãos Nunes dife­ren­tes. São homó­ni­mos demais para o meu gosto.

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Três discos altamente recomendáveis

Cor­rendo o risco de não dizer nada de novo a quem esteja mini­ma­mente bem infor­mado, reco­mendo a audi­ção atenta de três dis­cos recen­tes. “Time­less”, do vene­rá­vel músico bra­si­leiro Sér­gio Men­des revisto pela figura de Will.I.Am dos Black Eyed Peas, que inclui entre outras péro­las um genial “Samba da Ben­ção” can­tado por Mar­celo D2 (acho eu, já que com­prei o disco na iTu­nes Music Store e, por isso, não tenho cader­ni­nho com a ficha téc­nica…). “Cê”, do não menos vene­rá­vel mas bas­tante mais conhe­cido Cae­tano Veloso, que regressa aos ori­gi­nais seis anos depois, reve­lando uma veia roqueira que não se lhe conhe­cia mas se lhe podia sus­pei­tar. Des­ta­que, entre outras pre­ci­o­si­da­des, para as letras de poeta iró­nico e com­pleto: “não tenho inveja da mater­ni­dade /​​ nem da lac­ta­ção /​​ não tenho inveja da adi­po­si­dade /​​ nem da mens­tru­a­ção /​​/​​ só tenho inveja da lon­ge­vi­dade /​​ e dos orgas­mos múl­ti­plos”. É bom, não é? “Back to Bedlam”, de James Blunt. Ape­sar do registo cla­ra­mente mais “azei­teiro” (como diz o Fre­de­rico) começa com cinco músi­cas segui­das que somam o mais estron­doso arran­que de um disco “pop” de que eu me recordo desde há muito tempo. Ten­tei incluir um disco por­tu­guês recente nesta lista mas sin­ce­ra­mente não encon­trei nenhum. Se tiver suges­tões, deixe nos comen­tá­rios. Pro­meto que vou ouvir.

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O "Código da Vinci" revisitado

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O Código da Vinci” estreou ontem no cinema Atlân­tico. Orga­ni­zá­mos uma pequena excur­são na agên­cia para assis­tir. O D. e a M. já o tinham visto em Por­tu­gal, mas foram tam­bém, atraí­dos pelas his­tó­rias que lhes con­tei sobre a audi­ên­cia. E esta não me dei­xou ficar mal, uma vez mais.

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Sideways

Graías ao meu novo e fabu­loso clube de ví­deo, con­se­gui final­mente ver um filme que até aqui me tinha esca­pado: “Sideways”, escrito por Ale­xan­der Payne e Jim Tay­lor.
O filme é uma pequena jóia rara, daque­las que se reco­men­dam aos ami­gos mais pró­xi­mos, e vai entrar na minha cole­cíão de DVDs logo que eu con­siga entrar numa Fnac.
Dois ami­gos de facul­dade, qua­ren­tões e falha­dos, fazem uma via­gem de uma semana pela lindí­ssima região dos vinhos da Cali­fór­nia. Miles quer pro­por­ci­o­nar a Jack uma longa, tran­quila, culta e sofis­ti­cada des­pe­dida de sol­teiro, entre degus­taíões de colhei­tas espe­ci­ais e cal­mas par­ti­das de golfe. Jack só quer dar umas que­cas antes de subir ao altar.
Ape­sar dessa pre­missa sim­ples, e das lon­gas con­ver­sas sobre tani­nos, cas­tas, reser­vas e téc­ni­cas de pro­duíão viní­cola, “Sideways”” con­se­gue agarrar-​​​​nos do princí­pio ao fim. É um case study para qual­quer curso de gui­o­nismo, com a sua estru­tura per­feita, vol­tas e revi­ra­vol­tas, impe­cá­vel noíão de ritmo, e um par de protagonistas/​​antagonistas inesquecí­veis. Miles e Jack, ape­sar de ami­gos (e este é tam­bém um filme sobre a ami­zade mas­cu­lina) estão em cam­pos opos­tos desde o minuto zero. Cada um deles atravessa-​​​​se no cami­nho do outro, impedindo-​​​​o de con­se­guir o que mais deseja. E isso, como todos sabe­mos, é a raiz de qual­quer grande his­tó­ria.
Algu­mas cenas são irrepreensí­veis de inte­li­gên­cia, como aquela em que Miles explica apai­xo­na­da­mente as razões que o levam a pre­fe­rir a casta Pinot Noir — sub­ti­leza, sen­si­bi­li­dade, “fei­tio” difí­cil — e nós per­ce­be­mos que é de si mesmo que está a falar. Outras são gran­des momen­tos de comé­dia fí­sica, como o aci­dente auto­mó­vel que Jack pro­voca, ou a incur­são de Miles de gatas pela casa de um marido enga­nado.
Aquela velha ques­tão de como é possí­vel tor­cer por per­so­na­gens cheios de fra­que­zas e defei­tos tem em “Sideways” uma res­posta sublime. Miles é capaz de rou­bar dinheiro í  mãe velhota, na vés­pera do ani­ver­sá­rio dela; Jack engana a noiva a torto e a direito, e no cami­nho mente í  namo­rada que arran­jou na via­gem. Pois mesmo assim nós que­re­mos que as coi­sas lhes cor­ram bem e que, por algum mila­gre, os dois encon­trem um pouco da feli­ci­dade que lhes tem esca­pado, quem sabe até a rede­níão dos seus peca­dos. Os auto­res fazem o favor de nos con­ce­der esse desejo, mas não da forma óbvia que nós esperarí­amos.
Li algu­res que “Sideways” teve o con­dão de aumen­tar astro­no­mi­ca­mente as ven­das de Pinot Noir nos EUA. A mim fez-​​​​me lem­brar que já não escrevo nada de sério desde Novem­bro. E se um filme me con­se­gue empur­rar para o teclado, acho que só posso agra­de­cer aos autores.

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Quem somos

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Bem vindo

Este blo­gue foi cri­ado pelo argu­men­tista por­tu­guês João Nunes em 2005, em vir­tude de uma esta­dia pro­lon­gada em Angola. Mui­tos dos arti­gos mais anti­gos ver­sam pre­ci­sa­mente as curi­o­si­da­des e con­tra­di­ções da vida nesse grande país.

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