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Arquivos de Tags: queixas

Escreve aquilo que conheces - ou não?

Será válido o con­se­lho “Conhece o que escre­ves”, ou há mais do que uma opi­nião sobre o assunto?

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Assine uma petição contra os intervalos nos filmes

Se os inter­va­los durante os fil­mes o irri­tam, veja aqui onde assi­nar uma peti­ção contra.

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Cuidado com a ortografia

A revi­são e a cor­rec­ção da orto­gra­fia são tare­fas que devem ser leva­das a sério pelo guionista.

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Problemas com acentos

Fiz um upgrade do motor deste blo­gue (o Word­Press) para a ver­são 2.2 e, subi­ta­mente, todos os acen­tos e sinais espe­ci­ais enlou­que­ce­ram. Enquanto não tiver tempo para cor­ri­gir isto (se for pos­sí­vel) peço des­cul­pas a todos os lei­to­res pelo transtorno.

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Fujam de Barcelona

Nunca, mas mesmo nunca — repito, nunca — visi­tem Bar­ce­lona sem reser­var antes hotel. Nós cai­mos nessa asneira e vie­mos para cá con­ven­ci­dos de que, che­ga­dos à cidade, encon­tra­ri­a­mos alo­ja­mento com faci­li­dade. Erro, grande erro. Anda­mos às vol­tas por Bar­ce­lona desde as 18h30 e só con­se­gui­mos um quarto às 01h30 da manhã. E, mesmo assim, só para a noite de 30. Para a pas­sa­gem de ano ainda esta­mos à pro­cura. Resta dizer que pro­cu­rá­mos na cidade e em duas zonas bal­ne­a­res nos arre­do­res. A infor­ma­ção que repe­ti­da­mente nos davam era que está tudo esgo­tado num raio de 50 km. A ver vamos. Update: estava mesmo, a não ser na casa do muito caro: sui­tes de 1000 euros ainda se con­se­guiam encon­trar com faci­li­dade. Fugi­mos para Madrid.

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Desengravatem-se!

Viní­cius de Moraes, esse grande poeta bra­si­leiro, músico e boé­mio, amante de chop e de garo­tas bron­ze­a­das, visi­tou Por­tu­gal nos anos 60, em plena dita­dura. Achou os por­tu­gue­ses muito for­ma­lis­tas, muito “engra­va­ta­dos”, como se pode com­pro­var num pequeno dis­curso impro­vi­sado que ficou regis­tado no disco que gra­vou ao vivo em casa de Amá­lia Rodri­gues, com músi­cos e poe­tas naci­o­nais. Deixo aqui as pala­vras trans­cri­tas desse registo, por­que muita coisa ainda não mudou desde a altura:

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Coragem, Portugueses

O povo com­pleto será aquele que tiver reu­nido no seu máximo todas as qua­li­da­des e todos os defei­tos. Cora­gem, Por­tu­gue­ses, só vos fal­tam as qua­li­da­des. — Almada Negreiros

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Salvem a biblioteca

Um amigo bra­si­leiro pede-​​​​me para divul­gar esta men­sa­gem. E como os ami­gos são para as oca­siões… <blockquote>Convoco todos a lutar para impe­dir­mos um desas­tre. Ima­gi­nem um lugar onde se pode ler gra­tui­ta­mente, as obras de Machado de Assis, ou A Divina Comé­dia, ou ter acesso às melho­res his­to­ri­nhas infan­tis de todos os tem­pos. Um lugar que lhe mos­trasse as gran­des pin­tu­ras de Leo­nardo Da Vinci. Onde você pudesse escu­tar músi­cas em MP3 de alta qua­li­dade… Pois esse lugar existe! O Minis­té­rio da Edu­ca­ção dis­po­ni­bi­liza tudo isso, basta aces­sar o site: www​.domi​ni​o​pu​blico​.gov​.br. Só de lite­ra­tura por­tu­guesa são 732 obras! Esta­mos em vias de per­der tudo isso, pois vão desa­ti­var o pro­jeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos ten­tar rever­ter esta des­graça, divul­gando e incen­ti­vando ami­gos, paren­tes e conhe­ci­dos, a uti­li­za­rem essa fan­tás­tica fer­ra­menta de dis­se­mi­na­ção da cul­tura e do gosto pela leitura.<blockquote>

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Morreu Robert Altman

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Um dos gran­des fale­ceu. Robert Alt­man, o genial cri­a­dor de fil­mes como “Nash­vile”, “Short Cuts”, “The Player” (este um favo­rito dos gui­o­nis­tas de todo o mundo) e, mais recen­te­mente, “Gos­ford Park” e “The Com­pany”, mor­reu ontem aos 81 anos.

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Ver (em) Braga

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Os Encon­tros da Ima­gem de Braga che­ga­ram ao 20º Ani­ver­sá­rio. Só lá fui uma vez, há bas­tan­tes anos, e lembro-​​​​me que na altura gos­tei tanto da cidade como do evento. Infe­liz­mente Braga fica longe e, por muito que eu goste de foto­gra­fia, uma ida repre­senta mui­tas horas de estrada e mui­tos litros de gaso­lina. Pelo con­trá­rio, aos Encon­tros de Coim­bra, que são mais perto e nor­mal­mente têm um pro­grama mais rico, tenho ido com alguma frequên­cia. Mas como a Lu adora o Norte e não conhe­cia ainda Braga, resol­ve­mos ir lá este ano. Valeu a pena.

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De regresso à tuga

Bom, cá esta­mos de volta à realidade.

Tirei uns dias de férias com a Lu e os meus filhos no Algarve (pro­meto um artigo para breve), que che­ga­ram para demons­trar que Por­tu­gal me reser­vava pou­cas novi­da­des: fogos nas matas, polí­ti­cos de férias, quei­xas de crise, aumen­tos de pre­ços, o costume…

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Obrigado, agente Óscar

Tenho de agra­de­cer ao agente Óscar, da polí­cia de trân­sito de Luanda, por ter tor­nado um pouco menos difí­cil a minha par­tida de Angola. No mesmo dia em que os meus cole­gas me orga­ni­za­ram um jan­tar de des­pe­dida e me enche­ram de mimos e cari­nhos, de fra­ses sim­pá­ti­cas, de ges­tos de cama­ra­da­gem, de pro­vas de ami­zade, fazendo todo o pos­sí­vel para eu sen­tir sau­da­des antes mesmo de par­tir, o agente Óscar resol­veu a ques­tão de uma forma sim­ples e efi­ci­ente: assaltou-​​​​me com as suas luvas bran­cas sujas e ras­ga­das. Ou seja, “penteou-​​​​me”, como se diz por aqui. Não vou con­tar os deta­lhes do epi­só­dio, que não são boni­tos nem edi­fi­can­tes. Mas ser­viu para me lem­brar que Angola ainda tem uma longa estrada a per­cor­rer. É ver­dade que essa estrada já está em cons­tru­ção, e que a pai­sa­gem é bem bonita para quem se fizer à via­gem; mas enquanto hou­ver agen­tes ósca­res a atravessar-​​​​se à frente do carro, o cami­nho em direc­ção ao futuro vai ser como o trân­sito de Luanda — lento, caó­tico e exasperante.

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Dez coisas de Angola de que não vou sentir falta - de certeza

  • Dos segu­ran­ças arma­dos, mili­ta­res arma­dos, polí­cias armados…
  • Do espec­tá­culo da miséria
  • Do trân­sito
  • Da poeira
  • Do lixo
  • Da humi­dade exces­siva no Verão
  • Das epi­de­mias
  • De algu­mas pes­soas que conheci
  • Dos mus­se­ques

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Bom senso

Enquanto estava na espla­nada um miúdo de rua pediu-​​​​me dinheiro. Tinha dois pen­sos gran­des na testa, cru­za­dos como nos dese­nhos ani­ma­dos, mas sem a graía dos dese­nhos animados.

Estava des­ca­lío. Por um momento pen­sei em dar-​​​​lhe as minhas havai­a­nas e regres­sar assim a casa, afi­nal de con­tas era só atra­ves­sar a rua. É claro que o bom-​​​​senso prevaleceu.

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Baques

Sinto sem­pre um baque no coraíão quando um agente da polí­cia olha para mim na rua, ou faz um movi­mento ines­pe­rado. Ima­gino que me vai man­dar parar e assusto-​​​​me.

O engraíado é que tenho tudo legal: pas­sa­porte com visto de tra­ba­lho, carta de con­duíão, docu­men­tos do carro e auto­ri­zaíão para o con­du­zir. Mas a sen­saíão é essa — como quando tenho de pas­sar a fron­teira: por mais ino­cente que eu seja, por mais lim­pas que este­jam as minhas baga­gens de qual­quer con­tra­bando ou infra­cíão, sinto-​​​​me sem­pre como poten­cial cul­pado de qual­quer coisa e fico nervoso.

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Acidente

Agora mesmo, enquanto estou aqui na net, houve um aci­dente auto­mó­vel em frente da minha casa. Ouvi a tra­va­gem e o som seco do cho­que e corri para a varanda, para ver o resul­tado. Feliz­mente não houve feri­dos, ape­nas lata amolgada.

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Tirem senha

Acho que devia haver um sis­tema de ges­tão de filas para os pro­ble­mas, como aque­les que há nos ban­cos e repar­tiíões públi­cas. Os pro­ble­mas che­ga­vam, tira­vam a senha cor-​​​​de-​​​​rosa, e espe­ra­vam cal­ma­mente pela sua vez. Em vez de se amon­to­a­rem todos no bal­cão, a que­rer ser aten­di­dos em primeiro lugar.

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A Aventura do Poseidon

O Luso­mundo Pre­mium pas­sou ontem, depois do jogo Por­tu­gal x Fra­nía, um filme muito a pro­pó­sito: “A Aven­tura do Poseidon”.

Nesse épico dos anos 70 um pequeno grupo de pes­soas, cora­jo­sas e luta­do­ras, che­fi­a­das por um sacer­dote com mau fei­tio mas bom coraíão, ten­tam sobre­vi­ver den­tro de um barco virado por uma onda gigante.

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Final em Português

Fiz mal as con­tas. Afi­nal, Por­tu­gal e Bra­sil só se podem encon­trar nas meias-​​​​finais (se tudo cor­rer bem aos dois). O que quer dizer que ainda não é desta que haverá uma final em por­tu­guês. Pen­sando no lado posi­tivo das coi­sas, tal­vez desta forma eu e a Lu pos­sa­mos vir a tor­cer pela mesma equipa na final. E que seja Portugal…

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Empata-jogos

Nesta pri­meira fase do Mun­dial há algu­mas equi­pas que têm tanto a ver com fute­bol como um pen­te­lho encra­vado tem a ver com sexo. Estão lá no campo, onde a acíão decorre, mas só ser­vem para atra­pa­lhar quem está empe­nhado no acto pro­pri­a­mente dito. São os japões, irãos e equa­do­res da vida, fecha­dos nas suas gran­des áreas, mar­cando homem a homem em ménage a trois. Levando a metá­fora sexual um pouco mais longe (e quem sabe longe de mais) , são aque­las equi­pas que nem jogam nem saem de cima. Feliz­mente vão ficar todas para trás nesta pri­meira etapa, por­que os deu­ses do fute­bol pare­cem estar a favo­re­cer quem quer jogar í  bola. E não quem quer, sim­ples­mente, espre­mer as bolas dos outros (desta é que exagerei mesmo).

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