Tudo o que você precisa de saber sobre drama, pela mão de David Mamet
David Mamet escreveu um memorando notável sobre escrita dramática. Achei-o tão importante que resolvi traduzi-lo para português.
Nesta página encontra diversos artigos que, na altura da sua publicação neste blogue, mereceram um destaque especial.
Penso que a maior parte desses destaques continuam a merecer a atenção de quem se interessa pela escrita para cinema e televisão. Convido-o pois a explorar ao seu ritmo esta categoria dos arquivos do blogue.
Boas leituras.
David Mamet escreveu um memorando notável sobre escrita dramática. Achei-o tão importante que resolvi traduzi-lo para português.
"Durante o almoço, Wallace e eu falámos do livro, tentando esclarecer todos os seus mistérios. A Bruxa era mesmo Jenny Hill? Quem era a Rapariga no Rio? Wallace tinha respostas, mas o mais impressionbante é que não insistia em estar certo. Tudo estava aberto a interpretação. Não considerava nado no seu livro como sagrado e intocável."
John August, acerca da adaptação de "Big Fish"
Este artigo é a segunda parte de uma série de dois dedicados à adaptação de romances para cinema. O primeiro artigo pode ser encontrado aqui.
Como disse antes, já tive a oportunidade de adaptar três obras literárias para guião, e ainda trabalhei em mais três projetos de adaptação que, por razões diversas, não passaram das primeiras fases. O meu método de trabalho acabou por ser, em todos estes projetos, muito semelhante. Por isso acho que pode ser interessante partilhá-lo aqui, mesmo sabendo que cada argumentistas encontrará, naturalmente, o seu método próprio.
“O Presente” é mais uma curta de “O Dez”. Neste caso juntei à escrita do guião também a realização.
“No que me diz respeito, adaptar um romance para um guião é exatamente o mesmo que escrever um guião original. As duas formas são tão diferentes como uma maçã e uma laranja. Apesar de ambas serem frutas, e ambas crescerem em árvores, são totalmente diferentes em sabor, cor e textura.”
Ted Tally, a propósito da adaptação de “The silence of the lambs”
Este é o primeiro de dois artigos sobre adaptações de romances para cinema. O segundo artigo pode ser encontrado aqui.
Adaptar um romance para cinema é um desafio que, mais tarde ou mais cedo, vai surgir na carreira de um guionista. E é um desafio de contornos muito especiais.
Já adaptei três, dos quais um foi produzido – “A Selva” – e os outros dois, “Mindelo” e “Terra do Bravo”, estão em desenvolvimento.
Com base nesta experiência gostaria hoje de partilhar algumas ideias sobre este trabalho tão particular, que poderá ler no artigo completo.
Mais um episódio de O Dez, desta vez com guião meu e do Paolo Marinou-Blanco, a partir de um argumento original de Leandro Ferrão, que também realizou.
As curtas metragens que escrevi ou reescrevi para o projeto “O Dez” vão estar disponíveis online a partir do dia 1 de Março, no Sapo.
Vários romancistas conhecidos oferecem as suas ‘regras para escrever ficção’. E eu, num acesso de falta de modéstia, resolvi juntar as minhas.
Uma leitora quer saber como se comportar numa reunião e eu dou algumas dicas.
A SPA – Sociedade Portuguesa de Autores, em colaboração com a RTP, decidiu este ano criar o Prémio Autores SPA/RTP. Curiosamente, nas áreas de cinema, televisão e teatro, nenhum autor foi premiado.

Tenho uma dúvida: estou a escrever um guião, e numa cena preciso de escrever uma conversação em chat. Queria saber se a maneira é igual a escrever um telefonema ou há alguma forma específica, porque esta parte do chat é fundamental para o desenrolar da história. — Gonçalo
Gonçalo, a lógica diz que a escrita de um chat – uma conversação escrita mantida em tempo real via computador – deve ser abordada num guião da mesma forma que uma conversa telefónica. Há contudo diferenças importantes, formais e dramatúrgicas, a ter em conta.