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A brigada da salada

Esti­ve­mos ontem a fil­mar o novo spot da Super Bock sem álcool. Desta vez a “bri­gada da salada” é a vítima do anún­cio em que, como sem­pre, o Bruno Nogueira pega nos nos­sos tex­tos e lhes acres­centa umas pita­das pró­prias e incon­fun­dí­veis. É segu­ra­mente um dos melho­res impro­vi­sa­do­res da nova gera­ção de come­di­an­tes portugueses.

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O que podemos aprender com... "Heróis"

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cast-heroes.jpgHeróis” é a nova série que a TVI estreou no sábado pas­sado. É uma incur­são tele­vi­siva no uni­verso dos super-​​​​heróis con­tra­ri­a­dos, con­fu­sos e mal pre­pa­ra­dos para acei­tar a sua pró­pria dife­rença, num registo que lem­bra o do filme “O pro­te­gido” de M. Night Shya­ma­lan. Vários ado­les­cen­tes e jovens adul­tos, de ori­gens e carac­te­rís­ti­cas dife­ren­tes, des­co­brem pouco a pouco que têm carac­te­rís­ti­cas espe­ci­ais que os dife­ren­ciam do resto da huma­ni­dade — a capa­ci­dade de auto-​​​​regeneração física, de pre­ver o futuro ou de “mani­pu­lar o con­ti­nuum espacio-​​​​temporal”, por exem­plo. Ao mesmo tempo que eles apren­dem a lidar com essas capa­ci­da­des extra­or­di­ná­rias, um “serial kil­ler” vai dei­xando um rasto de víti­mas com as cabe­ças ser­ra­das e paira sobre Nova Ior­que a ame­aça de um aten­tado nuclear, cuja data será um mês depois do iní­cio da estó­ria. Como é óbvio, todos estes enre­dos irão cruzar-​​​​se pouco a pouco, con­tri­buindo para o sucesso que a série está a ter em todo o lado.
Em ter­mos de gui­o­nismo, o que é que pode­mos apren­der com os dois epi­só­dios já apresentados?

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Perguntas & Respostas: Como começar?

Eu sou um apai­xo­nado por gui­o­nismo e gos­tava de tra­ba­lhar nisso como fre­e­lan­cer. Como posso come­çar? — Bruno

Bruno, essa tua ques­tão tem uma res­posta curta e uma comprida.

A curta: come­çando. Agarra num bloco e num lápis, ou no teu com­pu­ta­dor, e começa a escre­ver. No momento em que colo­ca­res o pri­meiro “Fade in:” na página, já podes dizer aos teus ami­gos que és gui­o­nista fre­e­lance. Parto do prin­cí­pio que, sendo um apai­xo­nado pela maté­ria, como tu pró­prio admi­tes, já domi­nas os con­cei­tos básicos.

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Perguntas & Respostas: Formato dos guiões

Tenho uma dúvida muito ele­men­tar: parece que os ame­ri­ca­nos têm umas regras for­mais bas­tante res­tri­tas (tipo de letra Cou­rier 12, as mar­gens para cada sec­ção, etc.) e até mesmo quanto ao modo como se deve “enca­der­nar” um guião que vamos enviar a alguém: papel com 3 furos, levando 2 tachas (creio eu… como li em inglês, não sei ao certo se é isto que que­rem dizer), uma no furo de cima e outra no de baixo, ficando o do meio vazio. Por­tanto, o que mais me inte­ressa saber, é se estas regras são uni­ver­sais ou ape­nas ame­ri­ca­nas. — Gonçalo

Gon­çalo, essas regras tão estri­tas têm uma razão de ser: ten­tar garan­tir que cada página do guião cor­res­ponda, em média, a um minuto de filme final.

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Scrivener

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Des­co­bri um novo pro­grama que parece ser a res­posta às minhas neces­si­da­des de escrita. Por hábito e fei­tio tenho muita difi­cul­dade em come­çar um guião se não tiver um tra­ta­mento e um outline muito com­pleto de toda a his­tó­ria. Scri­ve­ner é, essen­ci­al­mente, uma trans­po­si­ção para o com­pu­ta­dor dos tra­di­ci­o­nais car­tões pre­ga­dos num qua­dro, como os que eu uti­li­zei para pla­near os meus pri­mei­ros guiões.

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Curso #3: O que é um guião (2)

Está na hora de ver­mos na prá­tica o que vamos encon­trar nas pági­nas de um guião.

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Memórias

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Em frente da minha casa em Luanda há agora um pequeno café com uma espla­nada limpa e pes­soal sim­pá­tico. Todos os sába­dos e domin­gos, pela manhã, vou lá sentar-​​​​me para tomar o pequeno-​​​​almoío e pre­guiíar um pouco, pondo as lei­tu­ras em dia. Não é o “Pau de Canela”, da Beloura, mas é um lugar onde me sinto bem.

Hoje de manhã estava lá sen­tado, mer­gu­lhado na lei­tura de uma “Pre­mi­ere” de Dezem­bro de 2004 (se não há revis­tas novas, relêm-​​​​se as anti­gas…) quando fui envol­vido por um aroma suave, ado­ci­cado, que me arras­tou de ime­di­ato para o pas­sado. Antes mesmo de con­se­guir iden­ti­fi­car o per­fume olhei em redor í  pro­cura do meu pai.

Na mesa ao lado da minha um kota acen­dia um cachimbo, num ritual a que eu tan­tas vezes assisti, colo­cando nele a mesma seri­e­dade e con­cen­traíão que recordo no meu pai. Read more on Memórias…

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Campismo Selvagem

Olhando para o meu jeep ato­lado na lama, numa praia quase deserta, sob o olhar curi­oso de dois miú­di­tos negros, tive um ligeiro momento de dúvida: “Será que fui mesmo feito para o cam­pismo selvagem?”

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Marburg Continua a Baixar

Nas últi­mas três sema­nas regista-​​se uma dimi­nuiíão do número de casos da epi­de­mia de febre hemor­rá­gica de Mar­burg em Angola, pas­sando a media de noti­fi­caíão de 39 para 14.… Tele­co­mu­ni­caíões e Ser­viíos SARL2004Nas res­tan­tes seis proví­ncias ango­la­nas que se encon­tram em estado de alerta epi­de­mi­o­ló­gico não se regis­tou nenhum caso novo, uma situ­aíão que se man­tém há vários dias consecutivos..::.NEXUS.::.

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Cinema

Domingo fomos ao cinema pela segunda vez. Mais pre­ci­sa­mente ao Cine-​​​​Atlântico, magní­fico exem­plar da arqui­tec­tura colo­nial do pós-​​​​guerra. É um grande anfi­te­a­tro coberto mas sem pare­des late­rais, o que o torna bas­tante are­jado e agra­dá­vel nas noi­tes quen­tes de Luanda. Fomos ver um filme de acíão, “Ana­con­das”. O filme, em si, não merece comen­tá­rios — é um pro­duto medi­ano da indús­tria ame­ri­cana de ven­der pipo­cas. Mas a expe­ri­ên­cia de o assis­tir naquela sala é inul­tra­pas­sá­vel. O cinema estava ape­nas meio cheio, mas cada espec­ta­dor valia por dois. Nas cenas de acíão, e espe­ci­al­mente quando os heróis ultra­pas­sa­vam um obs­tá­culo qual­quer, toda a gente aplau­dia, gri­tava, incen­ti­vava. Numa cena em que uma heroí­na deca­pi­tava uma ana­conda gigante, sal­vando um com­pa­nheiro, até houve quem se pusesse em pé. Se fos­sem só meia dúzia de mal-​​​​educados, como em Por­tu­gal, seria desa­gra­dá­vel. Assim, com toda a sala a vibrar na mesma onda, é uma eru­píão colec­tiva de ale­gria, de entu­si­asmo, uma mani­fes­taíão da magia da 7ª arte. A ver­da­deira festa do cinema.

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Cheguei

Domingo, pouco antes das 20 horas, desem­bar­quei em Luanda. O ar quente e húmido e o aroma rico e pene­trante recordaram-​​me ime­di­a­ta­mente Manaus — memó­ria agra­dá­vel, obviamente.

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