Junho 23, 2005
Saí há pouco da vernissage de uma exposiíão de arte no antigo Hotel Globo, na baixa de Luanda. “Nacionalistas” é o nome de guerra do grupo de criadores ali reunido, e “Angola Combatente” o título da mostra, organizada pela SOSO Arte Contemporânea e pelo TACCA. Quem não goste de arte contemporânea, não é ali que vai ficar a gostar; quem aprecie, não se vai sentir defraudado. O conjunto de obras em várias técnicas, desde a fotografia de grande formato í gravura, passando pela pintura, escultura e desenho, tem uma grande homogeneidade, quer de qualidade quer de influências.
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Junho 5, 2005
Angola está cheia de chineses, mas passam despercebidos. Estão cá em virtude de uma linha de crédito de não sei quantos biliões de dólares que o governo chinês abriu a Angola, tendo como contrapartidas a adjudicaíão de muitos trabalhos na construíão e obras públicas a empresas chinesas. Com elas vieram muitos — não faío ideia quantos — técnicos e trabalhadores chineses. É raro vê-los nas ruas durante o dia; provavelmente estarão a trabalhar, coisa a que sempre se dedicaram com afinco. Também não aparecem í noite, nos restaurantes e locais de convívio; devem esconder-se entre os da sua comunidade, como aliás fazem em todo o mundo. Onde temos uma melhor percepíão da dimensão relativa da sua presenía é nos supermercados, ao fim de semana. Ainda ontem de manhã, na Martal, cruzei-me com meia dúzia, num estabelecimento relativamente pequeno. Faz-me lembrar aquele velho dito espanhol: “Não acredito em bruxas — mas lá que as há, há.
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