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Como adaptar um romance para cinema – II

    "Durante o almoço, Wallace e eu falámos do livro, tentando esclarecer todos os seus mistérios. A Bruxa era mesmo Jenny Hill? Quem era a Rapariga no Rio? Wallace tinha respostas, mas o mais impressionbante é que não insistia em estar certo. Tudo estava aberto a interpretação. Não considerava nado no seu livro como sagrado e intocável."

    John August, acerca da adaptação de "Big Fish"

    Este artigo é a segunda parte de uma série de dois dedicados à adaptação de romances para cinema. O primeiro artigo pode ser encontrado aqui.

    Como disse antes, já tive a oportunidade de adaptar três obras literárias para guião, e ainda trabalhei em mais três projetos de adaptação que, por razões diversas, não passaram das primeiras fases. O meu método de trabalho acabou por ser, em todos estes projetos, muito semelhante. Por isso acho que pode ser interessante partilhá-lo aqui, mesmo sabendo que cada argumentistas encontrará, naturalmente, o seu método próprio.

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    Dez regras para escrever um filme de ação

      O mestre dos argumentos de filmes de acção dos anos 80, Shane Black, que entre outros escreveu os da série “Arma Mortífera”, deu uma entrevista ao “The Guardian” em que resume os dez elementos essenciais para escrever um bom filme do género.

      O que podemos aprender com… os Oscares 2010

        Da análise das escolhas da Academia de Hollywood podem retirar-se, obviamente, uma enorme quantidade de lições. Uma que saltou aos olhos ontem foi a forma como um pequeno filme, suportado por uma grande estória, pode arrasar completamente uma grande máquina de fazer dinheiro.

        O argumento de "The Hurt Locker" repetiu as sucessivas vitórias que obteve em todo o lado, mas desta vez foi completado por outras vitórias, incluindo Melhor Realização e Melhor Filme. De destacar as palavras de louvor e reconhecimento da realizadora Kathryn Bigelow ao grande guião escrito por Mark Boal.

        Mas hoje eu gostaria de chamar a atenção para um outro aspecto: a importância de um bom antagonista.

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        Dez regras para escrever ficção

          Vários romancistas conhecidos oferecem as suas ‘regras para escrever ficção’. E eu, num acesso de falta de modéstia, resolvi juntar as minhas.