Quem fala mal dos peixes de rio devia vir prová-los no Amazonas — é uma outra realidade que não tem nada a ver com os peixes gordos e insípidos que, salvo raras excepções, enchem as nossas águas fluviais.
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No regresso a Luanda parámos no Restaurante da Rua 11, um espaço à beira mar, com vista para o Mussulo, onde se comem pratos típicos angolanos, servidos em buffet self-service. Há as muambas de galinha e de ginguba, o kalulu de peixe e de carne seca, a muteta e o mufete, tudo acompanhado com kissaka, funge e feijão de óleo de palma.
Não sei se isto pode ter segundas leituras de âmbito psicanalítico, mas o meu canal televisivo favorito neste momento é a BBC Food. São 16 horas diárias de programas sobre comida; dezenas e dezenas de receitas, cada qual mais apetitosa do que a anterior; e uma deliciosa (a palavra aplica-se aqui particularmente bem) colecíão de excêntricos chefs de várias nacionalidades.
O arroz de marisco estava servido no prato, fumegante, rico em lagosta, camarão e choco. Cheirava. De garfo e faca na mão, varado de fome, lancei um olhar em redor antes de me atirar à tarefa. Um homem caminhava para a casa de banho, alguns metros à minha direita. Mal reparei nele, até ao momento em que hesitou, parou, e caiu para trás, direito como uma tábua de engomar. Ouvi distintamente o som da cabeça a chocar com o chão de ladrilho. Poças! Lá se foi o arroz quentinho…
A minha cozinheira Domingas presenteou-me hoje com um prato típico angolano: o kalulu de carne seca. O G., um colega brasileiro, almoçou comigo e pode confirmar que o resultado foi excelente. Aqui fica a receita:
Perto da Rua 11, para os lados do Benfica, há um restaurante ribeirinho muito agradável. É o Restaurante da Rua 11, nome pouco imaginativo mas fácil — e digno — de memorizar. Fomos lá almoçar no Domingo, com o E. e a namorada, a C..