Portugueses preferem ver filmes na televisão

A televisão continua a ser a plataforma preferida pelos portugueses para ver filmes em 2010. Quem o diz é o estudo da Obercom, que conduziu entrevistas sobre os hábitos de consumo de cinema em Portugal continental a 1258 indivíduos.

Segundo este estudo e os dados do ICA, as salas de cinema em Portugal registaram uma afluência de 16,6 milhões de espectadores, o que representa um crescimento de 5,4% face a 2009, constituindo o valor mais elevado desde 2005.

Ainda assim, é nos canais de televisão que mais portugueses vêm filmes. Em segundo lugar vem o DVD e só depois as salas de cinema, que são essencialmente preferidas pelos escalões mais jovens da população. Dos inquiridos entre os 15 e os 25 anos, 71,3% afirmaram ter assistido a filmes no cinema.

É também na televisão que mais portugueses assistem a filmes de produção nacional.

Apenas 3,2% dos inquiridos se deslocaram às salas de cinema para assistir a filmes portugueses. Nos filmes de origem nacional, o DVD surge em terceiro lugar.

No entanto, o factor acidental continua a ter um peso elevado sobre o visionamento da produção nacional, tendo 35,9% declarado ter visto filmes portugueses porque "estavam a passar na televisão". Este valor reforça a importância da programação televisiva para a produção cinematográfica nacional e reforça a necessidade de televisões e produtoras se unirem para revitalizar o cinema português.

Só mais um dado curioso, 21,2% dos inquiridos declararam sentir vontade de visitar um local por influência de filmes, o que é, sem dúvida, um dado que pode abrir as portas para uma amizade, ou mesmo cumplicidade, entre produção nacional e organizações ligadas ao turismo.

Para quem gosta de números e gráficos, como eu, pode consultar o estudo integral aqui.

Portugueses preferem ver filmes na televisão

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Nélia Matos

Nélia Matos é Licen­ci­ada em Bio­lo­gia, com tra­ba­lhos publi­ca­dos na área da Neurofisiologia. A escrita esteve sem­pre a par da sua car­reira cien­tí­fica. Con­tri­buiu com arti­gos de divul­ga­ção cien­tí­fica e de opi­nião para jor­nais e blogs, mas foi em 2004 que escreveu a sua pri­meira peça de tea­tro. Em 2008 fez o seu pri­meiro curso de escrita para cinema e desde então escreveu várias cur­tas e longas metra­gens.