Morreu o escritor Ray Bradbury

A minha política de obituários neste site é um pouco anárquica. Depende de quando dou pela morte da figura em causa, do apreço que tenho por ela, e do tempo que tenho disponível no momento.

Há pois autores fundamentais, que adoro, mas cujas mortes não referi aqui. E outros, talvez não tão importantes, mas que receberam uma última homenagem no site.

Também não quero transformar o blogue num cemitério de autores. A certa altura esse hábito iria tornar-se inevitavelmente deprimente, pois a lei natural da vida dita que a maioria dos autores que admiro e me influenciaram hão de partir antes de mim, se ainda não o fizeram.

Ray Bradbury é um dos autores de ficção científica que mais me marcaram nos meus anos formativos. Quando tinha catorze ou quinze anos passei um verão inteiro a ler livros da coleção Argonauta, à média de quase um por dia. Comprava-os em 2ª mão, num velho alfarrabista de Mem Martins, com todo o dinheiro que conseguia juntar, e devorava-os de imediato.

Entre esses livros estavam as "Crónicas Marcianas", "O Homem Ilustrado" e, obviamente, "Fahrenheit 451" (embora não esteja certo de que este último tenha sido editado editado na Argonauta, ou de que o li nessa altura).

Esse fascínio pela ficção científica foi-se atenuando com o passar dos anos, mas sei que quando quiser reavivar a chama o Ray Bradbury vai ser um dos convidados para a festa, juntamente com o Robert Heinlein, o Isac Asimov, o Artur C. Clarke e o Philip K. Dick. Os clássicos, portanto. Os livros estão lá, em caixotes na garagem dos meus pais, à espera que eu me decida.

Termino com uma citação de Ray Bradbury, que me toca bastante. Perdoem-me a tentativa de tradução:

"O amor é a resposta para tudo. É a única razão para fazer alguma coisa. Se não amares as estórias que escreves, nunca serás bem sucedido. Se não escreveres estórias que outras pessoas amem, nunca terás sucesso. – Ray Bradbury"

Morreu o escritor Ray Bradbury

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João Nunes

João Nunes é um autor, guionista e storyteller que gosta de ajudar os outros a contar as suas próprias estórias. Divide o seu tempo entre Angola, Brasil e Portugal e já escreveu mais de 3500 páginas de guiões produzidos de curtas e longas metragens, telefilmes e séries de televisão.