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Como adaptar um romance para cinema – II

    “Durante o almoço, Wallace e eu falámos do livro, tentando esclarecer todos os seus mistérios. A Bruxa era mesmo Jenny Hill? Quem era a Rapariga no Rio? Wallace tinha respostas, mas o mais impressionbante é que não insistia em estar certo. Tudo estava aberto a interpretação. Não considerava nada no seu livro como sagrado e intocável.”

    John August, acerca da adaptação de “Big Fish”

    Este artigo é a segunda parte de uma série de dois dedicados à adaptação de romances para cinema. O primeiro artigo pode ser encontrado aqui.

    Como disse antes, já tive a oportunidade de adaptar três obras literárias para guião, e ainda trabalhei em mais três projetos de adaptação que, por razões diversas, não passaram das primeiras fases. O meu método de trabalho acabou por ser, em todos estes projetos, muito semelhante. Por isso acho que pode ser interessante partilhá-lo aqui, mesmo sabendo que cada argumentistas encontrará, naturalmente, o seu método próprio.

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    O que podemos aprender com… os Oscares 2010

      Da análise das escolhas da Academia de Hollywood podem retirar-se, obviamente, uma enorme quantidade de lições. Uma que saltou aos olhos ontem foi a forma como um pequeno filme, suportado por uma grande estória, pode arrasar completamente uma grande máquina de fazer dinheiro.

      O argumento de "The Hurt Locker" repetiu as sucessivas vitórias que obteve em todo o lado, mas desta vez foi completado por outras vitórias, incluindo Melhor Realização e Melhor Filme. De destacar as palavras de louvor e reconhecimento da realizadora Kathryn Bigelow ao grande guião escrito por Mark Boal.

      Mas hoje eu gostaria de chamar a atenção para um outro aspecto: a importância de um bom antagonista.

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