Dez conselhos para um bom guião

Por coincidência o TimesOnline de 13 de Setembro traz um artigo que serve de contraponto ao último artigo que escrevi sobre os erros mais frequentes de um guião. Nesse artigo são dados alguns conselhos destinados a facilitar e melhorar a escrita de qualquer guião.

Sob o título "Dez conselhos para a escrita do seu próprio filme"[1] o autor[2] lista algumas recomendações que serão úteis a qualquer guionista, iniciado ou experiente.

Recomendo a leitura completa do artigo, mas deixo aqui um aperitivo:

  1. Ver e aprender. É vendo os clássicos que aprendemos o que funciona e não funciona.
  2. Não complicar. As melhores soluções são nomalmente as mais simples.
  3. Estrutura. Um filme tem de ter princípio, meio e fim, embora não necessariamente por essa ordem.
  4. A estória tem de ter uma premissa clara. Temos de perceber rapidamente onde o filme nos quer levar.
  5. Tem de haver uma boa razão para passar dos 90 minutos. Hora e meia é a duração média de um filme; tudo o que passe disso deve ser bem ponderado e justificado.
  6. Escolha o seu protagonista. Um filme tem de ter um protagonista que interesse ao espectador.
  7. Dê nas vistas. Um bom guião deve ter algo que o distinga da massa de guiões lançados no mercado.
  8. Evite a linearidade. Os enredos secundários são a melhor maneira de enriquecer um guião.
  9. Seja original. Seja fiel a si mesmo e procure um ponto de vista diferente para a sua estória.
  10. Ou tem talento, ou nada feito. Se não tiver uma base de talento natural nenhum curso ou livro o vai transformar num bom guionista.

Bons conselhos, sem dúvida. Mas falta um último: escreva muito, escreva com frequência. A escrita é um músculo que tem de ser exercitado continuamente.

Notas de Rodapé

  1. Uma coisa que os guionistas esquecem muitas vezes é que estão a escrever um filme, não um romance ou peça de teatro[]
  2. Pete Daly analisa e desenvolve guiões para organismos públicos e produtores[]

Um comentário em “Dez conselhos para um bom guião”

  1. Não acredito no tópico 10: “Ou tem talento, ou nada feito”, como se pode avaliar o nível de talento de um guionista? Não será pesado dizer que sem talento não hà sonho? Para mim isso é contradizer velhos ensinamentos do nosso avô: “Os sonhos são o fim do trabalho”, eu penso que tudo se consegue com trabalho, e esse trabalho levará uma pessoa ao talento, não é talento natural, é talento adequirido.

    Gostava de receber a sua opinião em relação a isto.

    Abraço, Tiago Vitória

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