Up in the Air ganha prémio de guião nos Globos de Ouro

jason-reitman-sheldon-turner.jpg

Os Globos de Ouro são geralmente apontados como bons indicadores dos principais candidatos aos Oscares. Atribuídos todos os anos pela associação que reúne os jornalistas estrangeiros sediados em Hollywood, costumam mostrar com alguma precisão para onde sopram os ventos.

Este ano os nomeados para o prémio de Melhor Argumento eram cinco: Neill Blomkamp e Terri Tatchell – “District 9“; Mark Boal – “The Hurt Locker“; Quentin Tarantino – “Inglourious Basterds“; Nancy Meyers – “It’s Complicated“; Jason Reitman e Sheldon Turner – “Up In The Air“.

O vencedor foi precisamente este último guião, o do filme “Up in the air“, que estreia esta semana em Portugal com o nome “Nas nuvens“.

Eu sou bastante parcial ao “Inglorious Basterds“, e se tivesse de escolher não sei a qual dos dois daria o prémio. Mas “Up in the air” é um fabuloso guião, com um protagonista inesquecível, e por isso o prémio fica muito bem entregue. Desconfio até que será ele a levar o Oscar de melhor guião adaptado, ficando reservado para Tarantino o de melhor guião original.

Se este prognóstico se confirmar, paguem-me uma bebida. Entretanto, podem confirmar a qualidade do guião baixando aqui uma das suas versões.

Quando lerem esta versão repararão numa coisa curiosa – está apenas assinada pelo realizador Jason Reitman. O crédito final do guião do filme, contudo, foi dividido por ele e pelo guionista Sheldon Turner, mas apenas depois de uma disputa (ou ‘arbitration‘, como é designada nos EUA) que envolveu a Writers Guild.

Não consegui encontrar na net a versão de Sheldon Turner para comparar, mas as notícias parecem indicar que muitas das coisas boas do filme vieram dela. Seja-lhe feita honra, então.

A história desse conflito está muito bem contada neste artigo do Fernando Marés de Sousa, que se baseia neste outro do LA Times.

Não vou por isso alongar-me aqui sobre o assunto, mas vale a pena ler ambos para perceber a importância da atribuição correta de créditos a quem realmente é o autor de um guião. Principalmente em mercados desenvolvidos como o americano, em que essa atribuição tem consequências financeiras consideráveis.

Site de “Up in the air” →

Link para o guião →

Estes artigos talvez lhe interessem

Deixe a sua opinião ou comentário: