Frigorí­fico

Enquanto estive fora fizeram algumas obras no apartamento: umas pinturas nas paredes, revisão dos ares condicionados e do gerador, limpeza do tanque da água e instalaíão de um exaustor e de uma máquina de lavar roupa novas…. E como o egoí­smo é muito feio, recebi o castigo merecido: esqueci-me da chave em Portugal e tive de passar a primeira noite cheio de sede, pois nem sequer tinha fósforos para ferver a água da torneira.

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Luanda de novo

Um voo óptimo, por sinal; comida nem melhor nem pior do que a da TAP ou Varig (para falar das que conheío melhor); pessoal de cabina simpático e eficiente quanto baste;nada de turbulências nem agitaíões; uma descida suave e uma aterragem perfeita. A única desvantagem, a meu ver, é que a aeronave – um Boeing 747 – não tinha programaíão de bordo; nem música nem filmes.O melhor, contudo, ainda estava para vir.

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Preparativos

Estas semanas em Portugal – quatro – passaram num ápice; entre a famí­lia, os amigos, a casa e alguns trabalhos que tinham ficado pendurados, os dias atropelaram-se e agora, subitamente, dou comigo a pensar de novo em fazer as malas…. Pode ser que em Agosto, quando voltar cá, tenha tempo para dar um passeio por essas bandas.

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Almera

Num spot de rádio para o Nissan Almera, ouvido hoje aqui em Portugal, uma namorada/mulher/amiga interpela o condutor do carro em que segue, pedindo-lhe para andar mais devagar. O rapaz – pela voz parece novo – responde que “com o Nissan Almera” é impossí­vel andar devagar“.Num paí­s onde morrem 1113 pessoas por ano em acidentes de automóvel (cito o número de memória, mas anda por aí­); onde o presidente da República se sente compelido a fazer uma presidência aberta dedicada í  sinistralidade rodoviária; onde as reformas do código da estrada se sucedem sem resultados aparentes; num paí­s assim, escrever um spot destes é um atentado, não só ao bom senso, não só í  ética profissional e í  decência humana, mas principalmente í s famí­lias de todas as ví­timas da nossa ”guerra das estradas“ (perdoem-me o cliché).Os miúdos acabados de sair do IADE que escreveram este spot não devem perceber estas minhas lamúrias.

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De partida

Hoje í s seis da tarde fazemos o check in para o voo TAP que nos vai levar de novo a Portugal, í  famí­lia, aos amigos, í  nossa casa. Vamos encontrar muitas coisas na mesma, mas outras bastante diferentes: tenho um novo priminho, nascido ontem; o governo mudou e o paí­s ficou subitamente cor-de-rosa; o filme […]

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Skipe

O Skipe funciona perfeitamente. Falei ontem longamente com a minha mãe, em Portugal, e a Lu também esteve imenso tempo ao telefone com a mãe dela, no Brasil. No total gastámos menos de três dólares, mais a tarifa das chamadas locais. Boas notí­cias, portanto.

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Cerimónias

Dia 23 foi a inauguraíão oficial da nova sede da agência. Uma festa a sério, com mais de 100 convidados, muitos vip, e cobertura da imprensa e televisão. O momento alto da cerimónia foi o descerrar da placa com o novo logotipo, pelo vice-ministro da Comunicaíão Social, a que se seguiram discursos pelo próprio e […]

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Cinema

Domingo fomos ao cinema pela segunda vez. Mais precisamente ao Cine-Atlântico, magní­fico exemplar da arquitectura colonial do pós-guerra. É um grande anfiteatro coberto mas sem paredes laterais, o que o torna bastante arejado e agradável nas noites quentes de Luanda. Fomos ver um filme de acíão, “Anacondas”. O filme, em si, não merece comentários – […]

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Lagostas

Ao almoço de ontem comemos quatro lagostas compradas aos pescadores em Cabo Ledo. Foi a primeira coisa que achei realmente barata aqui. Custaram 700 kuanzas, ou seja, cerca de sete euros. Por esse preço, em Portugal, pagava pouco mais do que um pires de gambas. Vieram vivinhas, dentro de um saco de plástico, ainda a […]

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